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O desflorestamento da floresta amazônica pelo homem influencia no aquecimento global

A floresta amazônica tem sido destruída gradativamente pelo ser humano. A derrubada dessa floresta é uma problemática existente de forma ameaçadora à humanidade desde os anos 70. A partir de então só tem aumentado cada vez mais com o passar dos anos.

O aquecimento global são as mudanças climáticas ocorridas no planeta, que com o efeito estufa,  o dióxido de carbono (CO²), que demora milhares de anos para sumir da atmosfera, não consegue sair e fica concentrado na troposfera. Entretanto, isso não é o correto a se acontecer, pois o carbono devia ficar uma parte na troposfera e a outra voltar para o universo. Esse aquecimento ocorre por vários fatores, mas o principal e mais ameaçador, tem sido pelas ações humanas.

A Amazônia tem o cuidado mundial por conta do seu papel vital, como regular o clima absorvendo o carbono com fotossíntese e por regular tudo o que representa a ecologia global. O site Amazônia Protege, diz que essa floresta assegura uma grande influência no combate ao aquecimento global e as mudanças do clima mundial. Ela possui a maior bacia hidrográfica do mundo, com 5,5 milhões de quilômetros quadrados. Mas devido a sua devastação, a vida humana, animal e da natureza tem estado em risco a cada dia que passa. Sendo  que, na maioria das vezes isso é feito para criação de gado, que em contrapartida ao arrotar libera gás metano que acaba indo para a atmosfera. Ela também possui grandes riquezas naturais, como madeira, borracha, minérios e muitos outros, por isso boa parte dos países do mundo tem um grande interesse econômico nela.

Pesquisas feitas pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), revelam que o ano de 2022 teve a maior devastação de floresta nos últimos 15 anos, destruindo 303 km² da Amazônia Legal em fevereiro, e neste mesmo ano houve o aumento de 0,9% de liberações de CO² das energias fósseis, atingindo 36,8 bilhões de toneladas, indicou a Agência Internacional de Energia (AIE). A floresta amazônica sempre absorve mais carbono do que emitiu, transformando o CO² em moléculas orgânicas em seu crescimento e esse ciclo vivia em equilíbrio até a chegada das máquinas industriais, o desmatamento começou a se expandir e crescer em grande escala, de maneira alarmante.

A partir daí o ser humano começou a depender economicamente das indústrias que, em sua atividade, liberam vários gases prejudiciais para a humanidade, causando o aumento do aquecimento global. De acordo com relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima (IPCC), se continuarmos no mesmo ritmo que estamos, emitindo gases de efeito estufa, chegaremos à aumentar 1,5°C na temperatura terrestre em 2040, parece pouco, mas representa +2,7°C na cidade e +0,3°C no mar, a média da temperatura do planeta pode aumentar de 4°C à 7°C até o final do século, podendo desertificar a Amazônia, que é o pulmão mundial, como diz o Átila Iamarino (2023).

Nota-se que o desflorestamento da Amazônia influencia de forma direta no aumento do aquecimento global, trazendo prejuízos irreversíveis para a humanidade. De acordo com a CNN Brasil, a degradação da floresta amazônica pode expor o Brasil a um calor extremo com 40°C à sombra durante 7% dos dias do ano no final do século. Um estudo publicado pela revista científica Nature, prevê em uma simulação que caso a  Amazônia, uma floresta tropical úmida, migrar seu clima para um cerrado aumentaria a temperatura ambiente. Sendo assim, em média também aumentaria a temperatura na sombra cerca de 5°C. As florestas absorvem 16 bilhões de toneladas métricas de CO² durante todo o ano, podendo sim ser uma “solução” para as mudanças climáticas, mas feito isso, sem planejamento pode aumentar ainda mais a liberação de carbono no ar, além de vários outros impactos negativos. O que pode ser feito é a busca de uma vida mais sustentável que menos agrida e libere menos gases poluentes para a nossa atmosfera.

Ana Almeida e Isadora Gomes 
Produto laboratorial da disciplina Gêneros Jornalísticos do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB


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