Graduação

As diversas possibilidades do curso de Jornalismo

por Patrick Moraes

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O trabalho de contar o cotidiano exige técnica e um olhar apurado. Nesse sentido, em 1997, o curso de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, foi criado na Uesb, no campus de Vitória da Conquista. Voltado para a formação de profissionais que pensam o jornalismo como um instrumento de transformação social, em 2017, a graduação passou a se chamar apenas Jornalismo.

Informações básicas

Criação: 1997
Modalidade: Bacharelado
Campus: Vitória da Conquista
Duração mínima: 8 semestres

Ao longo do curso, o estudante aliará as teorias básicas com várias disciplinas práticas, que envolvem telejornalismo, impresso, fotojornalismo, radiojornalismo e jornalismo digital, entre outros. “A base curricular é atual e atende a todas as demandas essenciais para a formação do jornalista. Aqui, o discente tem a oportunidade de experimentar, na prática, as teorias aprendidas em sala”, explicou o professor Rubens Sampaio, coordenador da graduação.

Com mais de 550 profissionais formados na Universidade, a graduação mostra que o mercado de trabalho é amplo, indo da atuação jornalística  no meio impresso, digitais, televisivo e de rádio, até às assessorias de comunicação. Além disso, a inovação faz com que novos espaços sejam criados para atuação desses profissionais. É o caso de Emilaine Vieira, jornalista formada em 2011 na Uesb, ela encontrou seu espaço em um nicho pioneiro do mercado: o branded contente.

A inovação faz com que novos espaços sejam criados para atuação dos alunos formados no curso de Jornalismo.

Presente na construção do estúdio da Abril Branded Content (ABC), lugar em que trabalha hoje, Vieira conta que a área é a principal tendência do jornalismo mundial, produzindo conteúdo premium para anunciantes, por meio de matérias, vídeos, posts em redes sociais, infográficos e diversos outros formatos. A ideia é conquistar a atenção do público por meio de um conteúdo que promova diálogo em torno dele. “Além de ensinar técnicas, a graduação levantou questões sobre o dever do jornalismo com o público. Acredito que, principalmente na área de branded content, onde as fronteiras entre o jornalismo e a publicidade são menos claras, é essencial a formação acadêmica. Ela colabora com o desenvolvimento da consciência ética, possibilitando um trabalho coerente e responsável”, avaliou Vieira.

Além da atuação jornalística

A formação do pesquisador em Jornalismo também é contemplada pelo curso na Universidade. Hoje, a graduação conta com núcleos de pesquisa estruturados, desenvolvendo uma série de investigações de forma interdisciplinar. Entre eles, o Núcleo de Pesquisa em Jornalismo (NPJor); o Núcleo de Estudos sobre Sustentabilidade e Políticas Públicas (Nespp); o Narrativas, Formação e Experiência (Naforme); e o Núcleo de Estudos de Comunicação, Culturas e Sociedades (Neccsos).

Atualmente, cinco professores da Uesb são ex-alunos da graduação, ministrando aula tanto no curso, quanto na área de Cinema e Audiovisual. “Até aqui, temos logrado êxito, pois, além da inserção no mercado de trabalho, temos formado também professores que têm servido à própria Instituição”, observou Sampaio.

Exemplo de ampliação da sua atuação por meio da academia e do fazer jornalístico, Euclides Mendes acredita que a formação acadêmica auxiliou no processo de atuação como jornalista. Membro da primeira turma do curso, Mendes atuou em alguns veículos de Vitória da Conquista e, em 2008, entrou para a redação da Folha de São Paulo. Durante o tempo em que esteve no Jornal, ele foi redator, editor e repórter colaborador.

Paralelo a esse processo, Mendes deu sequência à pós-graduação, por meio de suas pesquisas. Hoje, o jornalista já concluiu o Mestrado em Jornalismo, na Universidade de São Paulo (USP), bem como o Doutorado em Cinema, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Desde a graduação, percebia que a formação de um jornalista não deveria se limitar às aulas e exercícios na faculdade. Um jornalista é mais do que um repórter, redator ou editor. É um observador participante, para usar uma expressão da antropologia, que deve, sim, ter uma sólida e múltipla formação humanista, seja como leitor, ouvinte ou espectador”, apontou Mendes.