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Onde nascem os pesquisadores? Iniciação Científica e Tecnológica discute os novos rumos da pesquisa acadêmica

Especial Congresso Uesb

Foto: Letícia Martins

Como parte essencial da produção de conhecimento, a pesquisa se destaca como a peça do tripé universitário que produz aquilo que será difundido para a comunidade interna e externa. Desde a sala de aula ao laboratório, o pesquisador se debruça sobre a produção que impactará diretamente a vida das pessoas na sociedade. Mas onde nascem os pesquisadores? A Iniciação Científica é o primeiro contato que um estudante tem com a rotina da pesquisa, compreendendo sobre esse universo, podendo decidir se a carreira acadêmica é uma opção profissional.

Buscando refletir sobre esse aspecto, o segundo dia de Congresso Uesb iniciou sua programação com a abertura do 29º Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Apresentando tópicos que dialogam com questões centrais da pesquisa e produção de conhecimento científico no Brasil, o evento contará com palestras, apresentações orais e mesas que objetivam gerar reflexões inspirando novas análises sobre o desenvolvimento da pesquisa universitária.

Os esforços para a construção de uma base sólida para a área começaram em 2002 com a implementação da pós graduação stricto sensu na Universidade.

O Congresso Uesb traz uma reflexão sobre os avanços, conquistas e desafios enfrentados na construção dos primeiros 25 anos do século 21. No âmbito da pesquisa, muitas mudanças aconteceram na Universidade. Os esforços para a construção de uma base sólida para a área começaram em 2002: “começamos a implantar a pós graduação stricto sensu na Universidade, em 2002, no programa de Agronomia. Atualmente, a Uesb possui 39 cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado”, aponta o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), professor Robério Rodrigues. 

Cerca de 688 pessoas se inscreveram para participar do Seminário que acontece desde 1997, sendo este o evento mais antigo dentre os que participam do Congresso. Ainda segundo o pró-reitor “existe o esforço da Universidade para ampliar a captação de recursos visando a construção de uma infraestrutura de pesquisa que dê suporte à formação, tanto em nível de pós-graduação quanto na graduação, através da iniciação científica”. 

Nesse contexto, bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) são almejadas pelos estudantes. Eventos desse porte, por outro lado, são como respostas positivas aos financiadores, pois fomentam a relevância que a pesquisa tem no cenário universitário. 

Para os alunos, o Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica se tornou ainda mais democrático ao se unir ao Congresso. Segundo Eugênia Lisboa, discente de Ciências Sociais, não foi possível que ela participasse no ano passado, pois as aulas não tinham sido suspensas. “Neste ano, eu estou muito empolgada e ansiosa para a apresentação oral do meu trabalho” disse a estudante.

Para Francisco de Assis Mendonça da Universidade Federal do Paraná (UFPR), palestrante sobre o “Desenvolvimento da Ciência neste quarto de século”, este é um momento de reflexão sobre o contexto histórico cultural do Brasil, a produção de conhecimento e o debate entre teoria, empiria, ciência e religião no seu discurso. “É o momento de conversar sobre temas transversais, transdisciplinares e de ligar a ciência com a prática social”, aponta Francisco. 

Elaborando uma análise profunda sobre os rumos da ciência no país, Francisco também discorreu acerca da importância da inteligência artificial sobre a pesquisa e a relevância de não ficar à mercê das novas tecnologias. De acordo o palestrante, “a inteligência artificial, hoje, é um dos grandes desafios de produção de conhecimento, pois se não usarmos com cuidado, nos tornamos reféns de quem a cria. É necessário usar as várias tecnologias associadas aplicando-as aos diversos campos do conhecimento.”

Foto: Letícia Martins

Ao colocar em xeque o papel da interdisciplinaridade e da inovação tecnológica na pesquisa e na ciência, a Uesb abre portas para reflexões acerca do protagonismo do estudante enquanto pesquisador. Além disso, a integração multicampi entre os bolsistas também possui relevância no que tange a troca cultural e de conhecimento. “Essa integração é muito positiva para a formação técnica, científica e cultural.” disse o professor Robério, idealizador do evento. 

Sobre o 29º Seminário – O evento buscou discutir a “Internacionalização da Pesquisa”, ampliando a visão sobre como a cooperação internacional pode fortalecer os projetos, elevar a qualidade dos diversos eixos de pesquisa e impulsionar a competitividade e descobertas. Além disso, assuntos como a “Introdução à propriedade Intelectual”, “Neuroplasticidade e Educação”, “Erradicação da Pobreza e Fome Zero – Caminhos para um desenvolvimento sustentável”, serão abordados . Os outros minicursos podem ser conferidos na programação. Além dessas, as apresentações orais das pesquisas acontecem de maneira simultânea durante o Congresso Uesb, buscando agregar as diversas vertentes de pesquisa que a Uesb dispõe. 

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