Crises políticas que prejudicam o povo brasileiro
Brasileiros sofrem com problemas socioeconômicos em meio a pandemia, além do descaso presidencial
A atual conjuntura brasileira tem sido marcada por duas crises que podem comprometer a vida do povo, sobretudo, a parcela mais pobre da população, que precisa da ação urgente e eficaz do Estado. As crises das quais estamos falando são: a desigualdade socioeconômica provocada pela pandemia da Covid-19 e a crise produzida pelo governo Bolsonaro, que tem assumido uma postura negacionista em relação à pandemia.
Segundo o artigo XXV da declaração universal dos direitos humanos: “todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de lhe assegurar e a sua família, saúde e bem-estar, inclusive, alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direitos a segurança em casos de desemprego, doença, e viuvez velhice, ou outros casos”. Em comparação ao contexto social vigente a situação é diferente, o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo e, neste momento de pandemia, o acesso dos brasileiros à proteção social, serviços públicos de saúde e trabalho que possibilitem a produção de renda ficam ainda mais evidentes.
A propagação da Covid-19 em comunidades e periferias do Brasil escancarou a enorme desigualdade social e econômica entre as classes sociais, porque a população mais carente não conseguiu seguir as recomendações de higiene e isolamento social.
Desde o primeiro caso da Covid-19 no Brasil, em fevereiro do ano de 2020, o presidente se mostra imprudente, e como fez ao longo da pandemia, sua primeira declaração teve o intuito de minimizar os riscos da doença e apresentar uma postura negacionista. Esse comportamento do presidente agravou o número de infecções porque muitas pessoas passaram a não acreditar na gravidade da doença.
A falta de vacinas, no Brasil, mostra claramente a falta de política de combate à pandemia adotada pelo governo Bolsonaro, indo de contramão ao posicionamento de outros líderes mundiais. O presidente da República lida com a ciência como se ela fosse uma inimiga e não aliada. Negar a realidade da doença virou a principal estratégia do governo, ignorando a importância de medidas de segurança, como o uso de máscaras e isolamento social. Bolsonaro incita aglomerações, afirmando que o isolamento não faz diferença na proteção contra o vírus e influencia os seus apoiadores a agir da mesma forma.
A pandemia do novo coronavírus reforçou as desigualdades vividas pela população brasileira mais vulnerável e exige ações governamentais imediatas para reforçar a proteção social a esses grupos que são mais impactados. É possível perceber que algumas posições do Ministério da Saúde não condiz muitas vezes com a do presidente. Com isso é evidente que o negacionismo é marca registrada desse atual governo, postura pela qual não condiz com a posição de um presidente, gerando apenas mais uma das muitas crises nacionais.

