Um menino, uma TV e um título inesquecível
Até os 6 anos, quando me perguntavam para qual time eu torcia, dizia “Sou corintiano”, entretanto isso era meio vazio e de pouca importância para um garoto que só queria soltar pipa e jogar bola. Mas alguns eventos mudaram essa percepção que eu tinha sobre o Corinthians e o futebol. Primeiro, no ano de 2012, veio a final da principal e mais importante competição da América Latina, a Libertadores. Em um jogo emocionante no estádio Pacaembu, vi pela TV meu time ser campeão pela primeira vez neste torneio tão importante e, por conta desse feito inédito, presenciei uma carreata, sim, uma carreata no interior da Bahia, por causa desta conquista. Ali percebi o quão sério e apaixonante era isso, mesmo sem saber algumas das regras do jogo.
Desse dia em diante comecei a perguntar para minha mãe as regras do futebol, só que ela não tinha tempo para essas coisas e me dizia: “Vai perguntar para seu tio Jorge”. E lá fui eu perguntar ao meu tio o que era tudo isso e ele me disse: “Pergunte ao João”. Com aquele famigerado sotaque paulistano, perguntei ao meu primo, que olhou para minha face e redigiu a seguinte aspas: “Não faço a mínima ideia”. Fiquei revoltado e pensei comigo mesmo: “Vou aprender na marra.”
Então lá fui eu aprender o que era esse tal de futebol, e, sinceramente, foi uma das melhores decisões da minha vida. Desenvolvi um sentimento de intensa paixão e fiz desse esporte um dos temas centrais no meu dia a dia. Passei a assistir a todos os jogos que passavam na TV. Bom, os de quarta à noite eu dormia com 20 minutos do primeiro tempo, mas enfim… As tardes de domingo se tornaram mais que especiais.
Você deve estar se perguntando: “Tá, Lázaro, mas e o Corinthians?” Bom, o Sport Clube Corinthians Paulista é um tema que, para mim, é impossível dizer em apenas uma crônica, porque o Corinthians é minha história, é minha vida e meu amor.

