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Mestrado propõe reflexões sobre o Ensino na sala de aula

Pós-Graduação

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Com o objetivo de contribuir para a melhoria da formação de professores da Educação Básica e Superior, a Uesb, desde 2016, oferece o Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGEn), no campus de Vitória da Conquista. A iniciativa é fruto de uma demanda regional que vem colhendo bons frutos desde a sua formação.

Inclusão como desafio

A primeira turma do Programa foi marcada pelo desempenho de duas alunas surdas: Priscila Alencar e Fabíola Barbosa. Além de suas pesquisas serem de grande impacto para o processo de ensino de surdos, com a participação das alunas, o próprio Mestrado precisou avançar nos aspectos relacionados à orientação inclusiva. Assim, os professores tiveram o suporte da Universidade para se adequar a essa realidade da inclusão na pós-graduação.

De acordo com o professor Benedito Gonçalves, essa inserção foi positiva, até mesmo para pensar na formatação da resolução do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Uesb (Consepe) 81/2011, que prevê a aquisição de uma segunda língua para entrar na pós-graduação, e no caso dos surdos, é Libras.

Sua relevância se dá no foco em que atua, pois o PPGEn possui um olhar direcionado para o ensino na sala de aula. A ideia é propor reflexões para a escola pública da Educação Básica, contribuindo para as áreas de Ensino, Linguagens e Diversidades; Ensino, Políticas e Práticas Educativas e Ensino e Aprendizagem de Ciências Exatas e Naturais.

De acordo com o coordenador do Mestrado, o professor Benedito Gonçalves, vinculado ao Departamento Filosofia e Ciências Humanas (DFCH), a atenção às questões relacionadas ao ensino na escola, especificamente, conduz as pesquisas para reflexões no processo de ensino formal. “A nossa preocupação principal é pensar a sala de aula e os processos educativos que a envolvem. Então, todas as pesquisas feitas no Programa, independentemente da formação inicial, têm que focar, obrigatoriamente, em questões que dizem respeito à sala de aula”, pontua.

Esse foi o caminho seguido pelo aluno egresso do Mestrado, Pyerre Ramos Fernandes, que tratou, em sua pesquisa, sobre a questão da latente desumanização observada na sociedade e que atinge os espaços escolares, sob a perspectiva teórico-metodológica do Pensamento Complexo do antropólogo, sociólogo e filósofo francês Edgar Morin. A proposta foi de dialogar com os professores acerca da desumanização e das estratégias que podem ser utilizadas para superá-la.

Para Fernandes, a importância da reflexão se deu no seu amadurecimento em relação à percepção sobre a educação, aos processos de ensino e à profissão docente. “O Mestrado me ajudou no sentido de consolidar a profissão do professor, da ética docente, da identidade do pesquisador, especialmente, no contexto das salas de aula, que devem ser espaços de constante reflexão e construção de saberes, tanto para o aluno como para o educador“, defende.

Importância da criação do Programa para a região

Há dois anos inserido na comunidade, o Programa reforça a qualidade do ensino na região. A vice-coordenadora do Programa, professora Tânia Cristina Gusmão, também vinculada ao DFCH, destaca que a criação do curso é oriunda da própria carência de um mestrado que pudesse aprofundar a problemática do ensino, e o que estava acontecendo na sala de aula. “O Programa tem muita importância, porque veio para suprir essa lacuna que existia em projetos que pudessem auxiliar a formação mais especializada dos professores que atuam na Educação Básica”, diz.

“Pensar a sala de aula e os seus processos educativos é um dos principais objetivos do Mestrado em Ensino da Uesb.”

A vice-coordenadora também explica que o curso procura dialogar com as várias vertentes do conhecimento, ou seja, profissionais de diversas áreas que pretendem contribuir com pesquisas voltadas para o pensamento crítico do Ensino, tanto nas áreas de Saúde, Exatas ou Humanas, podem montar o projeto e participar da seleção.

Elenilson Silva, formado em Pedagogia, é aluno do Mestrado. Para ele, a experiência no Programa tem contribuído de forma singular para sua formação. “As leituras críticas e sistematizadas demonstram o quanto é importante que eu, como professor, conheça as teorias e as relacione com minha prática. Acredito que o Mestrado em Ensino tem o fundamental papel de aguçar a reflexão e a criticidade sobre o fazer docente por meio da pesquisa”, ressalta.

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