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Alimentação carnívora e seus riscos ao meio ambiente

No Brasil, vale destacar que a agropecuária é um forte polo comercial e tem um desempenho significativo para a economia nacional. Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o país encontra-se no ranking mundial, ocupando a quarta posição na exportação de produtos agropecuários.  No entanto, é importante ressaltar o papel da alimentação carnívora da população em nível mundial e nacional, sendo  um dos fatores que contribui para o aquecimento global. Segundo estudos da plataforma Cupom Vital e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil ocupa a terceira posição entre os países que mais consomem carne bovina no mundo.

Em consequência da grande demanda do consumo da carne, a pecuária acaba por favorecer significativamente o aumento do aquecimento global. Assim, para a criação dos animais, requerem-se grandes áreas desmatadas para a pastagem. O relatório anual feito pelo MapBiomas constata que nos anos de 2020 e 2021, 97% dos desmatamentos ilegais feitos em território nacional foram por conta da agropecuária, sendo a floresta Amazônia o local mais atingido. Além disso, os animais como bois e vacas soltam o gás metano (CH4) em seu processo natural, sendo mais poluente para a atmosfera que o gás carbônico (CO2). 

Esse cenário de desequilíbrio ambiental, decorrente do desmatamento de áreas de biodiversidades importantes para o ciclo natural do carbono, intensifica as mudanças climáticas. O aumento da temperatura do planeta é agravado pelos altos níveis de gases como o metano (CH4) e o carbono (CO2) na atmosfera, que contribui para o efeito estufa, gerando consequências catastróficas como temporais de grandes proporções e longos períodos de secas, que afetam a população mundial e colocam vidas em risco.

É imprescindível reconhecer os impactos que o comportamento do consumo de carne bovina tem no planeta. Medidas sustentáveis podem ser tomadas individualmente, como dietas que buscam diminuir o consumo de carne e com o favorecimento para o consumo de vegetais, que demandam menos água e produzem menos poluentes, em sua produção. Em um relatório publicado em 2020 pelo Greenpeace, constata-se que para a desaceleração do aquecimento global, tem que ocorrer a diminuição de 50% do consumo de carne de maneira individual. 

Além disso, é necessário que os produtores de gado, também adotem mudanças de comportamento em relação a criação do gado e ao meio ambiente. Com práticas para recuperar áreas degradadas e manejo adequado dos animais, que visem o objetivo de uma agropecuária mais sustentável. Portanto, é importante uma mudança na maneira de se pensar o consumo da carne, não somente como uma fonte de proteína, mas também como algo que afeta o meio ambiente.

Mariana Martins
Produto laboratorial da disciplina Gêneros Jornalísticos do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB


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