Editorial - Edição 12

Graduação

Processo oferece atendimento especial para candidatos

por Mariana Lacerda

Atendimento especial - Principal

“Não é fácil, mas quando a gente cria uma rotina, sabemos que tudo é possível”, define a candidata Bianca Pereira. A mãe de dois filhos busca no Vestibular Uesb 2019 uma vaga no curso de Direito, depois de adiar o sonho por quatro anos, idade do primeiro filho.

“A princípio eu tinha em mente que não era possível seguir uma carreira profissional com um filho, quando veio o segundo, vi que o tempo estava passando e que era possível criando uma rotina e tendo o acompanhamento, como do meu esposo que me ajuda”, conta.

Existe a preocupação do Vestibular de atender aos candidatos em suas especificidades.

Casado com Bianca há seis anos, Danilo Bezerra lembra que os cuidados com os filhos não são só da mãe e, assim, contribui para que ela possa estudar e se preparar. “Pra mim, é muito importante apoiar minha esposa e o sonho dela. Eu fico muito feliz dela estar tocando o sonho pra frente, então a gente tem mais que apoiar”, comenta.

Com o bebê de dois meses dependente do leite materno, a participação de Bianca no Vestibular Uesb foi possível por meio do atendimento especial, que engloba ações voltadas não só para lactantes, como também para as pessoas com deficiência. De acordo com Joicy Figueireido, responsável pela coordenação do local de prova onde a candidata participou do processo, ao oferecer esses atendimentos, “existe a preocupação do Vestibular de estar atendendo aos candidatos em suas especificidades”.

Candidatos com deficiência

O atendimento especializado é oferecido a partir do que cada candidato solicita no momento da inscrição. Provas ampliadas, transcritores, ledores e o tempo adicional são exemplos dessas ações. “A gente tenta dar nesse momento um espaço com tranquilidade e todas as adaptações físicas, pedagógicas e atitudinais principalmente, nesse momento, para que o projeto de vida e de estudo deles se materialize”, explica Rozilda Magalhães, responsável pela coordenação do atendimento especial voltado para pessoas com deficiência.

Trabalhando há dez anos nessa área, ela destaca que consegue perceber nesse tempo o quanto a inclusão dá certo, com o aumento de pessoas com deficiência que passaram a chegar à universidade. São histórias como a da vestibulanda Erika da Silva, que veio do Espírito Santo para participar do processo seletivo. A estudante com deficiência mental solicitou o auxílio da ledora para realizar a prova e avaliou como positivo o atendimento oferecido pela Universidade. “É interessante a acessibilidade para quem precisa e é importante principalmente para quem vem de longe e precisa desse suporte”, conclui.

Nesta edição, se inscreveram 49 candidatos que solicitaram atendimento especial. Dentre eles, 30 em Vitória da Conquista, 18 em Jequié e 1 em Itapetinga.