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Ações da Uesb contribuem para qualidade alimentícia da população

Extensão

Uma série de ações de extensão vem sendo realizadas pela Uesb no Quilombo de Thiagos, em Ribeirão do Largo

Acesso a uma alimentação saudável e de qualidade é uma das necessidades básicas mais importantes na vida de qualquer pessoa. Nesse sentido, a Uesb tem buscado contribuir com a sociedade na garantia da segurança alimentar e no combate a fraudes alimentícias por meio de suas atividades de pesquisa e extensão.

Exemplo disso são as ações desenvolvidas pelo projeto de extensão “Quintais Produtivos”, idealizado pelo professor Ronaldo Vasconcelos, coordenador do Laboratório Experimental de Avicultura, campus de Itapetinga. A iniciativa auxilia na capacitação técnica dos criadores de aves caipira da comunidade quilombola de Thiagos, em Ribeirão do Largo.

Ação de entrega do projeto “Quintais produtivos”

Além de assessorar tecnicamente os participantes e disseminar o material genético avícola desenvolvido há mais de 20 anos na Universidade, o projeto desmistifica informações relacionadas ao manejo de aves produzidas em quintais. Isso porque é comum a circulação de informações de que os ovos e carne de frango não devam ser lavados.

No entanto, é preciso especificar, segundo Vasconcelos, que essa recomendação está se referindo a avicultura industrial. “Ovo ou carne de frango caipira, se não for devidamente higienizado, pode ser fonte de transmissão de salmonella ou eimeria, que pode afetar, seriamente, a saúde, principalmente, de crianças, grávidas, idosos e adoentados”, alerta Vasconcelos. Dessa forma, no projeto, é ensinada a maneira correta de higienizar o espaço, a manutenção das aves e os produtos derivados dela.

Além disso, o professor frisa um aspecto importante dessa ação: o acesso à proteína do ovo. “O ovo é a principal proteína do brasileiro e a mais barata. Então, quanto maior o consumo dela, melhor para a segurança alimentar de uma família”, destaca Vasconcelos.

Para Rose Mary Lima, moradora do quilombo, o projeto é fundamental para que os criadores tenham produtos de qualidade e com procedência, além de garantir a alimentação saudável, agregar valor ao produto e, consequentemente, melhorar a renda das famílias. “Estamos começando do zero. Isso nos dá a segurança de produzir alimentos saudáveis, no caso das aves, combater as doenças já existentes nas aves que têm por aqui, sem contar no leque de conhecimentos e aprendizados que o acompanhamento técnico nos trás”, enfatiza Lima.

O Laboratório de Processamento de Leite e Derivados é um dos espaços na Uesb que investiga fraudes alimentícias

Cuidado com produtos falsos

Quando assunto é alimentação, outro ponto que merece cuidado é a fraude alimentícia, uma preocupação crescente que está diretamente ligada à saúde pública. A professora Sibelli Ferrão, coordenadora do Laboratório de Processamento de Leite e Derivados, em Itapetinga, pesquisa fraudes em leite há, aproximadamente, seis anos.

As principais fraudes em leite ocorrem quando, propositalmente, há adição de água, desnate indevido antes da chegada à indústria de beneficiamento e adição de algum componente, tratando-se de um problema de saúde pública, pois interferem na qualidade do alimento e tornam-se um risco à segurança alimentar.

A pesquisa produzida na Uesb é aliada no combate à falsificação de produtos alimentícios.

Existem diversas técnicas para detecção de fraudes. Na linha de pesquisa trabalhada por Ferrão, são usados equipamentos de Espectroscopia no Infravermelho que se enquadram na chamada “Tecnologia Limpa”, ou seja, são de alta precisão e não demandam preparo de amostras com uso de reagentes, produzindo resultados em fração de segundos.

De acordo com a professora, as amostras podem ser lidas de maneira direta nos equipamentos, com economia de tempo e de custo, sem a necessidade de pré-preparo, proporcionando a análise de múltiplos componentes que refletem as variações ocorridas nos aspectos fisico-químicos, texturais ou de composição. Assim, é possível identificar as mais diversas fraudes, baseadas no conhecimentos dessas diferenças entre as matrizes alimentares.

Ferrão ainda ressalta que a “rapidez e precisão dessas respostas podem indicar os resultados no mesmo dia, o que auxilia, de maneira significativa, a indústria em seu controle de qualidade, bem como a segurança dos alimentos que se encontram disponíveis para a venda ao consumidor”.

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