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Superando barreiras por meio da inclusão

Graduação

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Com unidades nos três campi, o Núcleo de Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência (Naipid) da Uesb é um dos espaços responsáveis por incluir e dar oportunidade para as pessoas desenvolverem suas habilidades de forma adequada, apesar das dificuldades e limitações que enfrentam. O Naipid se reveste de grande importância na Universidade para os discentes com deficiência matriculados nos vários cursos. Sua estrutura é composta por equipamentos, recursos, programas e serviços que têm como fim o desenvolvimento de medidas de apoio individualizadas e efetivas num espaço específico, de modo a contribuir para que os discentes possam permanecer e obter êxito nos cursos aos quais estão vinculados, na perspectiva de sua inclusão social e de cidadania.

Ações da Uesb buscam contribuir para que alunos com deficiência possam permanecer e obter êxito na sua formação.

“As ações do Naipid refletem o compromisso da Uesb com a inclusão educacional e social da pessoa com deficiência, fundamentado nos dispositivos legais vigentes”, explicou a coordenadora do Núcleo, professora Marina Helena Chaves Silva. Ela conta que, em Jequié, os primeiros serviços foram implementados em 2007, com a aprovação de duas pessoas cegas para os cursos de Letras e Pedagogia. “Nessa época, o Programa de Ações Afirmativas não estava em funcionamento, vindo a ser implantado em 2008. Portanto, para ingressar no curso superior, esses estudantes tiveram que enfrentar a ampla concorrência”, lembrou a coordenadora. Na oportunidade, a Uesb tomou as providências para garantir a acessibilidade para os candidatos, disponibilizando ledores, intérpretes de Libras e ambiente adequado.

Estrutura multicampi

A estruturação de Núcleo de Acessibilidade nos três campi da Uesb ocorreu em 2009, mediante contratação de profissionais especializados. Semestre a semestre, candidatos surdos, com deficiência visual, física, intelectual concorrem às vagas nos diferentes cursos da Instituição. “O impacto desse ingresso na estrutura do Naipid foi e continua sendo significativo, à medida que contribui para que, paulatinamente, os serviços sejam redimensionados, em função das especificidades e potencialidades de cada estudante”, comentou Silva.

Nesse sentido, pessoas com deficiência visual contam com técnicas especializadas responsáveis pela conversão de textos impressos em audíveis. Já para as pessoas surdas e com deficiência auditiva, é oferecido o serviço de acompanhamento de intérpretes de Libras, responsáveis por mediar a comunicação entre o discente e os professores, bem como com os colegas.  Para alunos com deficiência física, os serviços se configuram na escuta ao discente sobre as barreiras que enfrentam no campus. Há também acompanhamento de técnicos especializados responsáveis por desenvolver metodologia para estimular e intensificar a aprendizagem de alunos com deficiência intelectual. “Os alunos com transtornos, por sua vez, são direcionados para serem acompanhados por profissionais das áreas de Psiquiatria e/ou Psicologia. Além disso, o Naipid realiza cursos, seminários, simpósios, entre outras atividades, objetivando formação humana menos opressiva e mais justa, pelo fim do preconceito e discriminação contra as pessoas com deficiência e em prol de uma educação de qualidade para todos”, salientou a coordenadora.

As ações de acessibilidade dependem também da utilização de recursos e equipamentos tecnológicos. Nesse sentido, foram adquiridos, ao longo desses anos, scanner de voz, impressora Braille, máquina de escrita Braille, Lupas, softwares de leitores de tela, entre outros. Esses equipamentos foram adquiridos com recursos da Uesb ou outros obtidos com o aporte de agências de fomento.

Da graduação à pós-graduação

Érika Brandão Andrade, egressa do curso de Fisioterapia da Uesb e deficiente visual, é um dos exemplos da qualidade do trabalho de inclusão que vem sendo desenvolvido pela Instituição nos últimos anos. “Assim como meu percurso acadêmico foi traçado de desafios, também tive, durante esse período, muitas conquistas”, afirmou Andrade. De acordo com a fisioterapeuta, além do apoio dado desde o início da graduação, principalmente no período de adaptação do uso de alguns materiais, o Naipd serviu como suporte para os docentes, orientando-os sobre a melhor maneira de desenvolver um trabalho inclusivo. “Não posso deixar de considerar também, como uma grande conquista, a mudança da visão dos docentes a respeito da inclusão e o reconhecimento de muitos deles, de que o cego pode executar qualquer tarefa, inclusive ser fisioterapeuta, desde que lhe ofereça condições adequadas”, destacou Andrade.

Recentemente, duas acadêmicas surdas foram aprovadas no Programa de Pós-Graduação em Ensino, no campus de Vitória da Conquista. Uma dela é Priscilla Leonor Alencar Ferreira, que também é professora de Libras da Universidade, lotada no Departamento de Estudos Linguísticos e Literários (Dell). Segundo ela, sua conquista representa um grande avanço não só para ela, mas para todas as pessoas que têm algum tipo de deficiência. “Estou muito feliz, bem animada por ter passado e espero que eu possa depois fazer doutorado. Hoje, estou estudando para isso, para progredir nesse aspecto, e para que todos os surdos também possam me ver e possam ver que eles também podem conseguir”, salientou.

Já Fabíola Morais Barbosa, que é natural de Amargosa, contou o quanto a pós-graduação fazia parte dos seus sonhos. “Queria muito fazer mestrado, mas, com acessibilidade, infelizmente, não tinha. Quando eu vi que o Mestrado em Ensino em Conquista tinha adaptação da prova para surdos, eu decidi tentar e passei. Fiquei muito feliz e agradeço também a Instituição por proporcionar a acessibilidade”, comemorou Barbosa.

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