Colóquio 2019
COLÓQUIOS TEMÁTICOS APROVADOS
CT 01 – Infância e educação infantil

Coordenadoras: Isabel Cristina de Jesus Brandão (UESB) e Helena Maria dos Santos Felício (UNIFAL-MG)

Resumo: O Colóquio Temático Infância e Educação Infantil têm por objetivo aprofundar o debate sobre a infância, a criança e a educação infantil, nomeadamente no tocante às políticas públicas para a infância no Brasil e as políticas curriculares que norteiam a educação infantil. Nos últimos anos, presenciamos transformações políticas, econômicas e educacionais que têm provocado sérias mudanças nos diferentes setores da vida da população. E, nesse contexto, problematizamos os impactos sofridos pelas crianças, frente às perdas de conquistas sociais nas políticas voltadas para a classe trabalhadora, que geram também perdas para as crianças. Neste sentido, nos questionamos: como as crianças são consideradas nesse contexto de incertezas? Quais os impactos na vida familiar, social e escolar das mesmas? O que muda nas políticas para a educação da infância? Estas questões integram e subsidiam discussões mais amplas sobre a garantia dos direitos das crianças na sociedade contemporânea.

CT 02 – Espaço, memória social e ensino da Geografia: Desafios e contradições na contemporaneidade

Coordenadoras: Geisa Flores Mendes (UESB), Sônia de Souza Mendonça Menezes (UFS) e Andrecksa Viana Oliveira Sampaio (UESB)

Resumo: Refletir sobre os desafios socioespaciais na contemporaneidade considerando a articulação entre a memória social e o espaço geográfico. As propostas apresentadas devem contemplar essa intersecção entre espaço e memória que se processa nos lugares, inclusive no espaço escolar, com ênfase no ensino de Geografia. Além dos aspectos materiais, devem ser considerados os elementos simbólicos presentes nas configurações socioespaciais que são constituídas também por narrativas, imagens, emblemas, desafios e contradições.

CT 03 – Diálogos Conexos: Linguagem, Arte e Cultura como resistência à barbárie contemporânea

Coordenadores: Marília Flores Seixas de Oliveira (UESB), Ricardo Martins Valle (UESB) e Orlando José Ribeiro de Oliveira (UESB)

Resumo: Neste colóquio temático, poderão ser apresentados resultados de pesquisa de diferentes enfoques teórico-metodológicos que abordem: (1) a literatura, a linguagem, a arte ou a cultura numa perspectiva crítica, política e transformadora; (2) temáticas contemporâneas (antropológicas, sociais, comunicacionais, educacionais ou éticas) a partir de sua relação com a cultura, a arte e a linguagem. A perspectiva de discussão sobre o papel central da linguagem na vida humana favorece a compreensão da arte e dos símbolos como elementos básicos de comunicação e de transformação social, fortalecendo as intermediações simbólicas e culturais entre sociedade e ambiente, de maneira a poder articular o potencial técnico-científico aos princípios éticos de justiça social, de valorização da diversidade e de respeito à alteridade.

CT 04 – Psicologia e Direitos Humanos: produção de práticas políticas de investimento sobre a vida

Coordenadoras: Carmem Virgínia Moraes da Silva (UFBA) e Odilza Lines de Almeida (UFBA)

Resumo: A presente proposta se origina no Núcleo de Pesquisas e Estudos em Psicologia da UESB – NUPEP-UESB e no Núcleo de Estudos e Pesquisas em Prisões, Violência e Direitos Humanos (NEPP), sediados no Departamento de Filosofia e Ciências Humanas. O NUPEP está voltado para a produção de conhecimentos em diferentes perspectivas teórico-metodológicas, a partir da diversidade dos(as) pesquisadores(as) envolvendo as linhas 1. Análise Institucional e Psicanálise; 2. Desenvolvimento, Educação e Saúde e 3. Formação em Psicologia, Sociedade e Saúde. O NEPP desenvolve pesquisa e extensão nas seguintes linhas: 1. Drogas, transtorno mental e violência; 2. Estudos prisionais e justiça criminal; 3. Exclusão social, violência e direitos humanos; 4. Segurança pública, criminalidade e direitos humanos. Dessa forma, a proposta deste Colóquio Temático é recepcionar produções diversas que envolvem investigações e práticas oriundas dos diversos campos de conhecimento que integrem as linhas apresentadas.

