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O combate dos gases de efeito estufa no Brasil

O aquecimento global é a mudança climática referente a transformações que acontecem a longo prazo na temperatura do planeta. Essas transformações podem ser naturais, mas as ações humanas se tornaram a principal causa dessas mudanças pela queima de combustíveis fósseis que produzem gases que retêm o calor. Entre esses gases estão os chamados “GEEs”, os gases de efeito estufa, que há anos têm deixado consequências cada vez mais notáveis em solo brasileiro.

No ano de 2021, o Brasil enfrentou a segunda maior taxa de emissão de gases de efeito estufa em um período de quase vinte anos. De acordo com o SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases do Efeito Estufa), o país emitiu 2,42 bilhões de toneladas brutas de CO2e (dióxido de carbono equivalente), uma unidade de medida que é usada para comparar as emissões de gases que se enquadram entre os GEEs. Essa estatística representa um aumento de cerca de 12% se comparado a 2020, um dado preocupante ao se pensar em longo prazo. Três setores têm grande participação para esse acontecimento: o setor agropecuário, que passou por um aumento de 3,8% nas taxas de emissão; os processos do setor industrial, com um aumento de 8,2% e o setor de energia, com 12,2%. O impacto causado por esse último setor começou a deixar marcas e com isso o governo passou a buscar soluções e uma das suas apostas foi a produção de hidrogênio verde através do uso de energia renovável, como a energia eólica, por exemplo. 

Uma solução com potencial é a tática de sequestro de carbono, uma prática na qual o óxido de carbono presente na atmosfera é transformado em oxigênio através da fotossíntese, o que pode ser capaz de contribuir para a redução de gases do efeito estufa. Para Renata Potenza, coordenadora de clima da ONG Imaflora, o uso dessa estratégia pode fazer com que até 257 milhões de toneladas de carbono sejam removidas da superfície. O Brasil se comprometeu durante o Acordo de Paris, em 2015, em diminuir em até 50% as emissões dos gases de efeito estufa até o ano de 2030 e o SEEG acredita que essa pode ser uma meta atingível desde que o país também tenha preocupação em tratar e combater o desmatamento tendo como um dos principais focos cuidar da redução do carbono das áreas que já foram desmatadas. Uma grande questão que deve ser levada a sério, que já causa problemas para nós, habitantes do planeta Terra, e que se não for combatida pode se agravar ainda mais para as próximas gerações.

Danilo Souza
Produto laboratorial da disciplina Gêneros Jornalísticos do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB


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