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Uesb contribui para preservação de bacias hidrográficas da região

Extensão

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Entender a importância da preservação do meio ambiente é uma das pautas que mais vêm sendo debatidas na sociedade. Fazer perceber o quanto a agressão às esferas da fauna e flora prejudica a sobrevivência da humanidade é um trabalho de conscientização que instituições públicas desenvolvem em ações coletivas junto à comunidade.

Na Uesb, essa contribuição acontece, também, com a realização de projetos que envolvem a conservação das Bacias Hidrográficas do Rio Catolé Grande e do Rio das Contas. Ambos os trabalhos são realizados por meio da participação de comitês, composto por representantes da Universidade, de órgãos públicos, associações e sociedade civil.

A Uesb participa de projetos que buscam conscientizar a população sobre a importância da preservação das bacias hidrográficas da região Sudoeste.

O objetivo dessas iniciativas é discutir as demandas de cada localidade em que estão situadas as Bacias, como desmatamento, proteção aos mananciais e nascentes, poluição e escassez hídrica. Além disso, oferece suporte técnico-científico com a finalidade de conscientizar e promover ações voltadas para preservação dos rios.

Uma dessas iniciativas é o projeto de extensão “Avaliação e restauração da vegetação na Bacia Hidrográfica do Rio Catolé Grande”, que faz parte de uma ação maior idealizada pelo Ministério Público Estadual, o “Todas as cores pelo Rio Catolé Grande”. O projeto extensionista da Uesb visa colaborar com a preservação e recuperação da mata ciliar desmatada ao longo do tempo, presente em sete municípios que abarcam a Bacia. Assim, é feito um trabalho em conjunto entre vários órgãos públicos e os produtores rurais que possuem propriedades em torno do Rio.

Desde 2016, o projeto de extensão realiza diversas ações educacionais, como a elaboração de cartilhas técnicas para produtores rurais, palestras, encontros técnicos sazonais e minicursos. “O processo de desmatamento, muitas vezes, nem é reconhecido pelas pessoas e, através das atividades de conscientização do projeto, elas poderão entender como essa vegetação é importante para as propriedades rurais e para a sociedade de modo geral”, pontua o professor Dalton Longue, coordenador do projeto da Universidade.

A promotora do Meio Ambiente do Ministério Público, Karina Gomes Cherubini, avalia como necessária a participação da Universidade, pois traz contribuições acadêmicas valiosas, principalmente nas áreas que não são de domínio do órgão. “É importante que os agricultores tenham uma formação técnica para perceberem que é possível conciliar uma atividade produtiva com a preservação ambiental”, comenta Cherubini.

Assim enxerga o agricultor Arcílio Álvares. Em Barra do Choça, ele conserva uma mata fechada na Fazenda Água Bela, que protege o Rio Catolé Grande. “A importância de preservar as matas ciliares é fundamental, pois é a vida e devemos preservá-la. Ter o apoio da Universidade para nos auxiliar é necessário, pois ela tem o conhecimento e as pesquisas que nos ajudam nesse processo”, afirma o produtor rural.

A importância das pesquisas desenvolvidas na Uesb

É também por meio das pesquisas que professores/pesquisadores da área Ambiental em Itapetinga vêm cumprindo papel importante para a preservação da Bacia do Rio Catolé Grande. De acordo com o professor José Wildes, do Departamento de Ciências Exatas e Naturais, “nos últimos seis anos, dissertações de mestrado foram concluídas tendo como objeto de estudo a Bacia Hidrográfica do Rio Catolé Grande, contribuindo, desta forma, com informações capazes de subsidiar a tomada de decisões que auxiliam no desenvolvimento econômico e social da região”.

Em Jequié, a Bacia Hidrográfica do Rio das Contas faz parte de 76 municípios baianos, abrangendo uma população de mais de 1,2 milhões de pessoas. Por ser a maior bacia hidrográfica da Bahia, além da preocupação em torno das questões de vegetação, dois pontos recebem atenção: a construção de empreendimentos propostos para a região das nascentes do Rio das Contas e a preocupação com espécies ameaçadas de extinção. De acordo com o professor Ricardo Jucá, do Departamento de Ciências Biológicas, que representa a Uesb no Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Contas, essas situações podem provocar sérios danos à segurança em torno da Bacia.

Além de integrar o Comitê, o professor realiza uma pesquisa que auxilia na preservação de uma das espécies em extinção, o peixe de água doce Hasemania piatan. Segundo o docente, a espécie possui uma função dentro do ecossistema que contribui para a transferência de energia dentro dos mesmo, e sua ausência pode prejudicar as funções hidrológicas da Bacia. “Se quisermos ter água abundante e de boa qualidade no futuro, precisamos manter as características funcionais dos ecossistemas com retenção e purificação da água, por exemplo”, defende Jucá.

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