CT 05 – Formação de Professores como possibilidade de Contraofensiva à Distopia

Coordenadoras: Leila Pio Mororó (UESB), Maria Elizabete Souza Couto (UESC) e Amali de Angelis Mussi (UEFS)

Resumo: No mundo contemporâneo, no qual o avanço das ideias do sistema capitalista sobre a organização do tipo de educação desejada se torna cada dia mais robusta e violenta, formar professores se constitui estratégia fundamental para se estabelecer o controle sobre o trabalho docente. Nesse contexto, cresce a pressão para que a formação de professores passe a ser regida por princípios que busquem a consolidação do “alinhamento” das políticas educacionais, distanciando-a de projetos e políticas que inspirem uma sólida formação teórica e acadêmica que garanta aos docentes plena autonomia no exercício de seu trabalho. Mas o que as pesquisas sobre formação de professores e trabalho docente indicam como contradições e, portanto, como possibilidades de contraofensivas a esse cenário? Como e onde essas pesquisas estão sendo desenvolvidas? Em que referenciais elas se apoiam? São algumas das questões que deverão orientar o Colóquio Temático Formação de Professores.

CT 06 – Gênero, violência e drogas em tempos de distopias: políticas, memórias e representações

Coordenadoras: Luci Mara Bertoni (UESB), Silvia Regina Marques Jardim (UESB) e Maria Madalena Souza dos Anjos (UESB)

Resumo: Com vistas a promover um debate sobre os temas relacionados a gênero, violência e drogas, este colóquio temático acolherá trabalhos que versem sobre reflexões de várias áreas de conhecimento ante aos últimos acontecimentos no cenário governamental brasileiro e mundial. Neste sentido, o debate será em torno das políticas relacionadas com os temas supracitados, bem como, aqueles que tragam reflexões das temáticas a partir das análises da Teoria das Representações Sociais e da Memória. Em tempos de distopias e de barbárie, é importante destacar que as produções científicas nestas áreas podem, também, constituir-se em contraofensivas diante das mudanças nas políticas a elas relacionadas.

CT 07 – Etnicidades, relações raciais e de gênero

Coordenadores: José Valdir Jesus de Santana (UESB), Maria de Fátima de Andrade Ferreira (UESB) e Ana Claudia Gomes de Souza (UNILAB)

Resumo: Este Colóquio Temático pretende reunir estudos e pesquisas que tratam dos processos de etnicidade, das relações raciais e de gênero em distintos coletivos, a exemplo dos povos indígenas, comunidades quilombolas, movimentos sociais, como também nos espaços de educação formal e não formal, na perspectiva da interseccionalidade. Buscamos, ademais, refletir acerca de modos e formas de representação construídos acerca desses coletivos tanto por parte do Estado quanto de grupos com os quais mantêm contatos, como também das representações que tais coletivos produzem sobre si, a partir de suas demandas. Contemporaneamente, as questões sobre gênero, raça, etnicidades têm produzido grandes tensões e debates, tanto no espaço acadêmico quanto na sociedade de modo geral. Esperamos, portanto, reunir pesquisas e pesquisadores(as) que têm se debruçado sobre essas questões, no sentido de contribuir com o debate político/acadêmico em torno das demandas que esses coletivos apresentam à sociedade.

CT 08 – “Quem controla o passado, controla o futuro…” – língua: controle e resistência

Coordenadores: Jorge Viana Santos (UESB), Cristiane Namiuti (UESB) e Adilson Ventura (UESB)

Resumo: “[…] quem controla o presente, controla o passado”. Ao citar Orwell (1984), somos levados a lembrar de uma grande distopia literária do século passado. No livro 1984, a língua aparece ocupando um lugar central, sendo constantemente modificada e controlada pela refacção de dicionários, vocabulário diminuído, Novafala tensionando Velhafala no jogo do controle e da resistência. No Ministério da Verdade, a reescrita do passado no presente escreve o futuro nos documentos (materialidades linguísticas) que servem de instrumento central na constituição de distopias, reais ou ficcionais. Na distopia linguística, vemos por um lado, a língua provocando a barbárie e, por outro, fomentando a resistência. Interessa-nos entender, através do estudo de aspectos morfossintáticos e/ou semânticos, como o controle e a resistência são materializados em corpora. Assim, nesse colóquio, aceitam-se trabalhos que problematizam como a língua constrói em suas materialidades a relação distópica entre os tempos.

