{"id":460,"date":"2024-10-31T15:32:32","date_gmt":"2024-10-31T18:32:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uesb.br\/laboratorios\/lemarx\/?page_id=460"},"modified":"2025-08-01T10:56:52","modified_gmt":"2025-08-01T13:56:52","slug":"projetos-em-desenvolvimento-na-iniciacao-cientifica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www2.uesb.br\/laboratorios\/lemarx\/?page_id=460","title":{"rendered":"Projetos desenvolvidos na Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica"},"content":{"rendered":"<h4><span style=\"color: #ff6600;\">2024-2025<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #808080;\">Beatriz Almeida Lima<\/span><\/h4>\n<p><strong>T\u00edtulo:<\/strong> A ag\u00eancia das mulheres na economia medieval: o trabalho feminino nos centros urbanos.<\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong> Neste trabalho, busca-se, a partir da Teoria da Reprodu\u00e7\u00e3o Social, investigar a ag\u00eancia das mulheres na economia medieval, de modo a localizar a participa\u00e7\u00e3o direta no trabalho produtivo na cidade, considerando as determina\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e ideol\u00f3gicas. Nesta perspectiva, o estudo est\u00e1 balizado pela teoria social marxista e tem quatro categorias como referenciais imprescind\u00edveis, quais sejam: trabalho, mulheres, fam\u00edlia e reprodu\u00e7\u00e3o social. A pesquisa consiste no levantamento da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica cl\u00e1ssica e contempor\u00e2nea com vistas \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de um estudo cr\u00edtico sobre a tem\u00e1tica que contribua para colocar em debate os c\u00e2nones estabelecidos e destaque as contribui\u00e7\u00f5es da epistemologia feminista contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> Trabalho. Mulheres. Economia. Reprodu\u00e7\u00e3o social. Historiografia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #808080;\">Camilla T\u00e1ssia Barreto Bomfim<\/span><\/h4>\n<p><strong>T\u00edtulo:<\/strong> Hist\u00f3ria das mulheres: c\u00e2nones, avan\u00e7os e demandas contempor\u00e2neas<\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong> Apesar dos muitos avan\u00e7os nos estudos sobre as mulheres, nota-se ainda a necessidade de superar as concep\u00e7\u00f5es essencialistas e a-hist\u00f3ricas engendradas nas narrativas sobre o suposto feminino e masculino que negam a condi\u00e7\u00e3o de sujeitas sociais \u00e0s mulheres. Neste trabalho, busca-se investigar a Hist\u00f3ria das mulheres como um campo historiogr\u00e1fico, sua constitui\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00f5es com o movimento feminista. Nesta perspectiva, a pesquisa consiste no levantamento da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica cl\u00e1ssica e contempor\u00e2nea com vistas \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de um balan\u00e7o cr\u00edtico sobre a tem\u00e1tica que contribua para colocar em debate os c\u00e2nones estabelecidos, os avan\u00e7os e demandas contempor\u00e2neas.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> Hist\u00f3ria das Mulheres. Feminismo. Historiografia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #808080;\">Gabriel Barbosa Vieira Silva<\/span><\/h4>\n<p><strong>T\u00edtulo:<\/strong> A Teoria da Reprodu\u00e7\u00e3o Social: contribui\u00e7\u00f5es para a Hist\u00f3ria das Mulheres<\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong> H\u00e1 que destacar os muitos \u00f3bices enfrentados pelas pesquisadoras e pesquisadores para desenvolver estudos qualificados sobre as mulheres. \u00c9 preciso considerar que por mil\u00eanios a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento foi dom\u00ednio dos homens. A natureza dos registros oficiais, a nega\u00e7\u00e3o das mulheres nos espa\u00e7os p\u00fablicos, a misoginia e o machismo gramatical s\u00e3o algumas express\u00f5es da forma patriarcal que explicam o apagamento das figuras femininas. Onde elas aparecem, de modo geral, s\u00e3o disforizadas. As restri\u00e7\u00f5es ao letramento tamb\u00e9m contribuiuram para a formula\u00e7\u00e3o de um sil\u00eancio ensurdecedor sobre aquelas que sempre estiveram presentes na reprodu\u00e7\u00e3o