UESB, Campus de Vitória da Conquista – BA, 23 de maio de 2026

Destaques


Onde a Economia pode te levar: Alguns exemplos
30 de abril de 2026

A formação em Economia possibilita múltiplos caminhos profissionais, que se constroem a partir das escolhas, interesses e oportunidades de cada egresso.

Esta seção tem como objetivo apresentar algumas das muitas trajetórias possíveis dos egressos do curso de Economia, buscando inspirar os estudantes atuais e mostrar a diversidade de caminhos profissionais construídos a partir da formação no curso.


    Édivo de Almeida Oliveira

Lattes: https://lattes.cnpq.br/1575175428603389

“Me chamo Édivo de Almeida Oliveira, sou economista e natural de Brumado (BA). No início de 2010, cheguei a Vitória da Conquista para iniciar um período de formação que duraria mais de uma década, começando com a graduação em Ciências Econômicas na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), prosseguindo com o mestrado em Economia e Desenvolvimento na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e se encerrando com o doutorado em Teoria Econômica na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Quando cheguei à tão querida “Suíça Baiana”, eu era um rapaz jovem e imaturo, proveniente de uma família com uma delicada realidade socioeconômica, para quem o sonho de, um dia, “cursar uma faculdade” parecia algo sobrejamente distante.

A vontade de cursar Economia não se originava apenas do anseio por experimentar alguma ascensão social, mas também da busca por respostas — ainda que parciais — aos questionamentos que atravessavam de forma muito particular a minha vida e da minha família, dentre as quais: por que existe tanta pobreza e miséria em um mundo em que há tanta abundância nas mãos de tão poucos?; por que há tanta desigualdade social?

O período da minha graduação foi, certamente, um dos mais desafiadores da minha vida, não tanto por dificuldades de natureza acadêmica, mas, sobretudo, pelas dificuldades de ordem financeira, que muitas vezes ameaçaram interromper minha permanência no curso.
Sempre que penso naqueles cinco anos, a maior certeza que tenho é que não conseguiria atravessá-los sem a generosidade dos meus professores de graduação. Muitos deles tiveram atitudes comigo que ultrapassaram — e muito — as já intensas atividades e responsabilidades típicas da docência. Todos os meus professores no curso foram extraordinários comigo, mas não posso me furtar de destacar a importância que tiveram alguns deles, não apenas na minha formação acadêmica, mas, sobretudo, na minha formação
humana. Dentre esses professores estão Gildásio, José Antônio, Delza, Fernanda, Longuinho e Josias. Nunca terei como agradecer suficientemente a generosidade, atenção e a paciência que tiveram comigo.

Sim, fiz a minha parte. Agarrei com diligência as oportunidades que me foram apresentadas e me dediquei ao máximo às disciplinas do curso. Entretanto, a falácia da “meritocracia” é desmontada em minha memória sempre que revisito o meu passado. Não tenho dúvidas de que sou produto de políticas pública — especialmente, daquelas que possibilitaram a expansão da universidade pública. Mas também sou fruto da generosidade que somente professores com forte orientação humanista poderiam oferecer aos seus alunos.

Atualmente, concluí meu estágio pós-doutoral no Instituto de Economia da UNICAMP, e estou assumindo um cargo de professor no Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ). Sei que tenho a obrigação moral de tentar seguir os passos desses professores que tanto me marcaram. Aprendi com os meus professores na UESB que olhar para alguém e enxergar o que essa pessoa pode vir a ser amanhã exige, ainda no presente, um nível de comprometimento e sensibilidade que a mera execução “fria” das atividades de ensino, pesquisa e extensão se mostra incapaz de alcançar. Encerro este breve relato da minha experiência de graduação incentivando aos meus professores a continuarem o belíssimo e tão comprometido trabalho que desenvolvem.

Um abraço afetuoso a todos.”


  Milena Neves de Oliveira

“Minha trajetória profissional começou na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, onde cursei Ciências Econômicas. Foi lá que tive meu primeiro contato com o mundo acadêmico e pude mergulhar nas disciplinas fundamentais da área, como macroeconomia, microeconomia, econometria e história do pensamento econômico. A base analítica que construí nesse período foi essencial para o meu desenvolvimento profissional.