CT 09 – Currículo: políticas e práticas educativas na educação básica

Coordenador: Benedito Eugenio (UESB)

Resumo: Ultimamente, vivenciamos momentos de constantes ameaças à democracia no Brasil e em outros países do mundo, com o aprofundamento das assimetrias sociais e econômicas, e a ascensão de governos de tendências de extrema direita, com proposições para o campo curricular por meio da produção de políticas e documentos orientadores. No caso brasileiro, propostas como a Base Nacional Comum Curricular, a reforma do ensino médio, o projeto Escola sem partido, a EC 95/2016, impactaram diretamente as políticas e as práticas educativas na/da escola. O Colóquio receberá textos que abordem, de diferentes perspectivas teórico-metodológicas, discussões sobre currículo, ensino e práticas para a educação básica, a exemplo de: ensino de conteúdos das diversas disciplinas do currículo; a reforma curricular do ensino médio; políticas e práticas curriculares para/na educação básica; currículo diferenças (relações étnico-raciais, gênero, religião e sexualidades).

CT 10 – Utopia, distopia e lutas sociais no mundo contemporâneo

Coordenadores: José Rubens Mascarenhas de Almeida (UESB), Maria Aparecida Silva de Sousa (UESB) e Esmeralda Guimarães Meira (UNEB)

Resumo: O atual cenário mundial encontra-se marcado por profunda concentração/centralização econômica, caracterizada por crise sistêmica, cujas consequências trazem consigo incertezas no presente e futuro assolados por fantasmas antes conhecidos da humanidade: totalitarismo, responsável pela maior guerra do século anterior; mitos, valores e ideias proto-científicas próprias da Idade Média e que agora retornam com estardalhaço; extremo conservadorismo, pautado por ideais religioso-fundamentalistas; fobias sociais que destroem possibilidades de convivência humana. Nesse processo, as intervenções burguesas agravam as contradições e tensões sociais, resultando na retomada significativa das lutas do proletariado, que resiste à perda de suas conquistas históricas. A reflexão proposta por este CT visa investigações acerca de conflitos sociais com enfoque nas experiências organizativas dos trabalhadores em distintas temporalidades com ênfase na contemporaneidade.

CT 11 – Os desafios do mundo contemporâneo na área de Aquisição da Linguagem

Coordenadores: Ronei Guaresi (UESB), Adriana Stella Cardoso Lessa-de-Oliveira (UESB)

Resumo: O Brasil apresenta um cenário preocupante no que diz respeito à qualidade na educação formal, inclusive e especialmente na área de línguas. Em vista disso, entendemos que a literatura científica deve dar respostas para que seja possível a adoção de boas práticas pedagógicas na educação formal. Este colóquio temático aceita submissões de estudos da área de Aquisição da Linguagem, em especial dos estudos que envolvem o desenvolvimento da leitura e da escrita, tanto de aprendizado típico quanto atípico. Dentro desse quadro temático, avaliaremos propostas que envolvam: consciência linguística e desempenho em leitura e escrita (GOMBERT, 1992; SCLIAR-CABRAL, 2009), identificação e intervenção precoce em caso de aprendizado abaixo do esperado (DEHAENE, 2012); ferramentas tecnológicas e ensino de língua; questões de gramática e aquisição da Língua Brasileira de Sinais (Libras); aquisição do Português escrito por pessoas surdas; surdocegueira e Libras tátil.

CT 12 – Olhares linguísticos, literários e socioculturais sobre a distopia e a barbárie

Coordenadora: Valéria Viana Sousa (UESB), Zoraide Portela Silva (UNEB) e Leilane Ramos da Silva (UFS)

Resumo: Motivados por valores sustentados e construídos socioculturalmente, frutos de um domínio patriarcal com apegos hegemônicos e eurocêntricos, grupos de indivíduos, não reconhecendo a pluralidade em que vivemos, continuam a valorizar um modelo singular e, fundamentado em relações de poder, elegem um padrão de ser social. Assim, escolhas apresentam-se como protótipo natural. A violência, nesse sentido, não é a responsável por criar a cultura, mas, de forma inversa, a cultura, fruto de razões sociohistóricas, é que abre espaço para a violência (BAIRROS, 2018). No mundo atual, por uma incompreensão sobre o direito à liberdade em apresentar o pensamento, a agressão, destinada ao concebido por alguns como não padrão, tem sido intensamente propagada. Interessa-nos, diante disso, discutir elementos de natureza linguística, literária e socioculturais que tenham como propósito rasurar/romper essa forma social e que abordem a distopia, a barbárie e as contraofensivas no mundo atual.

