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Programa Engenho da Composição leva arte e lazer para a comunidade

Extensão

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Criado em 2011, quando os cursos de Licenciatura em Dança e de Licenciatura em Teatro ainda estavam juntos com a nomenclatura Artes, o programa de extensão Engenho de Composição foi pioneiro na área no campus de Jequié. Ao longo desse tempo, o programa já produziu mais de 30 espetáculos, com participação de professores e alunos das duas graduações.

O Engenho de Composição congrega um conjunto de ações que visam integrar a sociedade civil e a comunidade acadêmica por meio de atividades de formação, debate e apreciação de obras de artes cênicas – Pedagogia do Espectador. O objetivo central do programa é estimular a produção cultural e o hábito de frequentar espetáculos de dança e de teatro na cidade.

O Engenho de Composição busca estimular a produção cultural e o hábito de frequentar espetáculos em Jequié.

Para cumprir esse objetivo, o Engenho de Composição desenvolve a Mostra Cênica e Didática, que consiste na exposição de três espetáculos produzidos semestralmente (seis durante o ano) pelos cursos de Dança e de Teatro. As produções artísticas são desenvolvidas dentro dos componentes curriculares que envolvem montagem (Processos de Criação 1 e 2 e Estágios de Criação 1 e 2) em ambos os cursos.

Segundo o professor Luiz Tomaz Sarmento Conceição, coordenador do Colegiado do curso de Dança e também do Engenho de Composição, o programa cumpre bem seu papel. “Como todo projeto de extensão, o papel fundamental dele é levar a Universidade para fora dos seus muros e estender as atividades que são desenvolvidas para a comunidade e ter esse processo de troca, de devolução, de prestação de contas, às vezes. Então, na verdade, o Engenho cumpre esse papel primordial de levar e incentivar a produção artística dos nossos alunos, movimentar o mercado cultural da região e formar plateia, para o teatro e para a dança, já que nós temos esses cursos aqui em Jequié”, diz.

Buscando ampliar o diálogo entre a comunidade regional e a Universidade, o programa de extensão Engenho de Composição realiza outras três ações: “Seminário de Criação”; “Interfaces Poéticas” e “Diálogos da Cena”. Um mês antes da Mostra Cênica e Didática, acontece o Seminário de Criação, momento em que os processos criativos de cada espetáculo são revelados e discutidos publicamente com o intuito de debater sobre as especificidades de cada um, e sua relevância no âmbito da produção artística e acadêmica contemporânea.

Paralelamente à Mostra Cênica, acontece a ação Interfaces Poéticas, que organiza exposições, instalações e apresentações artísticas de curta duração realizadas pelos discentes dos cursos de Dança e de Teatro e por outros artistas de fora da Universidade. Ao término das mostras, o Programa realiza ainda o fórum Diálogos da Cena, quando são convidados professores e alunos da Universidade, que não participaram dos espetáculos, para debaterem e tecerem uma análise crítica das obras apresentadas.

Toda fundamentação filosófica e política do Engenho de Composição tem o objetivo de criar uma cultura do espetáculo na cidade de Jequié, incentivando a população a frequentar espaços culturais e a valorizar a produção artística local. Esse processo é pensado na perspectiva da Pedagogia do Espectador em que o público, formado pela sociedade civil e comunidade acadêmica, tem a oportunidade de vivenciar a prática artística desde seu processo de criação (Seminários de Criação), apreciar esteticamente a obra final (Mostra Cênica e Didática), usufruir de uma diversidade de manifestações artísticas (Interfaces Poéticas), e desenvolver um juízo crítico (Diálogos da Cena) a partir da mediação de especialistas na área.

O Programa

O programa de extensão Engenho de Composição foi proposto e executado pelo professor Roberto Ives de Abreu Schettini (In Memoriam) durante o ano letivo de 2011. Nos anos de 2012 e 2013, respectivamente, ficaram sob a responsabilidade das professoras Carla Meira Pires e Adriana Amorim. Em 2014 e 2015, foi assumido pelo professor Luiz Thomaz Sarmento Conceição.

Para Luan Rodrigues Miranda, acadêmico do 6º semestre do curso de Teatro, o Engenho de Composição é fundamental para sua formação. “Enquanto professor, vou precisar, lá na frente, ter essa habilidade de desenvolver questões de produção de espetáculo, questões de produção de evento, quanto à organização mesmo da estrutura de como um espetáculo vai se dar, de como são as participações dos envolvidos. Eu vou aprender a lidar com os obstáculos que a vida vai me possibilitar enquanto produtor num projeto desse. O Engenho é exatamente para isso, para que a gente comece a ter conhecimento das habilidades, comece a desenvolver outras habilidades e que a gente se descubra nesse campo que é a produção em arte”, avalia.

Já Andressa dos Santos Oliveira, acadêmica do 4º semestre do curso de Licenciatura em Dança, afirma que o Programa é importante por ser um processo colaborativo. “Há um processo de contribuição dos professores com os alunos onde estamos desenvolvendo a nossa formação e nós podemos dar opiniões, trazer coisas novas, desenvolvendo o nosso papel também em relação a cenário, figurino, maquiagem, tudo em um conjunto, e isso contribui para nossa formação”, ressalta Oliveira.

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