Na última quinta-feira (16), no auditório I do Módulo Luisão, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), foi realizado o Simpósio NDCA, “Narrativas do brincar: infâncias, alegrias e outras coisas”, evento que propõe reflexões sobre o direito de brincar como dimensão essencial da infância e do desenvolvimento humano. A programação se estendeu até a sexta-feira (17), reunindo atividades culturais, espaços de vivência e mesas-redondas com profissionais de diversas áreas.
Idealizado pelo Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente (NDCA/UESB), o simpósio é parte de um conjunto de ações extensionistas que, ao longo de 2025, têm o “brincar” como tema central. O NDCA, que completa 20 anos de atuação na defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes, vem promovendo iniciativas que tratam o brincar como ato de afirmação da vida entre elas, o projeto NDCA na Comunidade, o Cine-Conversa “A gente nasceu pra ser gente”, o Podcast NDCA em Foco e o projeto DEDCAE – Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente através da Educação.
O simpósio marca o ponto alto dessa jornada de atividades e reúne palestrantes de diferentes áreas do conhecimento, como Psicologia, Pedagogia, Direito, Filosofia, Medicina e Educação. A proposta é fomentar um diálogo multidisciplinar e participativo entre profissionais, estudantes e a comunidade, reconhecendo que o ato de brincar atravessa campos diversos do saber e da vida social.
A programação inclui mesas-redondas que aprofundam a discussão sobre o papel do brincar no desenvolvimento e na educação.
Mesa 01 – Potencialidades do brincar no desenvolvimento infantil
A mesa contará com a palestra de Carmem Virgínia Moraes da Silva, graduada em Psicologia, mestre e pós-doutora na área, além de coordenadora do Núcleo de Pesquisas e Estudos em Psicologia (NUPEP/UESB). Ela abordará o tema “O que Vigotski propõe sobre o brincar?”, destacando as contribuições do teórico para a compreensão do desenvolvimento infantil.
Também participam extensionistas e bolsistas do NUPEP/UESB, que apresentarão reflexões e experiências de suas pesquisas:
Elda Thayná Souza: O brincar no processo de triagem psicológica
Beatriz Oliveira e Giovanna Figueiredo: Brincadeiras com sucata na educação infantil
Mesa 02 – O brincar em cena: política, docência e encontros com a natureza
A mesa foi composta por pesquisadoras do Grupo de Pesquisa GEPELINF/UESB e trará olhares sobre o brincar a partir da pedagogia e da educação. A professora Marilete Calegari Cardoso, doutora em Educação e líder do GEPELINF/UESB, abre o debate com a palestra “O brincar em cena: política, docência e encontros com a natureza”.
Em seguida, a mesa contou com as seguintes apresentações:
Luana Sena da Silva: Brincar é um ato político: o papel do Baú Brincante
Anatalia Oliveira de Souza: O ser criançólogo e a importância do cultivo de um espírito docente brincante
Taísa Santos Sacramento: Baú Brincante: ecologia e imaginação no encontro da criança com a natureza*
Mais do que um espaço de debate, o simpósio busca ser também um lugar de celebração das alegrias e das múltiplas infâncias, valorizando o brincar livre e criativo como ferramenta de transformação social e de construção de um futuro mais justo para crianças e adolescentes.
Produção Editorial da Matéria
Ana Flávia Costa
Estudante de Jornalismo e bolsista de Extensão
Revisora textual
Luiza Prado