CT 13 – Identidades, africanidades e sexualidades: diálogos e epistemologias contemporâneas

Coordenadores: Túlio Henrique Pereira (UFPI), Janaina de Jesus Santos (UNEB) e Elizeu Pinheiro da Cruz (UNEB)

Resumo: Experiências vividas elaboram no presente questões acerca das diferenças individuais e seus deslocamentos exigem novas práticas de governo e de elaboração do espaço natural, geopolítico e sócio-histórico. As reivindicações identitárias emergem como um traço das transformações nas diversas sociedades, que são constantemente reelaboradas para criar lugares relacionados a indivíduos e grupos humanos, no que concerne à suas condições de existência na estrutura social que vindicam a participação política de todas as formas de vida. A partir deste panorama, este colóquio temático pretende congregar trabalhos de pesquisadores que focalizem as noções de identidades, africanidades, sexualidades e epistemologias que circulam em discursos materializados na linguagem visual, audiovisual e textual. Tem-se como ponto articulador a análise dos movimentos identitários, em suas prosaicas cotidianidades, com fertilidades para contribuir com práticas de ensino que reconheçam e respeitem as alteridades.

CT 14 – Sócio-história e atitudes linguísticas: todos nós somos “bárbaros”

Coordenador: Jorge Augusto Alves da Silva (UESB)

Resumo: Entre as construções culturais, a língua destaca-se como “institutus” revelador de crenças, atitudes e identidades (BOUDON; BOURRICARD, 1993). É pela língua que os homens hierarquizam-se dentro da sociedade e por ela vêem os que lhes são iguais e diferentes (GALLINO, 1978). Para Burke (2010), as academias europeias (séc.XIX) surgiram da concepção de existência de uma língua legítima e a consciência de que outras formas seriam desvirtuamento daquela. Em português, os defensores dessa “ordo” nomearam as demais formas possíveis de barbarismos, solecismos,  plebeísmos, gírias, relacionando-as à origem sócio-cultural de seus utentes (PRETTI, 2004). Esta proposta procura reunir estudos sobre português afro-brasileiro, pajubá, gíria comum ou criptológica, língua-de-santo e outras, demonstrando que todas essas variedades possuem isonomia funcional dentro de sua comunidade de prática à luz da Sócio-história. Se a língua é palco de controle estatal, ela é também o espaço da resistência.

CT 15 – Recrudescimento da intolerância política em tempos de neoconservadorismo e pós-verdade

Coordenador: Marcus Antônio Assis Lima (UESB)

Resumo: O mundo em geral e o Brasil, em particular, experimentam o recrudescimento da intolerância na política possibilitado, especialmente, pelas ferramentas de comunicação digital. Neste período de impulsão do neoconservadorismo em reação às transformações socioeconômicas decorrentes das crises do sistema capitalista, tem sido recorrente a divulgação da doutrina liberal de direita tecido ao discurso de ódio contra minorias e assassinatos de ativistas de movimentos dos direitos civis de homossexuais, indígenas, feministas, negros e de igualdade racial, e na política, especialmente, a militantes de esquerda. Diante da conjuntura ascendeu a pós-verdade (posttruth), definida como circunstâncias em que fatos objetivos são menos influentes em formar a opinião pública do que os apelos à emoção e à crença pessoal, cujo principal reflexo se materializa em campanhas de falsas notícias (fakenews) com o propósito de semear a dúvida para alimentar o discurso preconceituoso e negar a existência do outro.

CT 16 – Discursos e diversidades: lugares e não lugares dos sujeitos contemporâneos

Coordenadores: Sidnay Fernandes dos Santos Silva (UNEB) e Maria Lúcia Porto Silva Nogueira(UNEB)

Resumo: Este Colóquio Temático aceitará pesquisas que versem sobre as incertezas e desafios das sociedades contemporâneas e que estejam vinculadas aos estudos discursivos, históricos ou afins. O discurso é espaço de encontro entre linguagem, história e sociedade e, por isso, um terreno de lutas e embates, no qual se materializam distopias, barbáries e contraofensivas. Todo discurso emerge como resposta a discursos outros e são pelas práticas discursivas de resistência que os sujeitos se defendem dos efeitos da barbárie. Esses sujeitos identitários em suas múltiplas dimensões colocam-se em disputas permanentes por necessidades básicas e por defesa de direitos frente às imposições do modelo heteronormativo, capitalista e excludente. Assim, organizados em minorias como negros/as, mulheres, feministas, comunidade LGBTQ+ têm suas lutas pautadas na noção de diferença, o que permite problematizar/ressignificar narrativas e práticas cotidianas e trazer discussões acerca de singularidades do nosso tempo.

