No mês de março, em Vitória da Conquista, a carne bovina apresentou variação simples positiva de 4,18% em relação ao mês de fevereiro. Foi o terceiro produto a apresentar maior alta dentre os 12 que compõem a Cesta Básica do município, contribuindo para o aumento no custo da mesma. Em fevereiro, a cesta custava R$ 314,75, e passou a custar R$ 323,53 em março.
O preço da carne apresentou baixas de dezembro de 2016 a fevereiro de 2017. Mesmo com uma menor oferta decorrente do fechamento de frigoríficos no país, os preços não aumentaram, pois havia uma baixa demanda do consumo doméstico. Ademais, o início de 2017 não foi diferente, o baixo consumo interno somado a fraca demanda externa, fez com que os preços continuassem caindo. Na primeira metade de fevereiro, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços apresentou recuo de quase 20% no embarque diário de carne in natura.
Entretanto, março de 2017 apresentou aumento nos preços. Com os estoques diminuídos em função da redução de entrega de boiadas, contudo, houve uma melhora da demanda interna e externa, com alta ainda na primeira semana do mês, de 46,2% nas exportações em relação a fevereiro, como apontou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Logo, os frigoríficos aumentaram os preços do produto no atacado e o aumento foi repassado ao consumidor final.
O prognóstico é de que o preço da carne bovina sofra uma redução após a operação da Polícia Federal intitulada “Carne fraca”, a qual, investiga denúncias sobre irregularidades na produção de alguns frigoríficos do país. Isto afetou a exportação do produto, e pode forçar produtores que têm gado confinado e pronto para o abate a aumentarem a oferta, diminuindo preços para os frigoríficos nacionais. “Num primeiro momento, é o que vai ocorrer, não tem jeito”, diz Ricardo Merola, fundador e ex-presidente da Assocon, a associação nacional dos confinadores de gado, a dúvida é se os frigoríficos brasileiros, que devem ser beneficiados com a queda de preço, repassarão a baixa aos supermercados. Já o presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), Antônio Jorge Camardelli, acredita que não há espaço para redução de preços via aumento de oferta devido à queda do consumo de carne nos últimos dois anos no Brasil.
Por: Rodolfo Santana
Graduando em História na UESB
Referências:
https://www.noticiasagricolas.com.br
http://www.canalrural.com.br
http://www.abrafrigo.com.br
http://www1.folha.uol.com.br/