2022.1

Além do Script

 

Nos bastidores do universo, os roteiristas devem achar engraçado. E não é realmente cômico? Adentrar a vida se lançando mundo afora, sem se preocupar?! A universidade é um lugar de acertos, mas principalmente de erros. É sobre pegar o ônibus errado que você ainda não sabe que vai rodar pela cidade inteira, entrar na sala errada, rir dos tombos e descompassos. É o tempo de entender que se pode mudar, crescer e fazer diferente. Assim como um estalar de dedos, é de repente que se percebe estar vivo, que se vê a necessidade de participar, de aprender, de buscar o máximo da vida. Para muitos é um adeus provisório da família, da cidade, do que é conhecido, e às vezes é o sonho de quem só conseguiu começar depois. E é desse mesmo modo que se enxerga a necessidade de ficar e também a urgência de ir embora. É dessa forma que o script vai sendo mudado e atrás das cortinas tudo vai sendo construído.

E se a vida já é um caos, ela vai se bagunçando mais. Na sala de aula as pessoas vão se entrelaçando, seja em futilidades do dia, no apoio durante a dificuldade ou no joguinho de baralho — esse último normalmente é o que gera mais intrigas. Logo, o processo vai ficando mais natural e fazer um trabalho em grupo de última hora pode até ser divertido. Dar um passeio pelo campus ou passar o dia na biblioteca é só mais um passo. Assim vai-se identificando quem são as pessoas, seus empecilhos e suas ideias, e conviver com elas faz parte do que é ser um estudante. Em contrapartida, os desafios vão aumentando, o que parecia singelo logo é um bicho de sete cabeças. E lá se vão notas, resumos, crônicas, artigos e entrevistas. Para uns um refúgio e para outros uma tragédia, a escrita vai sendo necessária e os trabalhos exigem de você mais do que só sentar na cadeira em frente a um computador por horas, é preciso ser criativo.

Logo, se percebe que a leitura é um fator essencial para caracterizar o estilo de cada um, sejam as grandes reportagens ou as notícias cotidianas. As produções têm a intenção de alcançar aqueles distantes, tocar o âmago frio e emocionar os desavisados. Muito embora, estudar Gêneros Jornalísticos tenha sido um desafio acadêmico, nada é mais reconfortante do que saber a liberdade que se tem para peregrinar entre a informação, opinião, interpretação e muito mais. Com suas imperfeições e arestas, o resultado final é nada mais que um reflexo, o que cada um pode mostrar sobre si. Pode ser curioso, até mesmo peculiar, contudo mais histórias nos aguardam, quem é que sabe o que os roteiristas estão planejando dessa vez?

Dessa forma a universidade vai promovendo a integração, são pessoas com visões de mundo completamente diferentes trabalhando juntas. A idade, a posição política, as preferências pessoais, tudo vai se misturando. Dessa forma, se faz necessário abrir a mente, deixar-se um pouquinho de lado e entender que um grupo é feito de pessoas. É preciso confiar, entender que o seu colega pode fazer um bom trabalho e pior ainda — ao menos para alguns — aceitar que o seu projeto está sujeito a críticas, sugestões e mudanças. Logo, pode-se perceber que além do conhecimento acadêmico, a sala de aula proporciona o crescimento humano. Esses fatores aliados moldaram os profissionais que seremos no futuro.

 

Turma 2022.1 – Gêneros Jornalísticos

Produto laboratorial da disciplina Gêneros Jornalísticos do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB


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