CT 17 – Memória, imagens e processos de significação na condição contemporânea

Coordenadoras: Milene de Cássia Silveira Gusmão (UESB) e Maria Salete de Souza Nery (UFRB)

Resumo: Diante dos desafios que se apresentam na atualidade, com maior acesso à internet e preponderância das tecnologias digitais, gerando diferentes possibilidades de produção e circulação de imagens, bem como intensas disputas na produção de sentidos viabilizados pela convergência dos meios de comunicação e pelas mediações digitais, propõe-se abrir espaço para reflexões que tratem das relações entre memória, imagens e processos de significação na contemporaneidade.  Para isto, objetiva-se pensar a memória enquanto objeto de reflexão que inicia seu percurso ainda na Antiguidade Clássica já em sua relação com as imagens. Trata-se de abordar o potencial mnemômico de retenção, filtragem e transmissão das experiências, pautando reflexões que tratem de imagens nos meandros da produção/consumo simbólicos, ou seja: em processos criativos nas artes plásticas, fotografia, cinema, audiovisual, moda, games, entre outros, bem como imagens que expressem disputas de sentido e/ou conflitos sociais.

CT 18 – História, Trabalho e Educação

Coordenadoras: Maria Ciavatta (UFF), Lia Tiriba (UFF) e Ana Elizabeth Santos Alves (UESB)

Resumo: O objetivo do colóquio temático é discutir a relação entre o trabalho e a educação do ponto de vista de sua construção histórica no contexto das distopias, da barbárie e das contraofensivas no mundo contemporâneo. O avanço das forças capitalistas no Brasil e no mundo contemporâneo tem trazido condições precárias de trabalho, desregulamentação dos direitos trabalhistas, desemprego. Os estudos sobre trabalho-educação devem contemplar referenciais críticos às contradições entre capital e trabalho, trazer à discussão experiências de práticas culturais e econômicas calcadas em saberes tradicionais, experiências de formação nas lutas de classes, na luta das mulheres contra a subordinação no trabalho, nos movimentos sociais, no enfrentamento ao autoritarismo, na preservação da memória e da história dessas lutas pela palavra oral e escrita, pela arte, pelos meios de comunicação, pelas fontes iconográficas.

CT 19 – Memória e História das ideias e experiências educacionais e artísticas contra-hegemônicas

Coordenadores: Cláudio Eduardo Félix dos Santos (UESB) e Davi Romão Teixeira (UFRB)

Resumo: O objetivo do Colóquio temático é oportunizar espaço para apresentação, discussão e intercâmbio de estudos e pesquisas referente a temática da memória, história da educação e arte numa perspectiva contra-hegemônica. Entende-se por ideias e experiências contra-hegemônicas não apenas aquelas que não conseguiram se tornar dominantes, mas que buscam intencional e sistematicamente colocar a educação a serviço das forças que lutam para transformar a ordem vigente visando a instaurar uma nova forma de sociedade. (SAVIANI, 2006). Discutiremos a produção teórica e prática de organizações partidárias, populares, sindicais, étnicas, de gênero e juventude , bem como estudos sobre intelectuais, educadores e artistas nacionais ou estrangeiros que desenvolveram ou desenvolvem teorizações e/ou experiências  na educação enquanto resistência/contra-ofensivas às formas hegemônicas do capital direcionar os projetos de educação e o sentido estético.