social da vida. Ainda hoje, a epistemologia feminista \u00e9 colocada num lugar menor no \u00e2mbito da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, evidenciando a dist\u00e2ncia entre a teoria e a pr\u00e1xis no espa\u00e7o acad\u00eamico. Compreendendo que n\u00e3o podemos rejeitar um conceito a priori, simplesmente porque ele n\u00e3o \u00e9 decorrente da \u201ccultura hist\u00f3rica\u201d investigada, esta pesquisa dedica-se a estudar a Teoria da Reprodu\u00e7\u00e3o Social (TRS) e como suas categorias de an\u00e1lise podem contribuir com a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre a ag\u00eancia das mulheres em distintas temporalidades. A pesquisa consiste no levantamento da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica cl\u00e1ssica e contempor\u00e2nea, sele\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise dos dados.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> Mulheres. Teoria da Reprodu\u00e7\u00e3o Social. Historiografia<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #808080;\">Iago Moreira Silva<\/span><\/h4>\n<p><strong>T\u00edtulo:<\/strong> Para al\u00e9m dos muros das par\u00f3quias: uma an\u00e1lise sobre a resist\u00eancia campesina na hisp\u00e2nia visig\u00f3tica entre os s\u00e9culos VII &#8211; VIII.<\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong> O presente projeto de pesquisa objetiva analisar como a resist\u00eancia campesina, aliada aos limites da convers\u00e3o impostos pela dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica entre o campo e a par\u00f3quia, influenciaram nas insubordina\u00e7\u00f5es ao processo de cristianiza\u00e7\u00e3o na Hisp\u00e2nia durante os s\u00e9culos VII -VIII. Para alcan\u00e7ar esse objetivo \u00e9 necess\u00e1rio compreender o papel da Igreja Crist\u00e3 como ideologia de legitima\u00e7\u00e3o da monarquia e na manuten\u00e7\u00e3o das estruturas de poder dominantes. Al\u00e9m disso, investigar de que maneira as leis visig\u00f3ticas, especialmente a Lex Visigothorum, refletiam e refor\u00e7avam as tentativas de controle e doutrina\u00e7\u00e3o do campesinato \u00e9 crucial para entender o contexto hist\u00f3rico. Finalmente, examinar as m\u00faltiplas faces da insubordina\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia campesina na Hisp\u00e2nia entre os s\u00e9culos VII &#8211; VIII permite uma vis\u00e3o abrangente dos desafios enfrentados.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> Hisp\u00e2nia Visig\u00f3tica. Campesinato. Resist\u00eancia. Lex Visigothorum. Ideologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #808080;\"><strong>Iverson de Jesus Sim\u00f5es<\/strong><\/span><\/h4>\n<p><strong>T\u00edtulo:<\/strong> A igreja, os libertos e a viol\u00eancia institucional na alta Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong> O presente trabalho busca analisar o processo de assentamento de escravos em lotes de terras na Hisp\u00e2nia Visig\u00f3tica, considerando-o como uma das vias de constitui\u00e7\u00e3o<br \/>\nde umas classes fundamentais do per\u00edodo: o campesinato liberto. Em virtude do tempo disposto para o estudo, analisaremos as atas dos Conc\u00edlios de Toledo IV (633), V (636) e VI (638), do primeiro sob o reinado de Sisenando (631+636) e os dois \u00faltimos de Chintila (636-640). A partir do III conc\u00edlio de Toledo, ocorrido em 589, as assembleias passaram a discutir n\u00e3o s\u00f3 assuntos eclesi\u00e1sticos, mas tamb\u00e9m pol\u00edticos, devido \u00e0 convers\u00e3o do rei Recaredo ao Cristianismo. Para an\u00e1lise das fontes, vinculamo-nos ao materialismo hist\u00f3rico e dial\u00e9tico. Outrossim, a an\u00e1lise das atas conciliares dos IV, V, VI Conc\u00edlios de Toledo permitem visualizar como a libera\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho escrava e o esfor\u00e7o da aristocracia eclesi\u00e1stica para fixar os dependentes \u00e0 terra insere-se no quadro da viol\u00eancia institucionalizada. O Estado Visig\u00f3tico articulava as rela\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia social e de subordina\u00e7\u00e3o, ao passo em que era refor\u00e7ado por elas, em uma din\u00e2mica permeada por conflitos e alian\u00e7as que passam por dentro dos espa\u00e7os dos conc\u00edlios, refor\u00e7ando a domina\u00e7\u00e3o da aristocracia eclesi\u00e1stica ao mesmo tempo em que limita os poderes individuais.