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O retorno da violência política no Brasil

A polarização política da atualidade está desencadeando atos de violência
entre os cidadãos brasileiros, gerando até mesmo morte. Atos violentos envolvendo
política são acontecimentos que não eram repercutidos com notoriedade desde a
Ditadura militar no Brasil. Atualmente, com a eleição dos representantes
governamentais, principalmente à presidência, são registrados ataques hostis em
todo país devido às discordâncias entre os eleitores brasileiros, por causa dos
candidatos à presidência da República.
O termo violência política se manifestou novamente com o assassinato da
vereadora carioca Marielle Franco do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que
ocorreu em março de 2018. Marielle foi morta a tiros dentro do seu carro na Região
Central do Rio de Janeiro (RJ), quando voltava de um evento chamado “Jovens
Negras Movendo as Estruturas”, realizado no bairro da Lapa. A vereadora era
reconhecida pela luta em defesa dos direitos humanos, principalmente das
mulheres, da população negra e dos LGBTs. Sua morte culminou com vários
protestos em todo o país, e ainda hoje, serve de estímulo para novas
manifestações, com a pergunta que inquietam milhões de brasileiros “Quem
mandou matou Marielle?”.
Desde esse acontecimento, várias práticas violentas começaram a ocorrer no
país, uma delas foi em abril deste ano, no acampamento em apoio ao ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, em Curitiba (PR), no qual houve um ataque a tiros e duas
pessoas ficaram feridas.
Esta barbárie eclodiu mais ainda quando o candidato do Partido Social
Liberal (PSL) à presidência, Jair Bolsonaro, levou uma facada no abdômen durante
um ato de campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG). Este fato não só repercutiu na
imprensa brasileira como também na internacional, devido à popularidade do
candidato em apresentar projetos relacionadas ao combate à criminalidade e a
insegurança pública.
Recentemente, um episódio deplorável na política brasileira foi a morte do

mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, em Salvador (BA).
Romualdo, que apoiava Fernando Haddad, candidato do Partidera contra o
candidato Jair o dos Trabalhadores (PT), foi esfaqueado por um homem que
defendia Jair Bolsonaro, esse candidatoo mesmo após eles terem tido uma
discussão sobre política.
Ainda sobre os defensores de Jair Bolsonaro, a Pública (Agência de
Jornalismo Investigativo) fez um levantamento que contabilizou relatos de
agressões e ameaças do dia 30 de setembro até o dia 9 de outubro. Segundo esta
pesquisa, os apoiadores de Jair Bolsonaro realizaram pelo menos 50 ataques em
todo o país. Por outro lado, os eleitores do candidato do PSL, receberam 6
agressões.
Esses atos violentos durante um momento importante na decisão do futuro do
país são preocupantes para a população em geral, uma vez que, vivemos em um
regime democrático, no qual a liberdade de expressão e participação na política é
um direito e dever de todo cidadão. O uso de violência por razões políticas é
inadmissível, visto que, torna-se um insulto à democracia e fere direitos humanos.

Edilene Rocha
Produto laboratorial da disciplina Gêneros Jornalísticos do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB


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