CT 20 – Res(ex)istências e subversões das minorias frente ao neoconservadorismo na pós-modernidade

Coordenadores: Celio Silva Meira (CERS- EMAP), Roney Gusmão (UFRB) e Marcos Lopes de Souza (UESB)

Resumo: No atual contexto, temos observado uma pertinente eclosão de grupos outrora invisibilizados e subalternizados. É neste cenário que minorias têm contestado o direito de existir em espaços hegemônicos, fato este que tem proporcionado um rico palco de análises acadêmicas. Diante dessa realidade, interessa-nos intercruzar olhares sobre os grupos minoritários em seus distintos lócus de contestação, articulando interdisciplinarmente o atual contexto histórico com tensionamentos de forças que permeiam a ascendência das minorias. Objetivamos, portanto, suscitar debates em torno das temáticas de gênero, sexualidades, queer, educação, etnia e raça de modo e interpretar a reivindicação por direitos nos muitos espaços sociais e nos muitos lugares de luta. O direito à res(ex)istência perpassa por um emaranhado de variáveis sociais e culturais, o que nos tem despertado o desejo de interpretar suas sinergias e tensionamentos.

CT 21 – Desenvolvimento linguístico (A)típico e a fala em recuperação

Coordenadoras: Nirvana Ferraz Santos Sampaio (UESB) e Maria de Fátima de Almeida Baia (UESB)

Resumo: O objetivo deste colóquio é discutir resultados de pesquisa sobre o desenvolvimento da linguagem (a)típica e a recuperação de fala, com foco nas técnicas/meios de estimulação de fala. Serão abordadas questões relativas ao “silêncio”, aos processos alternativos de significação e ao uso de técnicas musicoterápicas no contexto desenvolvimento e recuperação. Em meio ao mal-estar atual na civilização, a quebra de paradigmas que desencadeiam mudanças sociais e nos referenciais da cultura e que podem, também, provocar o adoecimento, nos colocamos diante do trabalho de estimulação de fala com uso de técnicas musicoterápicas envolvendo o corpo na sua totalidade. A música é utilizada, dessa maneira, como veículo de estimulação de fala, tanto para crianças na entrada do simbólico quanto para os adultos com corpos marcados pela barbárie. Apresenta-se como contraofensiva, nas afasias e na neurodegenerescência,  a articulação do não-verbal com o verbal para se manter com/na linguagem.

CT 22 – Religião, repressão e resistência na formação social e política do Brasil

Coordenadores: Cézar de Alencar Arnaut de Toledo (UEM), Ana Palmira Bittencourt Santos Casimiro (UESB) e Camila Nunes Duarte Silveira (IF BAIANO)

Resumo: À luz dos estudos em memória e história, e subsidiado por metodologias, disciplinas, materiais e testemunhos para estudar as temáticas relacionadas às Ciências Sociais, História, Memória e Educação no Brasil, propõe-se nesse colóquio temático a discussão de temas  relacionados  aos momentos de opressão, repressão e resistências que ocorreram no Brasil e na América Latina, envolvendo, especialmente, a Igreja Católica nas suas expressões: evangelização, doutrina, catequese e educação, desde o século XVI, até a contemporaneidade. O colóquio temático proposto, objetiva discutir as contradições existentes no Estado, na Igreja e na Educação Brasileira, bem como  as distopias que tracejam o processo histórico brasileiro e formalizam as tendências negativas do passado e do presente, originando  conflitos em tempos de barbárie.

CT 23 – Memórias, Utopias e Movimentos Sociais no Brasil

Coordenadores: Jose Alves Dias (UESB), Ruy Hermann Araújo Medeiros (UESB) e Carlos Nássaro Araujo da Paixão (IF BAIANO)

Resumo: Pretende-se discutir os movimentos sociais no Brasil, desde o período colonial até o presente, os quais podem ser definidos como as mobilizações por direitos que atendam às necessidades dos grupos envolvidos, contemplem seus interesses ou realizem seus objetivos. As ações empreendidas pelos mesmos pautam-se, essencialmente, na insatisfação com o desempenho do Estado ou em virtude dos conflitos entre as diferentes classes sociais que convivem no mesmo território. As inúmeras revoltas populares ocorridas no país, durante o citado período histórico, demonstram como elas podem ser potencializadores da transformação social e portadoras de utopias que idealizam o bem-estar de toda a sociedade. Resgatar suas memórias é uma forma consistente de irromper contra as distopias que assolam a humanidade no momento presente.