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> Igreja Crist\u00e3. Libertos. Viol\u00eancia. Alta Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #808080;\"><b>Julie Evilin Lopes Donato<\/b><\/span><\/h4>\n<p><b>T\u00edtulo: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Quem tem medo do g\u00eanero?\u201d O estado da quest\u00e3o no s\u00e9culo XXI;\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Resumo: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">A partir das provoca\u00e7\u00f5es impostas pela realidade, observa-se que os estudos sobre g\u00eanero conquistaram importante espa\u00e7o no meio acad\u00eamico no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI e se consolidaram como campo de pesquisa em diversas \u00e1reas do conhecimento. \u00c9 importante lembrar que tais estudos foram motivados pela atua\u00e7\u00e3o de grupos sociais considerados disruptivos, organizados nos movimentos feministas e LGBTQIAPN+, em suas mais distintas correntes pol\u00edticas e matizes te\u00f3ricas. Ainda hoje, o debate sobre g\u00eanero produz pol\u00eamica e muitas vezes \u00e9 colocado num lugar menor no \u00e2mbito da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, evidenciando a dist\u00e2ncia entre a \u201cpalavra e a coisa\u201d, entre a teoria e a pr\u00e1xis no espa\u00e7o acad\u00eamico. Compreendendo que n\u00e3o se pode negar um conceito simplesmente porque ele n\u00e3o \u00e9 decorrente da \u201ccultura hist\u00f3rica\u201d investigada, esta pesquisa se prop\u00f5e a pensar \u201cG\u00eanero\u201d, enquanto categoria de an\u00e1lise e fen\u00f4meno hist\u00f3rico, com o prop\u00f3sito de identificar as distintas correntes de pensamento que se debru\u00e7aram sobre a tem\u00e1tica e formular um balan\u00e7o comparativo entre as interpreta\u00e7\u00f5es. A pesquisa consiste no levantamento da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica cl\u00e1ssica e contempor\u00e2nea, sele\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise dos dados.<\/span><\/p>\n<p><b>Palavras-chave: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">hist\u00f3ria das mulheres. g\u00eanero. feminismo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #808080;\"><b>Maria Let\u00edcia Ferreira da Silva Soares<\/b><\/span><\/h4>\n<p><b>T\u00edtulo: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Hist\u00f3ria da interioriza\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia na Bahia: Sa\u00fade, patrim\u00f4nio e ensino de hist\u00f3ria (1889-1960);\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Resumo:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> O presente projeto de pesquisa tem como objetivo pesquisar as institui\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade no interior da Bahia no per\u00edodo republicano brasileiro e seu patrim\u00f4nio arquitet\u00f4nico e cultural como espa\u00e7os de mem\u00f3rias a serem trabalhados em sala de aula no ensino fundamental e m\u00e9dio de Hist\u00f3ria. Para tanto, buscaremos mapear as institui\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia em algumas cidades do interior da Bahia, inventari\u00e1-las e estabelecer rela\u00e7\u00e3o dessas com a aprendizagem significativa da disciplina de Hist\u00f3ria no ensino fundamental e m\u00e9dio.<\/span><\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Patrim\u00f4nio, Assist\u00eancia, Ensino, Sa\u00fade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #ff6600;\">2022-2023<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #808080;\">Luzia Beatriz Ramos Alves<\/span><\/h4>\n<p><strong>T\u00edtulo: <\/strong>Patrim\u00f4nio da sa\u00fade de Vit\u00f3ria da Conquista e ensino de Hist\u00f3ria<\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong> O presente trabalho tem como objetivo pesquisar as institui\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade no interior da Bahia no per\u00edodo republicano e seu patrim\u00f4nio arquitet\u00f4nico e cultural como espa\u00e7os de mem\u00f3rias a serem trabalhados em sala de aula no