Após a graduação, decidi continuar na trajetória acadêmica e ingressei no mestrado em Economia pela Universidade Estadual de Maringá. Durante esse período, fui bolsista da CAPES e desenvolvi pesquisa na área de economia da educação. O mestrado me permitiu aprofundar ainda mais os conhecimentos nas disciplinas centrais da economia e desenvolver habilidades analíticas importantes. Além disso, a experiência em uma região com um mercado de trabalho mais estruturado também ampliou minha visão sobre as diversas possibilidades de atuação profissional para economistas.

Em seguida, iniciei minha jornada no mercado corporativo ao ingressar na Deloitte, na área de Financial Advisory, com foco em Valuation e Modelagem Financeira. Durante esse período, participei de projetos de avaliação econômico-financeira em diferentes setores, além de trabalhos relacionados à alocação de preço de compra (PPA), testes de impairment e avaliação de ativos biológicos. Ao longo dessa trajetória, fui evoluindo na carreira, iniciando como trainee e posteriormente alcançando o cargo de Analista 3.

Atualmente, atuo na Atvos, como Analista Sênior de FP&A. Nessa função, trabalho principalmente com modelagem financeira e projeções (forecast), além de participar de estudos de viabilidade econômica, suportes a auditorias e projetos internos ligados à estratégia da companhia.

No dia a dia, também interajo com muitos economistas que atuam em diferentes áreas, como inteligência de mercado, M&A e análise de dados. Na minha percepção, a formação em Economia abre muitas portas e permite atuar em diversas frentes no mercado de trabalho.

Para quem está começando, deixo um recado: aproveitem ao máximo a formação acadêmica, busquem experiências práticas e deixem a curiosidade guiar vocês. O caminho é cheio de possibilidades.”


Leandra Pereira da Silva

Lattes: https://lattes.cnpq.br/6612472551146048

Ser economista sempre foi um sonho presente em minha trajetória. Quando me mudei para Vitória da Conquista, em meados de 2008, percebi que esse objetivo poderia se tornar realidade. Iniciei minha preparação para o vestibular e fui aprovada para a turma 2009.1 do curso de Ciências Econômicas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

O ingresso em uma universidade pública representou uma grande conquista pessoal, especialmente diante dos desafios enfrentados ao longo do meu percurso educacional, desde a alfabetização. Foram cinco anos de intensa dedicação, marcados por estudos, pesquisas, participação em eventos, produções acadêmicas e construção de vínculos que contribuíram significativamente para minha formação acadêmica e humana.

Minha atuação profissional já estava, em certa medida, delineada desde o ingresso no curso, devido à minha vivência/militância juntos aos movimentos populares e organizações do campo. No entanto, foi a formação em Ciências Econômicas, concluída em 2014, Turma Ceteres Paribus, que possibilitou a consolidação da minha atuação como economista voltada às organizações da sociedade civil.

Em se tratando da minha trajetória acadêmica, ela inclui ainda a Especialização em Gestão Pública Municipal pela UESB (2019) e o Mestrado Profissional em Planejamento Territorial pelo PLANTERR/UEFS. Tanto na graduação quanto nos cursos de pós-graduação, sempre me debrucei sobre temáticas que pudessem contribuir com minha atuação profissional junto às organizações, resultando na produção de trabalhos publicados em periódicos, eventos e livros.

Atualmente, atuo como economista (CORECON nº 6443) no Centro de Convivência e Desenvolvimento Agroecológico do Sudoeste da Bahia (CEDASB), organização da sociedade civil com sede em Vitória da Conquista, onde sou sócia e integro o Núcleo de Articulação Institucional (NAIC). Tenho acumulado experiência profissional nesse segmento, especialmente nas áreas de gestão e coordenação de projetos, bem como em consultoria econômica, com atuação voltada principalmente para os seguintes temas: organizações da sociedade civil (OSC), economia popular e solidária, elaboração de projetos, gestão pública, trabalho, desenvolvimento econômico, planejamento territorial, tecnologias sociais e convivência com o semiárido.

Além disso, sou sócia da empresa Assessoria e Serviços Contábeis e Econômicos Ltda (ASCONTE), especializada em assessoria contábil e econômica para associações e cooperativas, que também são organizações da sociedade civil.

Trata-se de um segmento que envolve OSCs, fundações, associações e cooperativas, organizações sem finalidade lucrativa que demandam constante otimização de recursos e uma gestão eficiente. Nesse contexto, meu papel como economista tem sido assessorar essas organizações em seu planejamento estratégico, elaborar projetos e captar recursos, bem como monitorar seus impactos na vida das famílias atendidas. Ademais, também assessoramos grupos produtivos de agricultores e agricultoras no âmbito da economia popular e solidária, visando à promoção do trabalho digno, geração de renda e sustentabilidade desses coletivos.