CT 24 – Políticas Educacionais, Processos Autoritários e Memória Social

Coordenadores: Lívia Diana Rocha Magalhães (UESB), Daniela Moura Rocha de Souza (UNEB) e Estácio Moreira da Silva (IF BAIANO)

Resumo: O Colóquio temático “Políticas Educacionais, Processos Autoritários e  Memória  Social”  visa  discutir resultados de pesquisa sobre as políticas educacionais desenvolvidas em períodos autoritários, mais especificamente entre os anos de 1930-1945 e 1964 – 1985, recuperando sua incidência sobre a escola, seus sujeitos e materiais ao longo de tempos recentes e presente, mas também,  evidenciando a história e a  memória das lutas e utopias  contra as barbáries e as distopias que lhes serviram de lastro, no intuito de reiterar que não há história sem a memória social, coletiva e individual dos processos de reivindicações e lutas que totalizam a realidade em seu movimento dialético.

CT 25 – Memória, Discursos e Narrativas: “não lugar” e barbarização em distopias contemporâneas

Coordenadoras: Maria da Conceição Fonseca-Silva (UESB), Edvania Gomes da Silva (UESB) e Joseane Silva Bittencourt (UESB)

Resumo: Em um momento em que assistimos, tanto no oriente quanto no ocidente, à ascensão de grupos políticos fundamentalistas, à banalização da violência contra o outro, à dessacralização da vida, à ausência de alteridade, etc, que marcam o retorno e crescimento de regimes autoritários, quando não totalitários, e de governos antidemocráticos, e, portanto, de sociedades distópicas, caracterizadas, principalmente, pela inexistência de direitos e garantias fundamentais, propomos, neste colóquio temático, discutir trabalhos que apresentam, obrigatoriamente, resultados de pesquisa cujas temáticas se encaixam, de alguma forma, em um dos dois eixos, a seguir: 1) memória, discursos (no campo político e/ou no campo jurídico e/ou no campo religioso e/ou no campo social, e/ou ambiental, etc.) e efeitos do “não lugar” e da barbarização em distopias contemporâneas; ou 2) memória e narrativas do “não lugar” e da barbarização em distopias contemporâneas.

CT 26 – Práticas letradas do antigo Estado português e usos memorialísticos das letras

Coordenador: Marcello Moreira (UESB)

Resumo: O vasto conjunto de escritos, fictos ou não, produzidos durante os séculos XVI, XVII e XVIII, são fruto de práticas de letramento em que artes propedêuticas como gramática, e outras complementares, como poética, retórica e dialética, por exemplo, encontravam-se no centro da reflexão sobre a linguagem e a fatura dos mais diversos gêneros de discurso. Os corpos de doutrina sobre a linguagem e seus usos eram complementados por vasto conjunto de saberes sobre o que hoje chamamos de materialidades da comunicação que abarcam objetos concernentes a subdivisões da Bibliografia, à paleografia, à diplomática, à codicologia, às artes de escrever etc. Propõe-se estudo das práticas letradas da monarquia portuguesa, suas relações com a memória e seus diversos usos civis, pensando-se a interpretação dos documentos a partir da articulação entre elementos textuais e bibliográficos e como seu entendimento histórico possibilita refletir sobre as relações entre distopia, barbárie e artes nos dias de hoje.

CT 27 – Gênero e Memória: aspectos de uma interface

Coordenadores: Tânia Rocha Andrade Cunha (UESB), João Diógenes Ferreira dos Santos (UESB) e Acácia Batista Dias (UEFS)

Resumo: Na atualidade, vivemos em uma fase do capitalismo que apresenta o avanço do desenvolvimento das forças produtivas somado à precariedade das condições de sobrevivência, em que milhares de pessoas são consideradas “descartáveis”. Essas pessoas representam os sujeitos que infligem às regras de gênero e de sexualidade determinadas ideologicamente. As taxas de feminicídios, as mortes e agressões à população LGBTI são expressões da intransigência e da barbárie presentes na contemporaneidade. Portanto, o presente Colóquio Temático tratará de distintos aspectos que abarcam os temas gênero, diversidade sexual e violência, tendo como confluência a discussão sobre memória. Tais temas tornam centrais no debate contemporâneo, sendo pautados nos diferentes setores da sociedade (mídia, parlamento, governo, judiciário, religião, academia, etc.). Relacionar tais temas nos permite transitar por veredas reflexivas para entendermos essa realidade, onde a violência se manifesta de forma mais bruta.

