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Caale: um espaço democrático para o conhecimento de novas línguas

Extensão

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O caminho a ser percorrido pelo aluno durante a graduação é pautado pelos três pilares que a universidade proporciona: o ensino, a pesquisa e a extensão. Pensando nisso, em 2002, foi criado na Uesb um espaço laboratorial de línguas. Posteriormente, em 2003, compartilhando a ideia de muitas universidades de introduzir centros de aprendizagem de línguas estrangeiras, o projeto foi ampliado para o Centro de Aprendizagem Autônoma de Línguas Estrangeiras (Caale). Atualmente, o Laboratório se destaca como um dos três centros de autoacesso de aprendizagem de línguas do país.  O espaço fica localizado no módulo de laboratórios Professora Amélia Barreto de Souza, no campus de Vitória da Conquista.

O Caale é um espaço da Uesb que é referência para o ensino e a aprendizagem de línguas estrangeiras.

Vinculado ao Departamento de Estudos Linguísticos e Literários (Dell), o Centro tem como objetivo incentivar os alunos a terem uma aprendizagem independente de algumas Línguas Estrangeiras oferecidas pelo Departamento. Por meio de atividades selecionadas e sugeridas mensalmente pelos discentes do curso de Letras Modernas, o Laboratório também oferece a oportunidade desses alunos vivenciarem, para além da sala de aula, o que aprendem teoricamente nas disciplinas direcionadas à Língua Estrangeira, como a escrita, a tradução de textos, a expressão oral e a linguística aplicada à Língua Estrangeira. “O período na sala de aula não é o momento de se aprender uma língua estrangeira. Você precisa trabalhar a fala, a escrita, a compreensão auditiva, a leitura, a parte da estrutura da língua. Se o aprendiz não estiver disposto a buscar atividades autônomas, é claro que o seu desempenho será mais lento. O Laboratório é mais um recurso que o aluno tem, juntamente a toda tecnologia disponível hoje, como a internet, que nos traz ferramentas múltiplas para a aprendizagem”, destaca a professora Sueid Fauaze, atual coordenadora do Caale.

Ainda segundo a docente, um espaço destinado a esse tipo de conhecimento é uma referência para a Universidade e uma oportunidade para os discentes, os professores e os funcionários da Instituição, bem como para a comunidade externa, visto que, em tempos de ampla concorrência no mercado de trabalho, faz-se necessário uma maior familiaridade com idiomas estrangeiros. Por isso, no Centro, são desenvolvidas atividades que correlacionam o estudo de outras línguas com as situações do cotidiano. Para participar dessas atividades, os participantes não precisam ter conhecimento ou domínio da língua estrangeira, o que torna o espaço de conhecimento acessível a todos.

O Centro disponibiliza, continuamente, três atividades de extensão: o Projeto Communication Café, o Projeto Singing Along e o Curso L’Atelier de Français. Com o objetivo de criar oportunidades para a prática da oralidade na língua inglesa, o projeto Communication Cafe foi criado em 2014. Aberto a alunos, professores, funcionários da Uesb e pessoas da comunidade externa, uma de suas principais características é a oportunidade de gerar um lugar de bate-papo gratuito, em Língua Inglesa, no ambiente acadêmico. “Durante os encontros semanais, são discutidos temas do dia a dia, que estejam interligados com os países que têm a Língua Inglesa como idioma oficial, sugeridos pelos próprios alunos. São trabalhados textos de artigos científicos, vídeos, músicas. Ao final, cria-se uma dinâmica, quando será praticada a capacidade auditiva e oral”, afirma a professora Clarissa Silva, atual coordenadora do projeto.

Atividades esporádicas do Caaele

Ao longo de sua existência, o Laboratório promoveu diversas atividades esporádicas, como o “Inglês Básico para Garçons e Garçonetes”, que desenvolveu um trabalho dinâmico e prático da Língua Inglesa, direcionado a esses profissionais; o projeto “Francês pela Arte”, que tinha como proposta o ensino da Língua Francesa pela arte; o projeto “Libras: o idioma que vê”, que formou tradutores/intérpretes de Libras; os ciclos de Palestras sobre Ensino e Aprendizagem de Língua estrangeira, que discutiu aspectos modernos da aquisição e desenvolvimento da linguagem; o curso Reading in English, pelo qual os alunos foram capacitados para lerem textos de diversas áreas em Língua Inglesa; e o projeto Let’s Talk Culture, que abordou aspectos da cultura dos falantes de inglês que habitam nos Estados Unidos da América.

Criado em 2010, o projeto Singing Along tem como proposta promover a prática da Língua Estrangeira por meio da música. As reuniões ocorrem uma vez na semana, com duração de uma hora. A cada encontro, a Língua Inglesa ou a Língua Francesa é trabalhada, por meio de canções dos mais variados estilos, abordando aspectos da língua alvo do dia, sempre com a participação de um professor convidado. Cursando o sétimo semestre do curso de Letras Modernas, o estudante Rodrigo Barreto começou a participar dos encontros do Singing Along há 4 anos. Ele ressalta o quanto o projeto tem lhe auxiliado, principalmente na graduação. “Como graduandos, muitas vezes nós pensamos que a universidade é só a sala de aula, e não é. Existem vários projetos dentro dela, e o Caale faz questão de propagar os seus. Os professores não param, estão sempre inovando. Nós precisamos praticar e se você consegue fazer isso de uma maneira divertida, é muito melhor”, afirma Barreto.

Objetivando integrar as quatro habilidades do Francês, o curso L’Atelier de Français surgiu em 2015 na modalidade Iniciante 1. Com uma proposta de ensino da língua-alvo a partir de materiais didáticos, o curso mantém um diálogo permanente com os participantes, integrando atividades didáticas e gêneros textuais. A cada reunião, são executadas atividades de compreensão oral e escrita, por meio de algumas ferramentas, como poesias, entrevistas, artigos, com um enfoque intercultural, possibilitando aos participantes uma melhor compreensão da cultura francesa. A advogada Louise Campelo participa dos encontros desde 2015. Para ela, a iniciativa da Instituição em proporcionar à comunidade externa a oportunidade de conhecer e participar de projetos como esse é um diferencial. “Procurei o Centro por interesse em cursar Francês. Além do enriquecimento pessoal, acrescenta muito ao currículo. É maravilhoso poder contar com um ensino de qualidade, de forma gratuita. É uma oportunidade ímpar”, finaliza Campelo.

 

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