{"id":2188,"date":"2022-10-28T13:32:22","date_gmt":"2022-10-28T16:32:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/?p=2188"},"modified":"2022-10-28T13:32:22","modified_gmt":"2022-10-28T16:32:22","slug":"a-bahia-queima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/?p=2188","title":{"rendered":"A Bahia queima"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Faltando apenas tr\u00eas meses para fechar o ano de 2022, a Bahia j\u00e1 registrou mais focos de inc\u00eandio de janeiro a setembro do que em todo o ano de 2021. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) j\u00e1 registrou, at\u00e9 o dia 24 de setembro deste ano, mais de 50 mil focos ativos no estado, j\u00e1 ultrapassando os 49.829 do ano anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a chegada dos meses mais quentes do ano, o desconforto t\u00e3o notado pelas pessoas n\u00e3o \u00e9 apenas sentido pela popula\u00e7\u00e3o. A fauna e a flora tamb\u00e9m sofrem grandes consequ\u00eancias decorrentes da baixa umidade presente nesse per\u00edodo. Em 2020, segundo o G1, as regi\u00f5es oeste e sudoeste da Bahia registraram no \u00faltimo trimestre do ano uma umidade relativa do ar chegando a 12%, um \u00edndice que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) considera des\u00e9rtico. Por conta dessas caracter\u00edsticas n\u00e3o mais t\u00e3o singulares para o per\u00edodo mais quente do ano, o n\u00famero de inc\u00eandios na Caatinga aumenta, trazendo outras tantas consequ\u00eancias para todo o ecossistema local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar das pesquisas apontadas pelo INPE mostrarem o aumento crescente das queimadas na regi\u00e3o Norte e Nordeste, grande parte da popula\u00e7\u00e3o se mant\u00e9m crendo que n\u00e3o ser\u00e1 afetada pelas consequ\u00eancias causadas pelo fogo. Problemas respirat\u00f3rios, temperaturas mais altas, o tempo mais seco, perde de vegeta\u00e7\u00e3o local, entre outras, s\u00e3o consequ\u00eancias recorrentes de queimadas florestais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista ao Jornal Correio, o ge\u00f3grafo Valney Dias Rigonato, do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), afirma que o crescente n\u00famero de inc\u00eandios florestais tem se dado principalmente pelo aumento das temperaturas e do efeito estufa. O desequil\u00edbrio ambiental afeta cada canto do planeta, at\u00e9 mesmo aqueles que insistimos em n\u00e3o ver, mas que comp\u00f5em nossa regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2020 foi registrado um inc\u00eandio na Chapada Diamantina, pr\u00f3ximo a regi\u00e3o de Mucug\u00ea e Andara\u00ed, que se iniciou por volta do dia 06 de setembro desse mesmo ano e que tomou uma propor\u00e7\u00e3o que afetou as regi\u00f5es de Capa Bode e o Parque Nacional da Chapada Diamantina. J\u00e1 em 2021 foram registrados inc\u00eandios em Pil\u00e3o Arcado e Campo Alegre de Lourdes, norte da Bahia, que duraram 17 dias e atingiram cerca de 2 mil hectares, comprometendo a vegeta\u00e7\u00e3o local e matando diversos animais da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As queimadas na Bahia t\u00eam crescido anualmente e a popula\u00e7\u00e3o, em sua grande maioria, n\u00e3o toma nota sobre esses pequenos acontecimentos. O fogo s\u00f3 se torna not\u00edcia quando ele toma propor\u00e7\u00f5es gigantescas, fazendo com que a popula\u00e7\u00e3o volte sua aten\u00e7\u00e3o por alguns minutos para o notici\u00e1rio. Aten\u00e7\u00e3o essa, que deveria ser dada constantemente, visto que o fogo na verdade n\u00e3o queima longe, mas sim em nossos quintais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faltando apenas tr\u00eas meses para fechar o ano de 2022, a Bahia j\u00e1 registrou mais focos de inc\u00eandio de janeiro a setembro do que em todo o ano de 2021. 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