
Durante a manhã desta segunda-feira (9), uma cadeira foi colocada no hall de entrada do Núcleo de Práticas Jurídicas da UESB. A ação, promovida pelo Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente (NDCA/UESB), tem como objetivo conscientizar a comunidade sobre a violência contra a mulher.
A iniciativa faz referência ao movimento internacional do “banco vermelho”, criado na Itália em 2016. O banco tem como finalidade chamar a atenção da população para a violência de gênero. O objeto, pintado de vermelho, simboliza o sangue derramado pelas vítimas de feminicídio, representando a união entre acolhimento e prevenção. Dessa forma, funciona como um convite não apenas para sentar e refletir, mas também para levantar e agir.
Segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero, 718 feminicídios foram registrados no Brasil no primeiro semestre de 2025. De acordo com a mesma pesquisa, 33.999 estupros contra mulheres foram denunciados no período. Em 2024, cerca de 1.459 mulheres foram assassinadas no país apenas por serem mulheres — o equivalente a quatro mortes por dia.
Infelizmente, a realidade do estado da Bahia não é diferente do restante do país. O estado ocupa a terceira posição no ranking nacional de feminicídios, ficando atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais, conforme dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, do Governo Federal. Ademais, segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), entre janeiro e 8 de dezembro de 2025 foram registrados 97 feminicídios no estado.
Instalada no hall de entrada do Núcleo de Práticas Jurídicas da UESB, a cadeira vermelha traz a frase “Morreu porque era mulher”, que busca provocar reflexão entre estudantes, professores e visitantes sobre a gravidade da violência de gênero e a necessidade de enfrentamento desse problema.
Produção Editorial da Matéria
Steffany Almeida
Natan Rangel
Estudante de Jornalismo e bolsista de Extensão
Revisora textual
Jeane Lima
Me. Em Educação – Equipe técnica NDCA|UESB