Solitude

É comum que as pessoas se reúnam para fazer certas coisas, como ir ao bar, restaurante, festa ou cinema. Eu não gosto de bar ou festa, gosto de comer – só que isso não vem ao caso –, mas uma coisa que eu amo é ir ao cinema. Aí você pensa “Todo mundo vai ao cinema, é divertido”, e isso é normal. Claro que é, para mim também, o fato é que eu gosto de ir sozinho, e sempre achei natural, até o momento em que conversando com colegas sobre, descobri que eles acham isso muito incomum.
A partir disso comecei a pensar nas diferenças. Pensei também em convidar pessoas para irem comigo, pois fazia tanto tempo que fui ao cinema em grupo, que não me lembrava como era. As diferenças já começam no ato de convidar, pois sozinho posso fazer o meu horário, não preciso comer em um fast-food e nem discutir qual filme vamos ver.
Para mim, ir ao cinema não é um evento, é uma sensação. Vejo os filmes em cartaz, tenho vontade de levar os pôsteres para casa, sinto o cheiro da pipoca – mesmo que nem sempre eu a compre –, pago meu ingresso, entro na sala, vejo as cadeiras, escolho meu lugar – sempre numa fila do meio e no meio da fila –, olho para a tela enorme, ouço o bom som e dependendo do dia e horário tenho o filme só pra mim.
Pode até parecer egoísmo, ou que eu não goste de companhia, mas as vezes é bem mais simples estar só.

