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Moda destrutiva no aquecimento global

Aspectos sociais e climáticos se relacionam plenamente ao abordar o tema do aquecimento global. O cenário atual é a revelação de dois pontos congruentes na hipocrisia: o crescimento da visibilidade a tal assunto e a persistência em atos que contribuem apenas para a catástrofe. Neste debate se inclui, então, a moda que a princípio parece fútil em relação ao que está em jogo, mas a sua importância está tanto nos malefícios quanto nos benefícios.

Segundo a Carta Capital a indústria da moda contribuiu com aproximadamente 2,1 bilhões de toneladas de emissões de gases de efeito estufa em 2018, o equivalente a 4% das emissões globais. A partir disso não há muita explicação, esta é uma indústria base que lidera o caos pelas ações antrópicas. Interruptamente este meio cresce em maior praticidade e, por consequência, maior poluição. O Fast Fashion é um exemplo deste conceito: maior praticidade, maior consumo, menor sustentabilidade e menor qualidade aos trabalhadores. 

O excesso ascende em novos nichos da moda, como o próprio Fast Fashion citado anteriormente, graças a uma liderança governamental que tende a priorizar a indústria têxtil em sua versão mais perigosa, focando no rápido uso de recursos naturais e na rápida venda. Ademais, a comunidade entra também como cúmplice do desmatamento de cada recurso existente, com uma ignorância que exclui alternativas de aquisição sustentável e renovável. 

No entanto, a mudança está neste mesmo meio da moda, cabe, apenas, a percepção desse fato e o seu uso consciente de forma mais ativa em lutas contra o aquecimento global. Exemplificando isso, a luta contra a PL 6299/02, que procura a liberação de novos agrotóxicos, mais poluentes e catastróficos, é um assunto crescente e instigante para uma batalha a favor da sustentabilidade. Somos todos responsáveis e há um limite tracejado em vista das ações humanas, do quão determinantes elas podem ser, positivamente ou não. Esta linha frágil está na ética humana, que se desequilibra a partir da ganância. 

Maria Campodonio
Produto laboratorial da disciplina Gêneros Jornalísticos do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB


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