Editorial - Edição 09

Pós-Graduação

Pesquisa, inovação e desenvolvimento rural na Pós-Graduação em Agronomia

por Afonso Ribas

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A Uesb está inserida em uma região com forte vocação agrícola e industrial, caracterizada, principalmente, pela sua diversidade de biomas, que possibilita a existência de polos agrícolas e florestais relevantes no cenário econômico estadual e nacional. Com a implantação do Programa de Pós-Graduação em Agronomia (PPGA), em 2002, no campus de Vitória da Conquista, concebido a partir da compreensão das particularidades e potencialidades agrícolas regionais, a Universidade passou a contribuir de maneira significativa para a formação de profissionais altamente capacitados para propor e executar políticas e projetos de desenvolvimento rural no Sudoeste da Bahia e no Norte de Minas Gerais, de forma a aperfeiçoar e desenvolver novas tecnologias e difundir o conhecimento científico produzido no meio acadêmico.

O Programa de Pós-Graduação em Agronomia forma profissionais capacitados para propor e executar políticas e projetos voltados ao desenvolvimento rural.

O PPGA surgiu com objetivo de formar docentes, pesquisadores e profissionais especializados nas ciências das plantas e do ambiente, destacando-se por ser o primeiro Programa stricto sensu da Uesb e da região Sudoeste, em nível de Mestrado, e o segundo dessa área a ser criado na Bahia. “Com a implantação do PPG em Agronomia, houve um incentivo para que os demais cursos também buscassem a implantação de mestrados e isso contribuiu para que houvesse uma expansão da Pós-Graduação na Uesb”, afirma o professor Alcebíades Rebouças, coordenador do Programa.

A atuação efetiva dos corpos docente e discente em busca do desenvolvimento e da consolidação do Programa possibilitou a elevação do conceito do curso de Mestrado, com área de concentração em Fitotecnia, de 3 para 4, na avaliação trienal 2007-2009 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Já em 2011, foi aprovada, junto ao Comitê Técnico Científico (CTC) da Capes, a proposta de implantação do curso de Doutorado em Agronomia, que iniciou suas atividades em 2012, também com conceito 4.

Atualmente, o Programa conta com mais de 70 discentes, entre mestrandos e doutorandos e, ao longo dos seus 15 anos, já foram formados cerca de 150 profissionais. “Os mestres e doutores formados pelo Programa têm obtido aprovações como docentes e pesquisadores em instituições federais e estaduais de ensino técnico-superior e também em instituições privadas. Aqueles que já possuíam vínculo de trabalho com organizações ligadas à agricultura, por sua vez, continuaram no exercício profissional, implementando ações de pesquisa e inovação em seus respectivos campos de atuação. Além disso, vários mestres continuaram a formação em outros programas de doutorado na área de Fitotecnia em diferentes universidades do país, demonstrando a qualidade dos nossos egressos, que está diretamente ligada, também, à qualidade do Programa”, comenta Rebouças.

A doutoranda Rayka Kristian Alves Santos iniciou sua trajetória no Progrma em 2013, como aluna do Mestrado. Ela foi aprovada em duas seleções para Pós-Graduação, mas decidiu vir para a Uesb, pois a área de concentração do Programa era exatamente aquela com a qual gostaria de trabalhar. “O Programa tem um papel muito importante para mim, pois me ajudou a firmar a vontade de entrar na vida acadêmica. Desde nova, gostaria de ser professora, e a entrada na pós e o conhecimento de professores reconhecidos e bem-sucedidos nas suas áreas só aumentaram a certeza que eu quero lecionar na academia”, ressaltou Santos.

Ao todo, o PPG Agronomia possibilita a formação em quatro diferentes linhas de pesquisa: Fisiologia da Produção Vegetal e Nutrição de Plantas; Fitossanidade de Plantas Cultivadas e Monitoramento Ambiental; Melhoramento Genético Vegetal; e Propagação e Manejo Cultural de Plantas. Diversos laboratórios dão suporte às ações de pesquisa efetuadas pelos alunos e professores. Além disso, o Programa conta ainda com um campo agropecuário, utilizado como área experimental, que possibilita a instalação dos projetos de pesquisa das dissertações e teses, com infraestrutura contendo sistemas de irrigação, máquinas e implementos agrícolas e pessoal técnico especializado.

O discente Caio Jander Logueira Prates, que realiza pesquisa sobre a utilização de fungos micorrízicos na cultura da mandioca, iniciou recentemente o curso de Doutorado e já considera que o Programa terá um papel importante na sua carreira como profissional e pesquisador. “Sendo a Uesb uma das principais referências no campo da Agronomia aqui na Bahia, eu a vejo como uma porta de entrada para podermos construir uma carreira sólida por meio do trabalho de pesquisa”, disse.