Editorial - Edição 09

Pós-Graduação

Preservação do Cerrado e da Caatinga se destaca no Mestrado em Ciências Florestais

por Juliana Silva

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Desde 2014, o campus de Vitória da Conquista, oferece o curso de Mestrado em Ciências Florestais, com área de concentração em manejo e produção florestal. Pioneiro na Bahia, o Programa de Pós-Graduação nasceu com o intuito de buscar alternativas para estimular a produção do setor florestal na região de influência da Universidade, baseadas nos preceitos de conservação e racionalidade no uso dos recursos naturais.

Nesse sentido, de acordo com a coordenadora do Programa, professora Patrícia Bittencourt, o Mestrado tem como um dos principais objetivos contribuir para o desenvolvimento regional, formando profissionais habilitados a desenvolver métodos e estratégias para fomentar os processos produtivos e o manejo dos recursos florestais, particularmente nos Biomas Cerrado e Caatinga. “No interior da Bahia, assim como em todo o Nordeste, os problemas gerados pela crescente demanda por produtos e subprodutos de origem florestal vêm criando situações críticas para os recursos florestais no estado. Frente a essa real demanda de produtividade, torna-se evidente que o curso de Mestrado em Ciências Florestais da Uesb constitui um importante instrumento para o desenvolvimento científico e tecnológico do setor florestal na região”, explica a docente Patrícia Bittencourt.

Formar profissionais habilitados a desenvolver métodos e estratégias para fomentar os processos produtivos e o manejo dos recursos florestais é um dos objetivos do Mestrado em Ciências Florestais da Uesb.

Promover a integração entre discentes do Programa e os alunos da Graduação em Engenharia Florestal da Uesb é outra proposta do Mestrado, como esclarece a professora Patrícia Bittencourt: “buscamos a integração por meio de pesquisas e ensino supervisionado. Assim, contribuímos para o fortalecimento das atividades laboratoriais, com a melhoria da estrutura para aulas práticas e para a manutenção dos equipamentos e material de consumo”.

Essa integração incentiva que os alunos do curso de Engenharia Florestal se interessem pelo Mestrado e deem prosseguimento às atividades acadêmicas. É o caso de Juliana Messias, que foi discente da primeira turma do Programa. “Optei por fazer esse Mestrado por conhecer a instituição de ensino, confiar no corpo docente e ter afinidade na linha de pesquisa”, destaca.

A egressa contou ainda que o Mestrado ampliou a sua visão acadêmica, de pesquisa e extensão e, além disso, trouxe outras perspectivas. “Após a conclusão do curso, segui a atividade de docência e, atualmente, fui convidada para ser revisora de uma revista da área florestal. Este convite veio depois da submissão de um artigo que fez parte da minha dissertação do Mestrado”, afirma Juliana Messias.

Ainda segundo a coordenadora, apesar do seu curto tempo de funcionamento, o Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais já é uma referência no que diz respeito às pesquisas sobre recursos florestais da região Nordeste e, particularmente, da região do Semiárido. “Considero o Mestrado uma oportunidade singular de aprofundamento da expertise de profissionais da área de Ciências Agrárias, especialmente de nossos egressos da graduação, no que tange, principalmente, às soluções de problemas e demandas regionais”, afirma a professora.

Essa característica tem atraído pesquisadores de diversos lugares do Brasil, como a engenheira florestal Ariane Oliveira, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Os fatores preponderantes na escolha pela Uesb foram seu viés de pesquisa muito interessante e diferente do que presenciei na minha graduação e a interação professor-estudante, que auxilia na construção de projetos diferenciados”, comenta Oliveira.

Ela, que está com o Mestrado em andamento, destaca também que realizar o curso está sendo muito importante para sua vida profissional. “Fazer o Mestrado está sendo muito gratificante, pois estou tendo contato com pesquisadores de várias áreas e instituições e isso me fez enxergar novas possibilidades de atuação”, ressalta a mestranda.