{"id":3536,"date":"2026-01-09T09:03:33","date_gmt":"2026-01-09T12:03:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/?p=3536"},"modified":"2026-01-09T09:03:34","modified_gmt":"2026-01-09T12:03:34","slug":"florbela-e-ronronado-misterioso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/?p=3536","title":{"rendered":"Florbela: e ronronado misterioso"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Florbela era uma menina que cultivava um desejo latente de conquistar seu primeiro felino. Esse sonho surgiu no ber\u00e7o dos desenhos animados, quando assistiu sua anima\u00e7\u00e3o favorita, Cinderela, que convivia com o mascote favorito da sua madrasta, L\u00facifer. O gato, apesar de seu comportamento ego\u00edsta, fazendo jus ao seu no, passou a habitar a imagina\u00e7\u00e3o de Florbela e, aos sues seus olhos, L\u00facifer era felpudo, seus olhos redondos expressivos eram de um tom de verde-escuro apagado e seu corpo gorducho com sua linda pelagem preta era perfeita. Foi quando nasceu sua primeira obsess\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os dias, ao voltar da creche, via-se mergulhada no seu pr\u00f3prio mundo, onde os gatinhos o dominavam. Sua mente j\u00e1 tinha decidido que iria conquistar essa alegria que batia no peito. Quando a menina esbo\u00e7ava um sorriso de canto de boca, a m\u00e3e j\u00e1 sabia o que iria se suceder: o velho assunto. Era como um c\u00e9u azul no dia de sol; a menina iria desabrochar suas emo\u00e7\u00f5es sobre seu mundo particular e argumentava que sua realidade seria mais colorida com a companhia de uma gata. Sabia que n\u00e3o seria uma batalha f\u00e1cil, mas era uma guerra que valeria a pena participar.<br>Sabia que sua m\u00e3e n\u00e3o teria tal admira\u00e7\u00e3o pela felina, como Florbela , que poderia ser considerada devota de Bastet, deusa do Egito antigo. Entanto. Tinha consigo uma estrat\u00e9gia: a consist\u00eancia. Em sua mente, mantinha dezenas de mon\u00f3logos pr\u00e9-prontos, constru\u00eddos com seu conhecimento advindo da televis\u00e3o. Mas sua m\u00e3e tamb\u00e9m mantinha consci\u00eancia de suas vontades e ludibriava contra a pobre garotinha, com esperan\u00e7a infundada, ou expunha sua perspectiva sobre os felinos, afirmando que \u2018eles n\u00e3o eram t\u00e3o legais quanto ela sonhava e que ela n\u00e3o conseguiria cuidar de uma gata de forma adequada\u201d No entanto, Florbela n\u00e3o desistiria por t\u00e3o pouco.<br>Certo dia, a menina discorria seu mon\u00f3logo, sua imagina\u00e7\u00e3o peluda; a m\u00e3e ouvia com aten\u00e7\u00e3o, como de costume, e respondia \u00e0 pequena: \u2018Quando voc\u00ea chegar em casa, ir\u00e1 ter uma pequena surpresa\u2019. A frase era costumeira e mantinha a menina atenta e feliz, mesmo ap\u00f3s ouvi-la v\u00e1rias vezes em diferentes reformula\u00e7\u00f5es. Ela sentia que n\u00e3o podia perder as esperan\u00e7as; seus olhos brilhavam e sonhavam com essa alternativa. Para sua surpresa, \u201cnaquele dia\u201d ao chegar em casa, encontrou uma pequenina gatinha de pelagem branca, dormindo em cima de uma almofada, dentro de uma caixinha. Florbela tinha imaginado de todas as formas poss\u00edveis, mas nada era comparado a t\u00e3o pequena, t\u00e3o fr\u00e1gil e t\u00e3o carinhosa, t\u00e3o perfeita, como a primeira vez que viu sua paix\u00e3o em carne e osso. Foi amor \u00e0 primeira vista, exatamente como havia idealizado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Florbela era uma menina que cultivava um desejo latente de conquistar seu primeiro felino. Esse sonho surgiu no ber\u00e7o dos desenhos animados, quando assistiu sua anima\u00e7\u00e3o favorita, Cinderela, que convivia com o mascote favorito da sua madrasta, L\u00facifer. O gato, apesar de seu comportamento ego\u00edsta, fazendo jus ao seu no, passou a habitar a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":123459,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-3536","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3536","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/123459"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3536"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3536\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3538,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3536\/revisions\/3538"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3536"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3536"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/extraordinario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3536"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}