Brasão UESB/Governo da Bahia

Vestibular: história, desafios e mudanças

Graduação


No início da década de 1980, o cenário educacional das cidades de Itapetinga, Jequié e Vitória da Conquista começaria a mudar com a implantação da Autarquia Universidade do Sudoeste. Já a partir de 1981, em um momento histórico para a interiorização do Ensino Superior público, a Instituição passaria a se chamar Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).

A Universidade abriu suas portas oferecendo os cursos de Zootecnia, no campus de Itapetinga, Enfermagem, em Jequié, Agronomia e Administração, no campus de Vitória da Conquista. Para receber os primeiros alunos, há quase 40 anos, a Uesb realizaria o seu primeiro Vestibular.

Desde 1981, a Uesb realiza o tradicional Vestibular para ingresso aos seus cursos de graduação.

Em 1982, o hoje professor Ronaldo Vasconcelos, do Departamento de Tecnologia Rural e Animal (DTRA), se inscreveu no segundo Vestibular realizado pela Instituição. Aprovado para o curso de Zootecnia, ele relembra como foi o início da graduação. “Para mim, foi uma experiência interessante, porque, quando nós viemos como alunos da Zootecnia, o curso só existia na teoria, pois não tinha um espaço próprio. Fomos adquirindo as coisas aos poucos e eu acompanhei o crescimento e a estruturação do curso em Itapetinga”, conta o docente.

Com passar dos anos, a Uesb foi crescendo e, com a ampliação do número de cursos, foi necessário criar uma estrutura responsável exclusivamente para o Vestibular. Assim, foi instituída, em 1996, a Comissão Permanente do Vestibular (Copeve), com a finalidade de organizar e acompanhar todo esse processo de seleção.

Mudanças e novidades

De lá para cá, o processo seletivo passou por diversas mudanças. Em 2008, a Universidade implantou o Sistema de Reserva de Vagas. Assim, metade das vagas ofertadas pela Instituição passou a ser direcionadas para candidatos que estudaram em escolas públicas. O Sistema também determinou que 70% dessas vagas deveriam ser preenchidas por vestibulandos negros.

Um diferencial nesse Sistema foi a inclusão das Cotas Adicionais. Todo curso de graduação da Universidade passou a ter três vagas a mais: uma para indígena, uma para quilombola e uma para pessoa com deficiência. “Isso reafirma o papel e compromisso da Uesb para a democratização do Ensino Superior, principalmente, para os grupos sociais que historicamente são marginalizados e economicamente vulneráveis”, afirma o professor Reginaldo Pereira, pró-reitor de Graduação.

A partir de 2004, o Vestibular passou a cobrar em suas provas conteúdos relacionados a obras literárias e cinematográficas específicas. Com essa mudança, o processo seletivo ganhou uma dinâmica diferenciada de avaliação de todas as áreas cobradas, em especial de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Ciências Humanas.

A mais recente mudança no Vestibular se deu com a diminuição dos dias de provas. Desde 2017, o processo seletivo da Uesb é realizado em dois dias: no primeiro dia, os candidatos respondem questões de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Língua Estrangeira e Matemática, além de escrever a Redação. Já no segundo dia, as questões cobradas são sobre Ciências Humanas e Ciências da Natureza.

Também em 2017, as provas passaram a contar com mais uma novidade. Com o objetivo de aumentar a segurança e garantir a lisura do processo seletivo, os caderno de questões vêm identificados com os dados nominais e cadastrais dos candidatos, além de um número específico para cada um deles.

Importância do Vestibular

Quase 40 anos depois, a Uesb é uma das poucas instituições públicas que ainda realiza o tradicional Vestibular. Apesar da Universidade ter aderido, em 2011, ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), 50% das vagas ofertadas em todos os cursos de graduação podem ser preenchidas por meio do processo seletivo.

“Nós avaliamos como positiva a experiência da manutenção dos dois formatos de entradas na nossa Instituição, porque consideramos que o candidato tem duas chances de ingressar na Uesb”, afirma o pró-reitor de Graduação, professor Reginaldo Pereira. Além disso, ele destaca a importância do processo de regionalização: “com o Vestibular, cresce a possibilidade dos candidatos da região Sudoeste e da própria Bahia entrarem em nossa Universidade, já que o Sisu é uma seleção nacional”.

Outro aspecto relevante destacado pelo docente é o fato de que a realização do Vestibular contribui para a movimentação da economia regional. “Os dias de provas do processo seletivo mobilizam diversos setores das cidades de Itapetinga, Jequié e Vitória da Conquista. A própria impressa, inclusive, chega a noticiar o impacto do Vestibular no comércio, nos setores de serviços, hotelaria e, até mesmo, de entretenimento e cultura dessas cidades”, ressalta Reginaldo.

Matérias mais vistas

confira as matérias com mais cliques em nossa revista eletrônica

Especial 40 anos
Os primeiros passos de uma universidade
Especial 40 anos
A educação na região Sudoeste...
Especial 40 anos
Passado e presente se encontram em...
Especial 40 anos
40 anos desbravando os caminhos da...
Especial 40 anos
Uesb impulsiona crescimento...
Assistência Estudantil
Políticas afirmativas garantem...
Especial 40 anos
Onde são formados os professores da...
Especial 40 anos
Pesquisa e extensão a serviço da...
Especial 40 anos
40 fatos sobre a Uesb que você...
Especial 40 anos
Laboratórios qualificam a formação...
Especial 40 anos
Universidade oferece oportunidades de...
Especial 40 anos
Qual a cara da Uesb dos 40 anos?