{"id":3281,"date":"2025-07-18T10:51:00","date_gmt":"2025-07-18T13:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/?p=3281"},"modified":"2025-07-18T10:51:00","modified_gmt":"2025-07-18T13:51:00","slug":"o-santa-cruz-volta-a-almejar-grandes-projetos-e-titulos-no-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/?p=3281","title":{"rendered":"O Santa Cruz volta a almejar grandes projetos e t\u00edtulos no futebol"},"content":{"rendered":"\n<p>Um clube condenado ao sofrimento. N\u00e3o por castigo divino, mas por voca\u00e7\u00e3o. O Santa Cruz n\u00e3o \u00e9 time de vit\u00f3rias f\u00e1ceis, de t\u00edtulos previs\u00edveis, de roteiros \u00f3bvios. O Santa Cruz \u00e9 novela das oito com final inesperado, \u00e9 drama grego no Arruda, ic\u00f4nico est\u00e1dio do clube, \u00e9 l\u00e1grima com gosto de luta e esperan\u00e7a. E ainda assim \u2013 ou por isso mesmo \u2013 \u00e9 eterno.<\/p>\n\n\n\n<p>Na S\u00e9rie D, sim, na quarta divis\u00e3o, onde os sonhos s\u00e3o vendidos a presta\u00e7\u00f5es e os gramados s\u00e3o de grama alta, em forma de cora\u00e7\u00e3o partido. L\u00e1 est\u00e1 o Santa, vestido de preto, vermelho e branco, como se as cores da bandeira fossem tamb\u00e9m as cores do destino. O preto \u00e9 o luto de cada derrota, o vermelho \u00e9 o sangue que escorre no campo, a cada jogo e o branco \u00e9 a f\u00e9 que ningu\u00e9m tira do torcedor tricolor.<\/p>\n\n\n\n<p>Nem o tempo, nem o fracasso, nem a S\u00e9rie D. A torcida vibra cantando: \u201cvoc\u00ea diz que acabou, eu digo: nada mudou!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Mas alguma coisa mudou. H\u00e1 um cheiro novo no ar da Avenida Beberibe, no cora\u00e7\u00e3o de Recife, capital de Pernambuco. \u00c9 o cheiro da reconstru\u00e7\u00e3o. O Santa Cruz virou SAF (Sociedade An\u00f4nima de Futebol) sistema de sociedade em que o clube recebe investimentos de diferentes setores do mercado financeiro e n\u00e3o, isso n\u00e3o \u00e9 o fim da alma. \u00c9 talvez o come\u00e7o de uma nova paix\u00e3o. Vieram bons nomes, homens com chuteiras sujas e olhos brilhantes. Entre eles, Thiago Galhardo, capit\u00e3o de um barco que aprendeu a n\u00e3o afundar.<\/p>\n\n\n\n<p>O Arruda voltou a viver. E como vive. Trinta, quarenta, cinquenta mil cora\u00e7\u00f5es latejam no concreto de cada jogo. A torcida tricolor n\u00e3o torce, ela reza. Cada gol \u00e9 um milagre, cada vit\u00f3ria, uma ressurrei\u00e7\u00e3o. Porque o Santa Cruz \u00e9 isso: um clube que morre todo ano e renasce mais forte, feito f\u00eanix oper\u00e1ria.<br>Nelson Rodrigues diria que o torcedor do Santa Cruz \u00e9 um her\u00f3i. E ele teria raz\u00e3o. N\u00e3o her\u00f3i de capa e espada, mas de sand\u00e1lia e radinho de pilha. De suor na testa e l\u00e1grima nos olhos. Gente simples, de alma gigante. Porque o Santa Cruz \u00e9 o clube do povo, do ch\u00e3o rachado, da marmita no \u00f4nibus, da f\u00e9 que cabe numa bandeira.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma sinfonia linda hoje no Arruda: o time joga com a torcida, a torcida joga com o time. H\u00e1 sintonia. H\u00e1 esperan\u00e7a. O Santa Cruz, que j\u00e1 foi chamado de morto tantas vezes, hoje sorri em sil\u00eancio, como quem sabe que o futuro, ah, o futuro, ainda ser\u00e1 vermelho, preto e branco.<\/p>\n\n\n\n<p>E sim, um dia o Santa vai voltar \u00e0 S\u00e9rie A. N\u00e3o porque o futebol seja justo \u2013 porque n\u00e3o \u00e9 \u2013 mas porque o destino n\u00e3o resiste a uma boa hist\u00f3ria. E nenhuma \u00e9 melhor que essa: a do clube do povo, que resiste, que sangra, que ama, e que sempre, sempre, volta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um clube condenado ao sofrimento. N\u00e3o por castigo divino, mas por voca\u00e7\u00e3o. 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