A construção dessa trajetória evidencia as diversas possibilidades de atuação profissional proporcionadas pelo curso de Ciências Econômicas da UESB, especialmente nos campos das políticas públicas, das organizações sociais e do desenvolvimento territorial — áreas que demandam profissionais capacitados e comprometidos com o desenvolvimento socioeconômico dos territórios. Nesse sentido, minha experiência busca contribuir para esta Coletânea promovida pelo Colegiado do Curso de Ciências Econômicas, ao demonstrar, de forma concreta, as oportunidades de inserção no mercado de trabalho e o papel do economista na promoção do desenvolvimento social e econômico a partir das OSCs.

Assim, este relato reforça a importância da formação acadêmica na consolidação de uma atuação profissional comprometida com a transformação social, alinhando-se ao propósito do Colegiado de valorizar e dar visibilidade às trajetórias dos egressos e, quem sabe, inspirar estudantes e futuros profissionais que serão formados no curso.”


Leone Gomes Silva

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4427450050678536

A trajetória que me trouxe até aqui não pode ser contada apenas em títulos ou datas; ela é, antes de tudo, o resultado de inquietações, escolhas e persistências que foram se acumulando ao longo do tempo. 

Minha formação em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) representou o primeiro passo concreto na construção de um olhar mais atento sobre as coisas ao meu redor. Foi ali que comecei a compreender que a economia não se limita a números ou modelos, mas se revela, sobretudo, nas dinâmicas sociais, nas desigualdades e nas possibilidades de transformação. 

Durante a graduação, entre salas de aula, monitorias e vivências no Centro Acadêmico Celso Furtado, fui aprendendo que o conhecimento também se constrói coletivamente, com base no debate, na escuta e na troca. O meu orientador, o professor Marcos Antônio Tavares Soares agregava também todas essas características, o que só impulsionou a minha jornada. Essa experiência moldou não apenas minha formação acadêmica, mas também minha forma de enxergar o papel do economista na sociedade. 

Ao ingressar no mestrado em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), sob orientação do professor Guilherme Jonas Costa da Silva, aprofundei esse olhar, direcionando meus estudos para temas que me inquietam: A complexidade econômica, a distribuição de renda e os caminhos do desenvolvimento. Minha dissertação buscou compreender, a partir de uma análise empírica dos estados brasileiros, como a sofisticação produtiva se relaciona com a desigualdade, em um esforço de traduzir em evidência, questões que atravessam a realidade do país. 

Atualmente, como doutorando em Teoria Econômica pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), sigo investigando essas mesmas inquietações, agora com novas ferramentas e perspectivas. Sob orientação da professora Elisangela Luzia Araújo e coorientação do professor João Paulo Carvalho, tenho buscado avançar na compreensão das relações entre complexidade, conhecimento, inovação e distribuição de renda, mantendo sempre como horizonte a construção de um desenvolvimento mais inclusivo.

Paralelamente à trajetória acadêmica, minha experiência profissional tem sido marcada pela atuação com manipulação de dados, planejamento, bem como análise financeira e econômica. Desde as atividades desenvolvidas na Coordenação de Planejamento Institucional da UESB, como estagiário, até minha atuação atual no Fundo Nacional de Saúde como Analista de Requisitos Econômicos, Financeiros e Políticas de Saúde, venho trabalhando na interface entre teoria e prática, utilizando ferramentas quantitativas para contribuir com a compreensão e o aprimoramento de políticas públicas. 

Olhar para trás é perceber que cada etapa, da formação técnica ao doutorado, dos primeiros estágios às responsabilidades atuais, compõe um percurso que ainda está em construção. Mais do que um caminho linear, trata-se de um processo contínuo de aprendizado, movido pela curiosidade, pelo compromisso com o conhecimento e pelo desejo de compreender, e, de alguma forma, transformar a realidade que nos cerca. 

Se há algo que essa trajetória me ensinou, é que a economia ganha sentido quando se aproxima das pessoas. E é nessa interseção, entre a teoria e a vida de fato, que sigo construindo meu percurso. 

Leone Gomes-Silva, Brasília – DF, 15 de abril de 2026.”

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