CT 28 – Juventude e Educação pensando na escola básica e no ensino superior

Coordenadores: Jeanes Martins Larchet (UESC), Zizelda Lima Fernandes (UESB) e Jorge García Marín (USC – Espanha)

Resumo: O Colóquio temático se origina de discussões e pesquisas realizadas em torno dos desafios enfrentados pela educação pública, particularmente no Brasil, ao longo das últimas quatro décadas, no que concerne à sua capacidade de propiciar aos jovens estudantes acesso ao conhecimento e a valores críticos transformadores que os tornem sujeitos sociais do processo educativo com disposição para discutir a sociedade mercadológica, individualista e uniformizadora, indiferente às questões sociais e situações de opressão física e ideológica às quais têm sido submetidos. Assim, o colóquio objetiva discutir e analisar resultados de pesquisas e experiências sociais, étnicas e culturais que proporcionem o debate sobre o jovem na sociedade contemporânea, bem como seu modo de reexistir individual e coletivo, particularmente o jovem estudante da educação básica e superior, assim como sua situação em outros espaços educativos.

CT 29 – Formação de Professores e Ensino de Matemática: inovações e distopias

Coordenadores: Tânia Cristina Rocha Silva Gusmão (UESB), Héctor Santiago Odetti (UNL – Argentina) e Wagner Duarte José (UESB)

Resumo: Pretende-se com este Colóquio, discutir, junto à comunidade em geral, perspectivas de conhecimentos e experiências sobre a situação atual da formação de professores e do ensino da Matemática, no contexto regional, nacional e internacional, visando proporcionar a reflexão sobre esse profissional, o ensino, a melhoria, inovação e qualidade do ensino da Matemática na escola básica e superior, em especial na região centro-sul do estado da Bahia. As perguntas centrais que devem guiar os debates nesse colóquio dizem respeito às quais os limites e perspectivas que estão eminentes no ensino de matemática na atual conjuntura  de distopia e barbárie que assola a ciência, do ponto de vista do seu controle epistêmico e metodológico. O colóquio também deverá evidenciar as tendências, inovações e a produção acadêmica e social que tem contribuindo para o desenvolvimento da área. Para discutir essas e outras questões o Colóquio se organizará entorno de palestras, mesas redondas e apresentação de comunicações científicas.

CT 30 – Ensino das Ciências Naturais: educação científica e formação de professores

Coordenadores: Renato Pereira de Figueiredo (UESB), Gabriele Marisco da Silva (UESB) e Ana Cristina Santos Duarte (UESB)

Resumo: Segundo Isabelle Stengers (2015) caso as pessoas não inventem formas de cooperação, de adaptação ao meio, de práticas de atenção e de deliberação que o Estado confiscou a marcha insensata do crescimento de base tecnológica garantidor da reprodução do capital conduzira à barbárie. A autora questiona: pode a Ciência evitar a barbárie? Para ela, é da multiplicidade de perspectivas, das tensões e da construção de engajamentos que as práticas científicas engendram que surge a possibilidade de se produzir algo novo. Nesta perspectiva, o ensino de Ciências deve estar inserido no contexto social, político e econômico. Para tanto, é preciso pensar na formação do professor de Ciências voltada para uma formação crítica, reflexiva e problematizadora, no sentido da utilização de metodologias mais ativas, voltadas para uma educação cientifica e autônoma. Assim, este Colóquio tem o propósito de discutir práticas de pesquisas inovadoras visando formação de professoras nas áreas das Ciências Naturais.

CT 31 – Pesquisas em Linguística: o típico e o atípico em tempos de distopia e barbárie

Coordenadoras: Marian dos Santos Oliveira (UESB), Vera Pacheco (UESB) e Carla Salati Almeida Ghirello-Pires

Resumo: Este Colóquio Temático abrange dois eixos e agrega pesquisas de abordagem teórica em Fonética e Fonologia e pesquisas voltadas para diferentes abordagens teóricas e análises em diferentes níveis da gramática da língua portuguesa e que visem discutir questões sobre aquisição de linguagem, leitura e escrita típica e de pessoas com dificuldade de aprendizagem, causada por variadas condições (síndrome de Down, dislexia, autismo, alunos com queixas escolares e outros) e assim refletir sobre as dificuldades, mas, sobretudo sobre as competências desses educandos e também como o desenvolvimento típico e  atípico é encarado em tempos de distopia e barbárie.

 

Normas Gerais de Formatação e apresentação dos trabalhos
Inscrição de Comunicação Científica: 18 de março a 28 de abril de 2019. (Utilizar o navegador Mozilla Firefox)

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