{"id":2304,"date":"2022-10-28T22:49:56","date_gmt":"2022-10-29T01:49:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/?p=2304"},"modified":"2022-10-28T22:51:55","modified_gmt":"2022-10-29T01:51:55","slug":"de-caloura-a-reporter-da-tv-sudoeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/?p=2304","title":{"rendered":"De caloura \u00e0 rep\u00f3rter da TV Sudoeste"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_2305\" style=\"width: 790px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2305\" class=\"wp-image-2305\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/FOTO-2-LISS-TAUANE-NATAN-PIRES-RODRIGO-AZEVEDO-1024x829.jpg\" alt=\"\" width=\"780\" height=\"627\" \/><p id=\"caption-attachment-2305\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Nayla logo ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o do jornal Bahia Meio Dia. Foto: Nayla Gusm\u00e3o<\/strong><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ingressar no mercado de trabalho na sua \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o tem sido um desafio para muitas pessoas. Encontrar durante a jornada acad\u00eamica a sua voca\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo de autodescoberta e requer coragem para encarar os desafios da caminhada. Para entender melhor desse processo, vamos conversar com Nayla Gusm\u00e3o, que atualmente \u00e9 rep\u00f3rter da TV Sudoeste, afiliada da Rede Globo com maior audi\u00eancia do Brasil, onde ela conta pra gente um pouco da sua caminhada de caloura de jornalismo da UESB, \u00e0 rep\u00f3rter da TV local.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXTRA!Ordin\u00e1rio: Nayla, a nossa primeira pergunta \u00e9: qual a hist\u00f3ria do seu nome?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nayla Gusm\u00e3o:<\/strong> Ah! O meu nome est\u00e1 diretamente relacionado ao jornalismo, n\u00e9? Minha m\u00e3e, quando estava gr\u00e1vida de mim, viu o meu nome numa reportagem do Jornal Nacional; uma entrevistada se chamava Nayla, ela procurou o significado na internet, gostou, &#8220;vai ser esse o nome da minha filha&#8221;. E ai estou com a minha hist\u00f3ria no jornalismo desde a barriga da minha m\u00e3e. (risos)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXTRA!Ordin\u00e1rio: Quando voc\u00ea decidiu ser jornalista?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nayla Gusm\u00e3o:<\/strong> N\u00e3o foi um sonho de inf\u00e2ncia, n\u00e3o! Foi um processo de descoberta, eu j\u00e1 tinha tino para a comunica\u00e7\u00e3o, era extrovertida desde a inf\u00e2ncia. Mas \u00e9 no Ensino M\u00e9dio mesmo, que bate a realidade, daqui tr\u00eas anos eu vou terminar e preciso saber como \u00e9 que vai ser minha vida daqui pra frente. Ent\u00e3o, no ensino m\u00e9dio foi uma escolha muito, muito racional mesmo, me perguntei, quais as profiss\u00f5es que eu me identifico? E eu falei, n\u00e3o, espera a\u00ed, deixa eu parar para pensar, o que que eu tenho afinidade, quais s\u00e3o as minhas \u00e1reas de interesse. Eu n\u00e3o tinha como nem ir pra sa\u00fade, nem ir pra exatas, seria algo dentro de humanas. E a\u00ed eu alinhei, comunica\u00e7\u00e3o, eu acho que \u00e9 isso aqui, \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 jornalismo, eu acho que tem tudo a ver comigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXTRA!Ordin\u00e1rio: Como era a Nayla no terceir\u00e3o, vestibulanda?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nayla Gusm\u00e3o:<\/strong> Ah, conversadeira como hoje. Eu era muito ativa, no terceiro ano eu j\u00e1 era bem isso que eu sou hoje, eu me dedicava muito a trabalhos que eram semin\u00e1rios, tudo que era pra explicar, pra falar, pra estar na frente, eu gostava muito. Sempre tive essa afinidade com audit\u00f3rio, com plateia, sempre foi um ambiente de conforto para mim. Eu odiava prova! Me colocar dentro de uma caixinha n\u00e3o funcionava.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXTRA!Ordin\u00e1rio: Voc\u00ea fala muito sobre essa coisa de se perceber, se conhecer. Voc\u00ea identificou essas caracter\u00edsticas que eram pontos fortes em voc\u00ea. Voc\u00ea diria que \u00e9 necess\u00e1rio ser um pouco mais racional no ensino m\u00e9dio para que esse estudante, futuro calouro, tenha consci\u00eancia do que escolher?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nayla Gusm\u00e3o:<\/strong> Ah, sem d\u00favidas. \u00c9 um processo de autoconhecimento extremamente necess\u00e1rio para os alunos que est\u00e3o no ensino m\u00e9dio. Hoje eu percebo at\u00e9 uma aten\u00e7\u00e3o maior das escolas com psicopedagogos e psic\u00f3logos nesse processo, porque eu vou ser sincera, o nosso modelo de ensino exige algo de n\u00f3s muito s\u00e9rio para pessoas t\u00e3o novas. Com 17 anos eu j\u00e1 estava na faculdade. Ent\u00e3o assim, com 16 anos de idade eu teria de definir aquilo que eu levaria para vida. \u00c9 uma escolha muito dif\u00edcil, muito importante e \u00e9 uma press\u00e3o muito grande. Se com 16 anos uma pessoa que est\u00e1 se formando falar \u201ceu n\u00e3o sei ainda o que eu quero fazer na faculdade\u201d, por exemplo, tudo bem. Tira um ano sab\u00e1tico, vai pensar, vai refletir. Eu n\u00e3o sinto que a gente deve pressionar ainda mais esses alunos, mas as escolas e a fam\u00edlia devem oferecer suporte para eles para que caso venham fazer uma escolha, seja uma escolha consciente e caso tamb\u00e9m eles percebam no meio do caminho, ali no in\u00edcio da faculdade que n\u00e3o era muito aquilo que eles esperavam, existe um universo de possibilidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXTRA!Ordin\u00e1rio: Quais s\u00e3o as maiores dificuldades que voc\u00ea enfrentou dentro da universidade?