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Desafios da APAE na comunidade jitaunense

por: Edicley Mota e Jaqueline Reimão

Vanusa Andrade Farias em seu gabinete. Foto: Edicley Mota

 

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) desempenha um papel fundamental na promoção da inclusão e do bem-estar de pessoas com deficiência intelectual e múltipla na comunidade jitaunense. No entanto, embora haja um crescente reconhecimento da importância do trabalho realizado pela APAE, a organização enfrenta desafios significativos no cumprimento de sua missão. Iremos explorar alguns desses desafios enfrentados pela APAE na comunidade brasileira, destacando a necessidade de superá-los para garantir uma sociedade mais justa e inclusiva para todos os indivíduos com necessidades especiais. A entrevistada é Vanusa Andrade Farias, diretora e coordenadora pedagógica da APAE de Jitaúna.

 

EXTRA!Ordinário: Como você descreve suas principais funções como coordenadora da APAE?

Vanusa Andrade Farias: Estou aqui como Diretora. Quando recebi a proposta para vir para a APAE a Secretaria me passou que precisávamos de uma diretora com um olhar pedagógico. Então, como eu era coordenadora fui convidada para ser também diretora da APAE. Estar na APAE como coordenadora tem feito a gente ir em busca de como vamos acrescentar na vida desses meninos, o que levar para eles, o que trabalhar, como fazer com que eles se envolvam mais trabalhando a questão da coordenação motora, cognitiva, afetiva e todas essas atividades que precisamos trabalhar o resto da vida, e para eles, mais ainda. Então, eu tenho feito esse trabalho com as professoras, um trabalho pedagógico envolvendo as habilidades na vida deles.

 

EXTRA!Ordinário: Como tem sido sua experiência como coordenadora e diretora da APAE?

Vanusa Andrade Farias: Estar como coordenadora da APAE tem sido algo maravilhoso, um presente realmente de Deus, porque eu vinha de uma função nas escolas como coordenadora de educação infantil e estar na APAE foi realmente um desafio, no qual fui procurar ler e entender como funcionava a APAE. Então, entendi que estar na APAE como coordenadora era justamente tentar fazer com que os meninos fossem envolvidos de uma forma lúdica e dinâmica em diversas atividades, porque seria inútil trazermos os meninos da escola regular e chegar aqui nós os colocarmos somente para riscar ou para se alimentar e ir embora.

 

EXTRA!Ordinário: Quais os principais serviços oferecidos na APAE de Jitaúna atualmente?

Vanusa Andrade Farias: Os serviços são o acolhimento, com duas professoras onde trabalhamos com atividades lúdicas e temos a sala de fisioterapia.

 

EXTRA!Ordinário: Como funciona a relação da APAE e as escolas regulares? São as escolas que buscam a APAE?

Vanusa Andrade Farias: As escolas orientam algumas mães sobre a APAE, então recebemos estes meninos e mostramos às mães o que a APAE tem a oferecer. Entretanto, a APAE também busca as escolas sobre a questão da inclusão e o acolhimento, por exemplo, de crianças com autismo. A APAE precisa primeiramente saber como é a rotina dessa criança na escola, o que ela faz lá, pois na APAE não vamos seguir a linha desta escola, não ensinaremos as disciplinas, as habilidades [trabalhadas] são outras. Então, somos envolvidos através de projetos e tentamos conhecer a vida do aluno na escola.

 

EXTRA!Ordinário: Há uma necessidade de mais serviços dentro da APAE. Como foi a implementação e desenvolvimento do setor de fisioterapia?

Vanusa Andrade Farias: Quando eu cheguei aqui já tinha o serviço de fisioterapia, que não foi por mérito da prefeitura, foi mérito da própria presidente da APAE. A prefeitura entra com o pagamento do profissional. Temos outras funções que infelizmente não foram atendidas, falta sensibilidade dos profissionais para nos atender.

 

EXTRA!Ordinário: Quais são as principais dificuldades dos profissionais da APAE com a pessoa com deficiência e com a estrutura do local?

Vanusa Andrade Farias: As dificuldades são gigantes, como por exemplo, na APAE tivemos uma pequena reforma, em que onde relataram que no ano passado estava bem destruído aqui, e durante esta reforma, nós tínhamos engenheiros e pedreiros. Pedimos a construção de rampas nos banheiros para poder ajudar os meninos, questão de iluminação. Infelizmente pedimos, políticos vieram, porém, ainda nada foi feito. O banheiro é fundamental e é um grande problema que temos aqui. Temos de 30 a 35 crianças com deficiência e pedimos este olhar sensibilizado das pessoas com a APAE. Temos sonhos como a criação de uma sala de informática, porém temos esses desafios de suporte. Entretanto, as pessoas vêm até a APAE para os serviços de fisioterapia.

Produto laboratorial da disciplina Gêneros Jornalísticos do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB


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