Graduação

Engenharia de Alimentos oferece formação ampla e de qualidade

por Valcelene Amorim

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O Curso de bacharelado em Engenharia de Alimentos foi implantado na Uesb, campus de Itapetinga, em 1999. Desde então, já foram formadas 13 turmas de engenheiros, aptos a atuar em todas as etapas da produção industrial, a começar pela elaboração de fórmulas, passando pela fabricação, até a distribuição e armazenamento de alimentos.

Informações básicas

Criação: 1998
Modalidade: Bacharelado
Campus: Itapetinga
Duração mínima: 10 semestres

Ao ingressar no Curso, o estudante se depara com uma infraestrutura de qualidade. Para o desenvolvimento das atividades acadêmicas, a graduação dispõe de diversos laboratórios, como de Panificação; de Análises de Alimentos; de Leites e Derivados; Carnes e Processamentos; de Tecnologia de Frutas e Hortaliças; de Análise Sensorial; de Microbiologia de Alimentos; de Embalagens e Higiene de Alimentos; além de um laboratório voltado para as disciplinas da área de alteração unitárias e informática.

Segundo a coordenadora do curso, professora Cristiane Patrícia Oliveira, uma das propostas da graduação é formar um perfil de profissional que atenda às necessidades do mercado, principalmente, da região sudoeste da Bahia. “O engenheiro de alimentos que é formado aqui na Uesb consegue atender as demandas de qualquer região do país. Como em Itapetinga o forte é a pecuária, tanto de leite quanto de corte, quando o curso foi elaborado, a ideia era ter profissionais com uma qualificação maior nessa área, para atender as demandas locais”.

Ainda de acordo com a coordenadora, o Curso oferece uma ampla capacitação, para que os alunos sejam preparados para atuar em todas as vertentes do mercado de trabalho. Além de trabalhar em indústrias alimentícias, os graduandos são estimulados a serem empreendedores, podendo trabalhar na área de pesquisa e desenvolvimento de órgãos governamentais, como Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ministério da Agricultura, entre outros.

Na edição de 2015 do Guia do Estudante, o curso de Engenharia de Alimentos da Uesb foi avaliado com 4 estrelas.

Ricardo Lopes da Cruz, ex-aluno do curso, atua no Ministério da Agricultura como fiscal federal na inspeção de frigoríficos, ele é responsável por garantir que os produtos cheguem isentos de qualquer contaminação ao consumidor. “Eu trabalho com alimentos, mais ainda, eu trabalho com saúde publica. Fiscalizo empresas e a minha função é, justamente, garantir que os produtos que saem daqui, saiam com qualidade, sem riscos de contaminação, sem qualquer risco que seja, e chegue um produto de qualidade para o consumidor, então, eu me sinto bem realizado nesse sentido”. Cruz afirma que, para alcançar êxito em sua profissão, a Universidade teve um papel fundamental. “A Uesb foi muito importante tanto para minha formação profissional quanto para a minha formação pessoal também. Foram cinco anos dentro da Universidade onde eu aprendi muita coisa e amadureci”, relembra.

A coordenadora da graduação salienta que também faz parte das atribuições desse profissional o desenvolvimento de novas tecnologias de processamento e de produção, que dêem suporte às indústrias alimentícias e de bebidas, bem como verifiquem métodos para o tratamento de resíduos que sejam sustentáveis e que não agrida o meio ambiente.

Outra possibilidade para os profissionais que se formam em Engenharia de Alimentos na Uesb é a carreira acadêmica por meio do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciências de Alimentos. “Outra conquista do curso foi o mestrado e, mais recentemente, foi aprovado o doutorado. Então, nós temos uma inserção muito grande dos nossos alunos na área acadêmica. Hoje em dia, nós temos nos institutos federais da Bahia, e em todas as regiões, quadro de docentes compostos por ex-alunos aqui da Instituição, por causa da possibilidade do mestrado”, afirmou Oliveira.

Sergio Castro foi aluno da primeira turma de Engenharia de Alimentos da Uesb e hoje é professor da graduação na Universidade. “Para a gente, retornar para o curso de Engenharia de Alimentos, com essa possibilidade de poder ajudar, é muito bom. A gente sempre pensava em ser engenheiro de alimentos, não apenas atuando na parte de ciências e tecnologias, mas também na parte de engenharia. E hoje contribuir com a Universidade nesse sentindo, é ótimo,” ressaltou Castro.