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nayla Gusm\u00e3o:<\/strong> Primeiro a adapta\u00e7\u00e3o a esse ambiente universit\u00e1rio. \u00c0s vezes a gente entra na universidade achando que ela \u00e9 uma extens\u00e3o do Ensino M\u00e9dio e n\u00e3o \u00e9 isso. Terminei o ensino m\u00e9dio em fevereiro, em mar\u00e7o eu estava na faculdade. Foi assim, muito r\u00e1pido. Ent\u00e3o, a principal dificuldade foi enxergar a Universidade como um ambiente diferente do col\u00e9gio. Um ambiente onde eu era mais respons\u00e1vel pela minha forma\u00e7\u00e3o. E na universidade a exig\u00eancia era minha comigo mesma: \u201cEu sou respons\u00e1vel pela minha forma\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXTRA!Ordin\u00e1rio: Quando voc\u00ea tinha que dar a prefer\u00eancia para o est\u00e1gio ou para a faculdade, voc\u00ea fazia o qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nayla Gusm\u00e3o:<\/strong> Normalmente quando tinha essa rela\u00e7\u00e3o est\u00e1gio-curso, que eu precisava de alguma coisa, eu conversava com o meu chefe para me liberar, caso fosse necess\u00e1rio para as atividades da institui\u00e7\u00e3o. Eu me doava 1000% nos dois.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXTRA!Ordin\u00e1rio: Como voc\u00ea escolhia o que fazer dentro do curso fora das disciplinas obrigat\u00f3rias?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nayla Gusm\u00e3o:<\/strong> Realmente surgem muitas coisas durante o curso e no processo de decis\u00e3o eu sempre fui bastante racional. Eu procurava ver o que tinha mais haver comigo, colocava tudo na balan\u00e7a, eu pensava nos meus valores, naquilo que eu acreditava e no que realmente seria importante para mim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXTRA!Ordin\u00e1rio: E como surgiu a oportunidade de voc\u00ea estagiar na TV Sudoeste?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nayla Gusm\u00e3o:<\/strong> Eu estava na R\u00e1dio UESB na \u00e9poca, surgiu o est\u00e1gio, a sele\u00e7\u00e3o para a Assist\u00eancia de Comunica\u00e7\u00e3o. Fui, fiz e passei. No ano seguinte teve a sele\u00e7\u00e3o para a R\u00e1dio UESB. Fiz a sele\u00e7\u00e3o e fui aprovada. Nesse ano especificamente, a estagi\u00e1ria que estava aqui (TV Sudoeste), simplesmente desistiu da vaga. Foi a primeira vez na hist\u00f3ria da TV Sudoeste que isso aconteceu. O meu chefe procurou o curso de jornalismo da UESB e falou que precisava de indica\u00e7\u00f5es de alunos, ent\u00e3o indicaram os alunos da minha turma. Eu fui convidada, a gente veio aqui, tivemos um processo de sele\u00e7\u00e3o. E a\u00ed a gente come\u00e7ou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXTRA!Ordin\u00e1rio: Voc\u00ea tem como objetivo de vida, ocupar lugares de destaque dentro da televis\u00e3o brasileira?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nayla Gusm\u00e3o:<\/strong> Tenho, se estiverem alinhados com os meus prop\u00f3sitos de vida. J\u00e1 houve a proposta de eu ir para Salvador ocupar uma vaga na TV BAHIA, s\u00f3 que no momento eu estava pr\u00f3xima ao meu casamento e diversas quest\u00f5es da minha vida pessoal n\u00e3o se adequaram, e como eu citei aqui, eu sou muito honesta comigo mesma, ent\u00e3o n\u00e3o aceitei.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXTRA!Ordin\u00e1rio: Para encerrarmos, se pudesse, o que voc\u00ea diria para a Nayla caloura?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nayla Gusm\u00e3o:<\/strong> Eu quase n\u00e3o tinha sobrancelha, tinha cabelo l\u00e1 em cima, como sempre. (risos) Eu estava certamente com alguma blusa amarela e de rasteirinha no p\u00e9. E eu diria pra ela assim, n\u00e3o fa\u00e7a nada diferente. Continue assim com essas ideias que voc\u00ea tem, continue se descobrindo, porque l\u00e1 na frente vai dar certo. Daqui nove anos voc\u00ea vai contar pra tr\u00eas estudantes do curso de jornalismo que deu certo. (risos)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ingressar no mercado de trabalho na sua \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o tem sido um desafio para muitas pessoas. Encontrar durante a jornada acad\u00eamica a sua voca\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo de autodescoberta e requer coragem para encarar os desafios da caminhada. 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