ensino fundamental e m\u00e9dio de Hist\u00f3ria. Para tanto, buscaremos mapear as institui\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia em Vit\u00f3ria da Conquista, cidade do interior da Bahia, inventari\u00e1-las e estabelecer rela\u00e7\u00e3o dessas com a aprendizagem significativa da disciplina de Hist\u00f3ria no ensino fundamental e m\u00e9dio. No entanto, em fun\u00e7\u00e3o do contexto pand\u00eamico, iniciamos a pesquisa com o mapeamento dos top\u00f4nimos da \u00e1rea m\u00e9dica da cidade, relacionando-os com a atua\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, a fim de contribuir para o ensino de Hist\u00f3ria na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. Do ponto de vista metodol\u00f3gico, foram realizadas leituras da bibliografia sobre o tema da mem\u00f3ria, do monumento e do patrim\u00f4nio, al\u00e9m da educa\u00e7\u00e3o patrimonial e ensino de hist\u00f3ria. A partir do conjunto das leituras e das discuss\u00f5es da bibliografia, definimos o estabelecimento da constru\u00e7\u00e3o de uma aula de campo para ser desenvolvido pelos professores com os\/as discentes, a partir do patrim\u00f4nio ligado \u00e0s institui\u00e7\u00f5es e personagens ligadas \u00e0 hist\u00f3ria da sa\u00fade no munic\u00edpio. Inicialmente, produzimos uma s\u00e9rie de verbetes com an\u00e1lises produzidas em nossas pesquisas ao longo dos \u00faltimos anos sobre a hist\u00f3ria das institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, das doen\u00e7as e das personagens na cidade de Vit\u00f3ria da Conquista, para que sejam trabalhados em sala de aula com os\/as discentes. Ap\u00f3s um maior aprofundamento do tema, o\/a professor\/a far\u00e1 uma aula de campo, atrav\u00e9s de um itiner\u00e1rio proposto pela nossa pesquisa, levantando perguntas para serem problematizadas ao longo da aula. A proposta \u00e9 que os\/as discentes conhe\u00e7am o centro da cidade a partir do recorte da sa\u00fade e das doen\u00e7as que povoaram a cidade e a modificaram de diversas maneiras. Para isso, ser\u00e3o visitados o Memorial R\u00e9gis Pacheco, o Museu Regional\/Casa Henriqueta Prates, o Hospital S\u00e3o Vicente de Paulo\/Santa Casa de Miseric\u00f3rdia e o Cemit\u00e9rio da Saudade. Buscaremos, nos espa\u00e7os museais, preparar os\/as discentes para questionar como se d\u00e1 a disposi\u00e7\u00e3o dos objetos, que hist\u00f3ria conta, quais mem\u00f3rias preservam e transmitem e quais silenciam, pois o museu, enquanto lugar de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento, mesmo nas aus\u00eancias, transmite narrativas que, se problematizadas, possibilitam uma via de reflex\u00e3o mais ampla para pensar o lugar da diferen\u00e7a e da diversidade, mobilizar saberes e desnaturalizar a percep\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria \u00fanica, oficial, para dar lugar a muitas hist\u00f3rias silenciadas e subalternizadas. Ao final, a proposta \u00e9 que os estudantes consigam construir um pensamento hist\u00f3rico acerca da historiciza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e das doen\u00e7as na cidade, das mudan\u00e7as da sa\u00fade como caridade at\u00e9 se tornar um direito coletivo e um dever do Estado. A nossa proposta, al\u00e9m disto, foi a de publicizar todo o material constru\u00eddo ao longo da pesquisa em rede social e mediar o acesso do conhecimento amplamente, atrav\u00e9s de uma p\u00e1gina no Instagram intitulada @historiadasaude.vconquista. A proposta \u00e9 que os discentes conhe\u00e7am e se apropriem de espa\u00e7os da cidade, o itiner\u00e1rio seguiria o centro da cidade baseado na hist\u00f3ria da sa\u00fade e das doen\u00e7as que habitaram a cidade e a transformaram.