A fotografia no jornalismo
por: Carolina Oliveira e Pedro Rodrigues

Helinho Sitos, fotojornalista. Foto: Carolina Oliveira
A palavra fotografia vem do grego e significa “gravar com luz”, foto, luz, e graphein, escrever, gravar. Desde que surgiu, a fotografia está presente nos mais diversos momentos da humanidade, seja registrando um aniversário simples ou a 2ª Guerra Mundial. É ela a responsável por eternizar e manter a memória viva ao longo do tempo, sobretudo no jornalismo, registrando e ilustrando aquilo que, muitas vezes, um texto não é capaz de expressar. Para falar sobre o tema, entrevistamos o fotojornalista Helinho Sitos que atua em Vitória da Conquista.
EXTRA!Ordinário: Helinho, para iniciar nossa entrevista, gostaríamos de saber como começou o seu trabalho como repórter fotográfico?
Helinho Sitos: Eu tenho uma relação muito próxima com a fotografia desde criança. Comecei a fotografar, na minha época, com as máquinas analógicas. Uma tia minha me deu uma câmera fotográfica descartável, colocava a máquina inteira para revelar e ganhava outra, o nome da marca era Sonora ou Love, se não me engano. E a outra câmera era uma Tequinha, que você acoplava um filme inteiro atrás dela, era bem pequenininha. Daí nasceu o meu amor pela fotografia.
EXTRA!Ordinário: Quais trabalhos você considera mais importantes para sua formação profissional?
Helinho Sitos: Não tenho como falar que eu tive um ou dois trabalhos mais importantes, porque na fotografia, principalmente na minha área que é o fotojornalismo, cada dia é uma novidade. O fotojornalismo é muito dinâmico, não se repete. Mas tenho minha preferência por uma determinada fotografia que eu gostei muito, foi em um show no Glauber Rocha, no Natal passado, 2022, uma mulher negra lindíssima dançando enquanto uma cantora se apresentava.
EXTRA!Ordinário: Em sua opinião quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelos fotógrafos?
Helinho Sitos: Para mim é a falta de reconhecimento. Às vezes as pessoas veem a fotografia e não sabem o trabalho que deu, quanto tempo o fotógrafo esperou pelo momento certo.
EXTRA!Ordinário: Para você, como a fotografia contribui para o jornalismo?
Helinho Sitos: Contribui totalmente. Eu acho que uma fotografia que ilustra um determinado texto dá um outro formato, uma outra direção para ele porque mostra aquilo que as palavras estão querendo dizer.
EXTRA!Ordinário: Em uma época em que o registro fotográfico se tornou tão comum, você acha que é preciso haver um preparo maior dos fotógrafos/fotojornalistas?
Helinho Sitos: Olha, eu acho que a técnica é importante, mas o olhar fotográfico é o mais importante, porque sem ele você não consegue capturar aquilo que está querendo mostrar. É uma junção.
EXTRA!Ordinário: Qual momento da história você considera como ponto de destaque da fotografia enquanto forma de transmitir informações?
Helinho Sitos: Eu acho que o momento mais importante talvez tenha sido o momento em que ela nasceu e conseguiu registrar no papel. Além da invenção da fotografia, tem a forma de reproduzir ela várias vezes, isso mudou o mundo. Jornais que antes eram só escritos ou com gravuras pintadas, passaram a mostrar aquilo que realmente estava acontecendo. Para mim, esse foi o maior marco da fotografia.

