4 – Exposições Fixas

Padre Luiz Soares Palmeira

Luiz Soares Palmeira, conhecido como Padre Palmeira, está presente na memória de Vitória da Conquista e região graças à sua grande contribuição na educação, na cultura e na política. Foi um sacerdote respeitado, um educador emérito e um político influente.

Nasceu no Rio de Janeiro e foi criado em Alagoas. Após o ingresso no seminário, mudou-se para Caetité, município do interior baiano, onde recebeu as “ordens do então Bispo Dom Juvêncio Brito. Em 1935, no município de Caetité fundou o Colégio ou Ginásio do Padre Palmeira, que logo foi transferido para Vitória da Conquista.

A chegada do Ginásio do Padre Palmeira em Vitória da Conquista, no ano de 1939, é um marco histórico para a cidade e a região. Grandes figuras participaram da vida do Ginásio: poetas, médicos, advogados, políticos e professores renomados. Nesse Ginásio formaram-se os professores que consolidaram as principais escolas públicas e privadas do município. Foi, portanto, um dos principais núcleos culturais do interior do Estado da Bahia.

Segundo depoimento de alguns dos seus ex-alunos, o Padre Palmeira era um homem rigoroso, rígido, respeitado, temido, admirado. Sua inteligência, vivacidade e presença de espírito ainda hoje é comentada por quem o conheceu. Os relatos dizem que ele versava sobre variados temas e falava de assuntos fundamentais com sabedoria e profundidade. Dono de uma excelente retórica, impressionava o público com seus discursos.

Em 1962, o Padre Palmeira exerceu o cargo de Deputado Estadual e representou a região na Assembleia Legislativa da Bahia. Em seguida, assumiu o cargo de Secretário de Educação do governo Lomanto Junior (1962 a 1966), período em que viajou por todo o Estado para acompanhar as escolas públicas, particulares e os ginásios estaduais. Matérias divulgadas pelos jornais que circulavam na época demonstram sua preocupação com o ensino no município.

Padre Palmeira, figura respeitada e benquista por grande parte dos seus contemporâneos, marcou a história da região com o Ginásio de Conquista, que foi o centro disseminador de conhecimento e formador da intelectualidade no sertão baiano.

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Ginásio de Conquista

Em 1939, o padre Palmeira transferiu o Colégio Ginasial de Caetité para Vitória da Conquista, que até então, não dispunha de um colégio de ensino ginasial. As pessoas que concluíam o ensino primário e queriam dar continuidade aos estudos, teriam que se deslocar para a cidade de Salvador, Caetité ou para o estado de Minas Gerais. Então, só a partir do final de 1939, a cidade passa a contar com uma instituição de ensino de nível secundário.

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Conquista antiga

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Grupos indígenas do Planalto da Conquista

Ymboré

Segundo Maria Hilda Paraíso (1992), os Ymboré viviam em uma imensa faixa de terra entre Minas Gerais, Ilhéus, Porto Seguro e Espírito Santo. Eles se fracionavam em inúmeros subgrupos, dando a impressão de serem em maior número do que realmente eram. Viviam, sobretudo, da caça e da pesca, mas cultivaram mandioca, batata doce, banana, arroz e cana-de-açúcar. Uma das características marcantes dos Ymboré era o fato de se deslocarem com rapidez e facilidade, pois sabiam retirar água de plantas como as bromélias, não necessitando de córregos e rios para se estabelecerem.

Os Ymboré desenvolveram bem a arte da cerâmica, principalmente a confecção de panelas. Em seu universo simbólico, a lua (taru) ocupava papel principal, já que era considerada a grande responsável pela maioria dos fenômenos naturais. Em função disso, os nomes de quase todos esses fenômenos estavam associados a ela, como, por exemplo, o sol (tarudipó), o trovão (tarutemareng) e a noite (tarutatu).

Pataxó

Os Pataxó habitavam a região compreendida entres os rios Cachoeira e Pardo. Eram nômades, andavam em pequenos grupos e, segundo Edinalva Aguiar (2000), foram uma das últimas tribos dominadas pelos brancos. Pintava o corpo com traços geométricos negros e vermelhos, produzidos a partir de frutos, resinas de árvores ou óleos animais e vegetais. Acreditavam na volta dos mortos, entretanto, segundo a autora, esse retorno era privilégio apenas dos homens e só ocorria quando um amigo ou parente próximo assim o solicitasse no momento do ato sexual.

Camacã (ou Mongoió)

Vivendo principalmente entre os rios Colônia, Pardo, Jequitinhonha e das Contas, os Camacã (ou Mongoió, na denominação dada pelos portugueses) praticavam a agricultura articulada com caça, pesca e coleta. Tinham uma série de ritos de passagem, nos quais podemos incluir a furação das orelhas, e nominação das crianças, etc. O maior rito era a corrida de toras; segundo Paraíso (1992), essa era a condição primordial para que o homem Camacã pudesse se casar.

Eles conferiam grande poder às forças da natureza, especialmente ao sol, e tinham uma série de instrumentos de cura, como a fumaça de tabaco soprados nos doentes, longos cânticos, infusões e emplastros feitos de ervas.

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