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> hist\u00f3ria da sa\u00fade. Vit\u00f3ria da Conquista. ensino de hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #ff6600;\">2021-2022<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #808080;\">Luzia Beatriz Ramos Alves<\/span><\/h4>\n<p><strong>T\u00edtulo: <\/strong>Assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade materno-infantil em Vit\u00f3ria da Conquista: a Legi\u00e3o Brasileira de Assist\u00eancia na Bahia (1948-1949)<\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong> O presente trabalho busca investigar como se deu a constitui\u00e7\u00e3o da Legi\u00e3o Brasileira de Assist\u00eancia (LBA) na cidade de Vit\u00f3ria da Conquista, interior baiano, na d\u00e9cada de 1940 e de que maneira essa institui\u00e7\u00e3o atuou na cidade, a partir de uma pol\u00edtica expl\u00edcita de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade materno-infantil, implementada em todo o pa\u00eds. A LBA, apesar de ter sido fundada em 1942 pela primeira dama Darcy Vargas, para prestar assist\u00eancia \u00e0s fam\u00edlias cujos homens foram como soldados para a Segunda Guerra Mundial, durante e ap\u00f3s o conflito a mesma se consolidou no processo de institucionaliza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o social. Em dezenas de munic\u00edpio, especializou-se na assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade infantil, especialmente na puericultura, como foi o caso de Vit\u00f3ria da Conquista. A justificativa do trabalho \u00e9 que, apesar da amplitude dessa institui\u00e7\u00e3o e da sua capacidade organizativa e de interfer\u00eancia nas pol\u00edticas de sa\u00fade no pa\u00eds, inexistem trabalhos hist\u00f3rico-historiogr\u00e1ficos sobre a mesma na Bahia e na cidade A pesquisa busca responder quais os motivos dessa escolha pelo p\u00fablico infantil, quem eram os agentes que prestavam a assist\u00eancia e como ela se engajou nos trabalhos assistenciais j\u00e1 desenvolvidos na cidade, como foi a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, fundada na cidade em 1915 e que j\u00e1 tinha um hospital de car\u00e1ter caritativo-filantr\u00f3pico em funcionamento no per\u00edodo. Os boletins da Legi\u00e3o Brasileira de Assist\u00eancia na Bahia, que circularam entre 1948 e 1949, \u00e9 a documenta\u00e7\u00e3o principal para responder algumas quest\u00f5es, como por exemplo se houve a participa\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria feminina na cidade como legion\u00e1rias, caracter\u00edstica marcante da LBA, e quais foram os pap\u00e9is atribu\u00eddos a mulheres e homens nessa organiza\u00e7\u00e3o. A prote\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade e \u00e0 inf\u00e2ncia, com base no conhecimento m\u00e9dico-cient\u00edfico, tornaram-se uma das quest\u00f5es sociais mais importantes para o Estado, que precisava controlar a natalidade e forjar for\u00e7a de trabalho forte e sadia para a estrutura\u00e7\u00e3o de um modelo econ\u00f4mico capitalista cada vez mais profundo no pa\u00eds, com o Estado atuando na forma\u00e7\u00e3o e disponibilidade da classe trabalhadora para o trabalho. Conquista n\u00e3o fugiu \u00e0 regra, quando passou a compor, junto a outros munic\u00edpios, a rede de funcionamento da LBA na Bahia e no Brasil, com interfer\u00eancia legitimada pelo Estado dos m\u00e9dicos no cuidado materno-infantil e com forte ideologia patriarcal, de controle e dom\u00ednio sobre mulheres e crian\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> Rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero; Sa\u00fade materno-infantil; Legi\u00e3o Brasileira de Assist\u00eancia; hist\u00f3ria da sa\u00fade; Vit\u00f3ria da Conquista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>2020-2021<\/strong><\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #808080;\">Luzia Beatriz Ramos Alves<\/span><\/h4>\n<p><strong>T\u00edtulo: <\/strong>A \u00a0produ\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica brasileira sobre as mulheres romanas na Antiguidade: \u00a0um balan\u00e7o dos anos 2000 a 2020<\/p>\n<p>Resumo: A pesquisa sobre as mulheres se estabeleceu como um campo reconhecido na disciplina hist\u00f3rica a partir da segunda metade do s\u00e9culo XX. No entanto, a despeito dos avan\u00e7os nessa \u00e1rea, especificamente no que se refere as mulheres na Antiguidade, nota-se nas produ\u00e7\u00f5es ainda o predom\u00ednio de modelos patriarcais para analis\u00e1-las. Dessa forma, o trabalho em quest\u00e3o \u2013 financiado pelo \u00f3rg\u00e3o de fomento \u00e0 pesquisa CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico) \u2013 visa compreender as mulheres no Imp\u00e9rio Romano entre s\u00e9culos IV e V d.C., as