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Canadá: o novo epicentro de mudanças climáticas

Apesar de ser popularmente conhecido por suas baixas temperaturas, segundo o jornal El País, em 2021 o sudoeste do Canadá sofreu com ondas de calor por semanas, chegando a registrar 49ºC durante o dia e não menos que 20ºC à noite. Mais de 400 mortes foram ligadas a esse extremo climático. De acordo com a meteorologista Mar Gómez, o fenômeno, chamado de “potente anticiclone de bloqueio”, ou “cúpula de calor”, impede a chegada de ar frio à costa norte-americana do Oceano Pacífico. A influência do La Niña também intensifica a aparição e potência desses episódios no norte dos Estados Unidos e no sul do Canadá.

Curiosamente, a ocorrência não está estritamente relacionada ao aquecimento global. A probabilidade de que seja uma ação natural do planeta ainda é estudada. Entretanto, o aquecimento global deve sim ser ligado à frequência desses acontecimentos. 

O despreparo para esses fenômenos não atinge apenas a saúde pública, mas igualmente o ambiente. Em 8 de junho de 2023, a CNN Brasil reportou a situação preocupante da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, na qual a fumaça oriunda dos incêndios florestais no Canadá afetou a circulação aérea e se alastrou por grande parte do leste estadunidense. 

Consequentemente, esses acontecimentos agravam e refletem um estado preocupante do aquecimento global atualmente. As mudanças climáticas agora acontecem em um espaço de tempo mais curto e preocupante. 

Apesar de haverem estratégias otimistas acerca da reversão dos impactos do aquecimento global, como o plano apresentado pelo governo brasileiro em seu site oficial, em 20 de maio de 2023, poucos esforços e resultados são vistos na prática. O assunto, bem como incentivos às mudanças, é ridicularizado pelos próprios habitantes do planeta Terra, que se contentam em distribuir comentários superficiais sobre o clima como “que calor terrível hoje!” ou “que frio é esse?”. 

Segundo o G1, uma nova pesquisa da OMM estima que as temperaturas globais ultrapassem recordes nos próximos cinco anos; infelizmente, o ser humano prefere acostumar-se aos extremos climáticos do que remediá-los. 

Emilly Joazeiro
Produto laboratorial da disciplina Gêneros Jornalísticos do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB


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