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Projetos oferecem atendimento odontológico especial para crianças e jovens

Extensão

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Rafael Lucas Novaes, 20 anos, é portador da Síndrome Cri-du-chat, conhecida como miado ou choro do gato, que afeta o desenvolvimento neuropsicomotor. Ele é uma das pessoas atendidas pelo “Centro de Atendimento Odontológico Álvares de Freitas – Microcefalia”, espaço vinculado ao curso de Odontologia da Uesb.

IMG-20190414-WA0019 Rafael Lucas recebendo atendimento especializado pela equipe do “Centro de Atendimento Odontológico Álvares de Freitas – Microcefalia.

As ações do projeto extensionista, criado em 2017, visam disponibilizar atendimento odontológico e avaliação fonoaudiológica às pessoas com microcefalia e/ou com deficiência intelectual e síndromes genéticas, nascidas em Jequié e cidades vizinhas. Além disso, busca orientar os pais ou responsáveis quanto às funções do sistema estomatognático e seu crescimento craniofacial.

Em 2018, o projeto da Uesb iniciou atividades na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Jequié, com a realização da palestra “Promoção de Saúde Oral”. A equipe executora desenvolveu ações de escovação oral, distribuiu kits de higiene bucal e cadastrou pacientes para atendimento no Módulo de Odontologia. “Foi uma ação que causou um impacto muito positivo e enriquecedor tanto para os indivíduos quanto para seus familiares”, lembra a coordenadora do projeto, professora Maria da Conceição Andrade de Freitas, vinculada ao Departamento de Saúde 1.

Foi por meio dessa iniciativa que a mãe de Rafael, Rosângela Lucas dos Santos, conheceu o projeto. Ela, que também é presidente da Apae no município, conta que é muito difícil conseguir atendimento especializado para crianças e jovens com deficiência. Por isso, ela ressalta a importância do tratamento dado ao filho e aos outros assistidos pela Associação no projeto: “nossas crianças da Apae, com ou sem microcefalia, são atendidas pelos professores e alunos concluintes da Uesb. Eu vejo essa parceria da Universidade com a Apae mudando a realidade, pois melhora a vida das pessoas e facilita para mães e familiares”, enaltece a presidente.

Camila da Silva Novaes, que está no 10º semestre de Odontologia, foi bolsista do projeto. Ela conta que realizou visitas à Apae e ao Núcleo de Prevenção e Reabilitação Física de Jequié (Nuprej), oportunidades que proporcionaram intensa troca de conhecimento. “Pudemos conhecer as crianças e os pais, que mais tarde foram atendidos no Módulo de Odontologia. Os pais se mostraram imensamente gratos pela oportunidade e nós, participantes do projeto, gratos pela oportunidade de aprendizado”, comenta a discente.

O desenho como facilitador para a saúde bucal infantil

“O desenho infantil e práticas integrativas complementares como estratégia de repport previamente ao atendimento odontológico de crianças” é outro projeto vinculado ao Módulo de Odontologia da Universidade. A ação busca reduzir o estresse nos atendimentos odontológicos, estabelecer o vínculo e propiciar a acreditação por parte dos usuários dos serviços de saúde nos diversos processos terapêuticos.

“Desenhar é uma oportunidade de extravasar no papel aquilo que permeia a mente, tornar palpável um receio ou aflição, diminuindo a ansiedade de manter os medos apenas na mente. Com crianças, essa máxima não é diferente. Elas têm no ato de desenhar uma maneira de relaxar, de expor emoções que nem sempre conseguem verbalizar”, explica o coordenador do projeto, professor Nilton Cesar Nogueira dos Santos, do Departamento de Saúde 1.

Atendimento odontológico especializado para crianças com e sem deficiência é mais uma ação extensionista de impacto social da Uesb.

Com essa metodologia humanizada, lúdica e produtiva, segundo o coordenador, tem-se observado a melhora na aceitação e cooperação das crianças e seus pais ou seus responsáveis, pois torna os atendimentos bem próximos do universo infantil, melhorando suas necessidades no ponto de vista emocional.

O professor destaca que, por semestre, são cerca de 500 crianças atendidas. Numa ação itinerante, o projeto também atende crianças do Abrigo Infantil Malvina Costa, em Jequié. Lá, 22 crianças em situação de vulnerabilidade social, entre 0 e 12 anos, são atendidas.

A educadora social Maria Lúcia Santos Silva conta que o Abrigo Infantil tem parceria com o projeto há quatro anos. De acordo com ela, vários são os benefícios já percebidos em virtude da ação extensionista. “Muitas crianças chegam com problemas na dentição e recebem cuidados relacionado à saúde bucal, como flúor, obturações, extrações e até aparelhos nos dentes”, conta. Além disso, ela reforça que a ação, por meio das atividades lúdicas, proporciona alegria e descontração, mesmo diante da necessidade de tratamentos.

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