rela\u00e7\u00f5es sociais de sexo que permeiam a sociabilidade desses sujeitos hist\u00f3ricos, bem como a contribui\u00e7\u00e3o da Igreja Crist\u00e3 na formula\u00e7\u00e3o de condutas normativas que se perpetuam no mundo contempor\u00e2neo e refor\u00e7am o regime patriarcal. A pesquisa est\u00e1 balizada pelo Materialismo Hist\u00f3rico e Dial\u00e9tico, aliado ao m\u00e9todo isot\u00f3pico de leitura imanente da documenta\u00e7\u00e3o. A primeira etapa consiste na formula\u00e7\u00e3o de um balan\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica brasileira sobre a tem\u00e1tica, entre os anos 2000 a 2020, a partir do levantamento de dados coletados nos peri\u00f3dicos nacionais especializados, com classifica\u00e7\u00e3o de A1 \u00e0 B5, dispon\u00edveis na Plataforma Sucupira. A segunda etapa reside no trabalho com a documenta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria impressa. Neste painel, objetiva-se apresentar os dados j\u00e1 levantados de modo a discutir os temas, abordagem te\u00f3rico-metodol\u00f3gica e categorias conceituais predominantes nos artigos, a natureza das fontes utilizadas e sua influ\u00eancia na constru\u00e7\u00e3o de uma imagem idealizada e\/ou estigmatizada das mulheres, al\u00e9m de problematizar a concentra\u00e7\u00e3o das publica\u00e7\u00f5es em determinadas regi\u00f5es e universidades do Brasil. Por fim, essa pesquisa tem como prop\u00f3sito contribuir com a produ\u00e7\u00e3o de um conhecimento consistente sobre os processos hist\u00f3rico que refor\u00e7aram a ideia da inferioridade feminina e a naturaliza\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is sociais correspondentes a essa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> Imp\u00e9rio Romano. Igreja crist\u00e3. Regime Patriarcal. Mulheres. Historiografia brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #ff6600;\">2019-2020<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #808080;\">Luzia Beatriz Ramos Alves<\/span><\/h4>\n<p><strong>T\u00edtulo:<\/strong> As mulheres romanas entre a censura e a apologia: o ideal de feminilidade no discurso de intelectuais pag\u00e3os e crist\u00e3os nos s\u00e9culos IV e V d.C.<\/p>\n<p>Resumo: O Imp\u00e9rio Romano, entre os s\u00e9culos IV e V d.C., passou por um conjunto de transforma\u00e7\u00f5es que promoveu a estrutura\u00e7\u00e3o do <em>Dominato<\/em>, a constitui\u00e7\u00e3o da <em>basileia<\/em> e o cristianismo como religi\u00e3o oficial do Imp\u00e9rio, bem como a difus\u00e3o de valores e s\u00edmbolos balizados pelo novo credo. A partir deste processo hist\u00f3rico, o presente artigo objetiva discutir como intelectuais vinculados \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o pag\u00e3 ou cristianizados, utilizando a apologia e a censura ao comportamento das mulheres por eles descritas, contribu\u00edram para formular e projetar um ideal de feminilidade que ainda repercute no mundo contempor\u00e2neo.\u00a0 Esta an\u00e1lise tamb\u00e9m evidencia como a Igreja crist\u00e3 refor\u00e7ou o regime patriarcal por meio da valoriza\u00e7\u00e3o da castidade, subservi\u00eancia e inferioridade feminina.\u00a0 O <em>corpus <\/em>desta pesquisa \u00e9 constitu\u00eddo por duas fontes, <em>Dos bens da viuvez: cartas a Proba e a Juliana <\/em>de Agostinho de Hipona e <em>Elogio \u00e0 Imperatriz Eusebia <\/em>de Juliano, e ser\u00e1 examinado com o aux\u00edlio das premissas te\u00f3ricas e metodol\u00f3gicas de Mikhail Bakhtin, Antonio Gramsci e Heleieth Saffioti.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> Mulheres. Feminilidade. Regime patriarcal. Intelectuais. Imp\u00e9rio Romano. Igreja crist\u00e3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2024-2025 Beatriz Almeida Lima T\u00edtulo: A ag\u00eancia das mulheres na economia medieval: o trabalho feminino nos centros urbanos. Resumo: Neste trabalho, busca-se, a partir da Teoria da Reprodu\u00e7\u00e3o Social, investigar a ag\u00eancia das mulheres na economia medieval, de modo a localizar a participa\u00e7\u00e3o direta no trabalho produtivo na cidade, considerando as determina\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e ideol\u00f3gicas. 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