artigos

Brasil: avanço ou retrocesso?

Bolsonaro não se importa com a vacinação contra a Covid-19 no país

É evidente que, em meio a pandemia da Covid-19, milhares de indivíduos em todo mundo precisaram se adaptar ao chamado novo normal. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), só é possível conter o avanço da doença se todos promoverem o isolamento social e estabelecerem os hábitos necessários de higiene, além do uso de máscaras. O novo coronavírus tem causado grande impacto no acirramento com a política, entre a União, os estados e municípios. Além disso, o presidente Jair Bolsonaro, ao invés de se solidarizar com as mortes diárias no país, aparece na mídia e redes sociais pregando um discurso totalmente sem humanidade.

A falta de respeito e empatia é visível no governo Bolsonaro, pois a gestão política do presidente é ultraliberal. Justamente com o ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro apoiou a redução dos gastos com a saúde, em torno de 36 bilhões, sendo investidos nas suas férias de fim de ano, que chegaram a custar 2,3 milhões; em leite condensado gastando mais de 15 milhões e diversas outras banalidades. Esse fator é muito preocupante neste cenário pandêmico, pela falta de médicos; remédios; equipamentos básicos; sedativos; e outros meios para o enfrentamento do vírus, já que a vacina precisa ser disponibilizada para todos o quanto antes. Por isso, é importante defender a ciência e o Sistema Único de Saúde (SUS), para obtermos resultados positivos através do uso de ferramentas estratégicas para o enfrentamento dessa doença. Entretanto, a postura do presidente da República tem sido desastrosa e insensata desde o início da pandemia. Ele promove aglomerações, defende remédios sem eficácia científica comprovada e já chegou a vetar o uso obrigatório de máscaras, ou seja, ele está promovendo o genocídio da população brasileira. Olhando para a trajetória de Bolsonaro, não é surpreendente ver esse tipo de comportamento, afinal, já estava bastante visível quem era o homem que iria assumir a presidência do Brasil.

O nosso país tem vivenciado o pior retrocesso na saúde da esfera pública. A política brasileira está frágil, por não termos um presidente capaz de conduzir o país em meio às crises que estamos atravessando. Inclusive, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), tenta descobrir se Bolsonaro foi omisso no trato da Covid-19. Em seus discursos, inúmeras vezes ele promoveu a cloroquina como tratamento precoce, chamou o novo coronavírus de gripezinha, dentre outras irresponsabilidades cometidas desde que a pandemia chegou no Brasil. Em maio de 2021, o presidente foi visto promovendo aglomerações no Rio de Janeiro, ao participar de uma “motociata”. Como de costume, não utilizou máscara. Naquele momento, o Brasil contabilizava 449 mil brasileiros mortos pela Covid-19, mas Bolsonaro não se importava com isso. No dia seguinte, em viagem para o Equador, ele cobriu o nariz à boca com uma máscara, ocasionando bastante revolta no povo brasileiro, porque é evidente que o chefe de estado não se importa com as vidas da sua nação.

Enquanto outros países já obtêm vacinas suficientes para vacinação, Bolsonaro ignorou três ofertas da Pfizer com 70 milhões de doses cada uma, tornando ainda mais difícil os dias de glória nesse país. É muito vergonhoso passar por esse caos. A única esperança que temos agora é que em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva consiga ganhar as eleições, para assim, voltarmos a sorrir. Concluo enfatizando a importância da vacina nesse cenário mundial, infelizmente, o governo genocida atual não está preocupado em salvar vidas, mas sim, matar.

Ayla Lima
Produto laboratorial da disciplina Gêneros Jornalísticos do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB


Acesse o site anterior.
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia