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Ações de sustentabilidade integram Uesb e comunidade

Extensão

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Em 2017, quando o Programa de Extensão intitulado “Núcleo de Permacultura Sete Cascas” surgiu, um dos pontos debatidos foi a interação com a sociedade local. Não bastava ter ações que atendessem somente as pessoas do ambiente universitário. Era preciso ouvir a demanda dos moradores para que o conceito de integração natureza e ser humano de forma sustentável se mantivesse na prática.

A partir disso, foi criado o projeto extensionista “Comunidade e Sustentabilidade”. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações promovidas pelo Sete Cascas, dentre as quais fazem parte o curso de “Manejo Ecológico e Desenvolvimento de Sistemas Agroflorestais” em escolas.

Interagindo com a comunidade, ações da Uesb buscam melhorar a qualidade de vida das pessoas e promover sustentabilidade.

Segundo a professora Talita Maderi, que coordenou o projeto até 2018, a ação funcionou como uma continuação da própria filosofia buscada pelo Núcleo, integrando estudantes, funcionários, agricultores e moradores. “A Permacultura visa, dentre outras coisas, se conectar com qualidade de vida e sustentabilidade”, afirma a docente. Segundo ela, foi justamente a partir dessa ideia de compartilhamento que o “Comunidade e Sustentabilidade” se ancorou. “Para construí-lo, foi preciso entender o que a comunidade precisa, o que eles sentem falta, o que realmente querem”, completa.

Bioconstrução – “Vou aprender a ler para ensinar meus camaradas”O trecho da música “Massemba”, do compositor baiano Roberto Mendes, pode facilmente ser aplicado à primeira atividade feita pelo projeto. Integrantes da ação foram até Barra Grande, próximo a Ilhéus, para aprender a bioconstruir.

Com ajuda de uma ONG, eles puderam fazer uma vivência e, na prática, experienciar casas feitas de bioconstrução. Esse tipo de técnica, conforme explica Talita Maderi, é feita de barro, conhecida popularmente como adobão – e exige-se planejamento e adequação de espaço.

A partir desse aprendizado, o grupo convidou, em dezembro de 2018, o engenheiro e bioconstrutor Leo de Barro para construir uma sala de bioconstrução no Núcleo Sete Cascas, no campus de Itapetinga. O engenheiro explicou quais locais mais adequados para construção, de acordo com o posicionamento do sol, das sombras e da paisagem – tudo planejado de maneira integrada com a natureza. Segundo ele, a bioconstrução é um tipo de construção viva e de baixo impacto. “A estrutura como elemento que faz parte do ambiente e que interage com o ser vivo. A bioconstrução respira, come, dorme, precisa de luz”, afirma Barro.

Relação com os alimentos –  Maderi conta que a temática da sustentabilidade também é um assunto central de projeto. No entanto, ela ressalva que falar em sustentabilidade é vago, é preciso dar concretude ao conceito. “Em uma parceria entre nós da Universidade e os pequenos agricultores de Itapetinga e região, eles nos falaram que queriam aprender melhor a reaproveitar os alimentos e apresentar novidades para os consumidores”, conta a professora.

Foi assim que nasceu a oficina de “Processamento, Rotulagem e Boas Práticas de Fabricação”, sob a condução da docente Andrea Gomes ao lado do discente em Engenharia de Alimentos, Juarez Júnior e, em parceria, com o projeto. O objetivo da oficina foi orientar os pequenos produtores sobre manuseio e higiene com alimentos e, especialmente, ensiná-los a produzir polpa de frutas congeladas.

Neuzete Patês, participante do curso, conta que trabalha diretamente com os pequenos agricultores nas hortas comunitárias da cidade e destaca que “faltava essa parte de beneficiamento, mas que essa parceria com a Uesb contribui para que nós consigamos agregar valor aos produtos”.

Antônio Olegário, presidente da Associação de Horticultura de Itapetinga, comenta que a Associação já existe há 15 anos na cidade e está localizada à margem esquerda do Rio Catolé. “Atualmente, nós produzimos hortaliças, frutas, galinhas, ovos e peixes. Pretendemos implantar lá, a partir do ensinamento da oficina, as polpas de frutas e os temperos caseiros”, afirma Olegário.

Para Maderi, atividades como essas envolvem muita partilha de saberes entre a comunidade acadêmica e os moradores. “Esse projeto contribui nessa interação, entendendo que é preciso ouvir a comunidade. Isso é importante para que a gente consiga avançar no consumo consciente”, lembra a docente.

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