Editorial - Edição 03

Graduação

O vasto campo da Engenharia Florestal

por Julia Bomfim

Curso de Técnicas de ascensão vertical ao Dossel.

A Engenharia Florestal está presente no Brasil desde os primórdios do seu descobrimento, mas só em 1960 que o exercício da profissão foi regulamentado no país. Na Uesb, o curso foi instituído em 2004, abrindo 40 vagas, pelo vestibular tradicional e pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU), destinadas a formar bacharéis capacitados a desenvolver, produzir, conduzir e conservar áreas florestais.

Informações básicas

Criação: 2004
Modalidade: Bacharelado
Campus: Vitória da Conquista
Duração mínima: 10 semestres

O curso de Engenharia Florestal tem por objetivo envolver o aluno nas quatro áreas que podem ser exploradas profissionalmente. Deste modo, o discente terá contato com a Silvicultura, área que abrange a concepção de floresta, no que diz respeito a sua produção, explorando disciplinas como Produção de Mudas, Sementes Florestais e Patologia e Entomologia Florestal. O graduando também aprenderá como conduzir a floresta depois de plantada e o que fazer com esta produção, estudando a área de Manejo Florestal e a área de Tecnologia de Produtos Florestais, a partir de disciplinas como Melhoramento Genético, Sistemas Agroflorestais, Certificação Florestal, Anatomia da Madeira, Recursos Energéticos, entre outras. Por fim, esse estudante também estudará a Ambiência, área mais restrita aos aspectos ambientais do curso, lidando com Ecologia Florestal, Recuperação de Áreas Degradadas e Avaliação de Impactos Ambientais.

O então coordenador do curso, professor Dalton Longue Júnior, explica que, dentro dessas quatro áreas, esse profissional pode atuar na cidade e no campo. “O engenheiro florestal se insere desde as áreas urbanas, onde temos bosques e pequenos fragmentos de florestas, em que, mesmo não tendo uma importância numérica, são de extrema importância para regular a temperatura de uma cidade; até florestas públicas como na região amazônica, região pantaneira, mata atlântica e alguns biomas extremamente degradados”, esclarece o coordenador. Longue ainda afirma que “nessas áreas é importante ter um engenheiro florestal auxiliando no manejo e enquadramento das florestas para que elas não sejam mais degradadas e ainda para atender a demanda da população com produtos florestais”.

O Engenheiro Florestal é um profissional fundamental tanto nas áreas de florestas como nas áreas urbanas.

Para aproximar os estudantes da vivência com a Engenharia Florestal, o curso propõe aulas de campo que explorem suas habilidades em mensuração florestal, manejo e silvicultura. Para isso, a Uesb dispõe de uma área externa formada por plantios de eucalipto, pinus e madeira nova e uma pequena mata, onde os alunos conhecem uma parte da vegetação da caatinga. Além disso, ainda existem laboratórios destinados a práticas de atividades de controle de pragas e doenças. Para Rita de Cassia Freire, estudante do nono semestre, “o curso de Engenharia Florestal é muito amplo e permite que o aluno tenha contato com diversas áreas. Todas essas áreas permitem que a gente aprenda a manejar os recursos naturais de forma sustentável de forma que esses recursos fiquem para as gerações futuras”, comenta Freire.

De acordo com Maicon Santos da Silva, aluno do sétimo semestre, a decisão de fazer Engenharia Florestal estava muito relacionada com as possibilidades de atuação que a área oferece ao profissional. “A escolha por esta graduação foi pelo fato de eu ter uma vivência no campo e perceber que eu queria continuar ainda nesse caminho, mantendo esse contato com o meio ambiente, e o curso me proporciona isso. Mas, ao mesmo tempo, eu poderia estar escolhendo trabalhar na cidade ou no laboratório, também poderia optar por estar manuseando diretamente a natureza”, afirma o estudante.

Segundo Danilo Novaes, ex-aluno de Florestal, o Curso da Uesb apresenta ótimas condições de ensino e pesquisa, possibilitando ao aluno vários caminhos. Ele, após terminar a graduação, optou pela carreira acadêmica, ingressando em um curso de mestrado em Ciências Florestais, pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).  “O tempo que permaneci na Uesb, pude ver a evolução do curso e, a partir das experiências que vivi nele, posso dizer que oferece aos alunos condições de ensino e pesquisas tão boas ou até melhores, em alguns casos, se fizermos um comparativo com outras instituições”, destaca.