
O grupo “As Rosas de Luxemburgo” foi criado na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em Vitória da Conquista, no ano de 2023. Importante registrar que a iniciativa surgiu a partir do Projeto de extensão “As mulheres na Sociedade de Classes”, realizado entre 2019 e 2022, quando articulou um curso sobre “O capital”, um sobre as categorias do pensamento marxista e três de formação feminista.
“As Rosas de Luxemburgo” tem por finalidade ampliar a compreensão sobre a Epistemologia Feminista Contemporânea e pautar sua aplicação à produção do conhecimento em distintas áreas do saber.
O Grupo de estudos “As Rosas de Luxemburgo” convida a comunidade a debater a Teoria do Valor e a Reprodução Social. Dialogaremos com a obra “O arcano da reprodução: donas de casa, prostitutas, operários e capital”, de Leopoldina Fortunati; com o pensamento marxiano e com as teóricas marxistas feministas. As sessões terão início no dia 17 de abril de 2026 e ocorrerão quinzenalmente, às sextas-feiras, das 17 às 19h, no CEDOC. Não é necessário fazer inscrição. Todes são bem-vindes!
O “Rosas de Luxemburgo” é uma ação coordenada pela linha de pesquisa que concentra sua análise e produção na “Epistemologia feminista contemporânea e no pensamento afro-latino-americano”, vinculada ao Laboratório de Estudos Marxistas, cadastrado no Diretório de grupos de pesquisa do CNPq.
É com grande alegria que compartilhamos a seleção do “Rosas” pela Editora Boitempo para compor o quadro dos coletivos e grupos de pesquisa que discutirão a obra de Leopoldina Fortunati. Os registros dos encontros e o relato sobre a experiência serão divulgados pela editora em sua rede de comunicação.
Informações sobre o funcionamento do Grupo:
Datas: a partir de 17 de abril, reuniões quinzenais, às sextas-feiras;
Horário: 17 às 19h
Local: Sala do CEDOC
Coordenação: Profa. Dra. Cleide de Lima Chaves e Prof. Dra. Márcia Lemos
Metodologia:Todas as sessões terão uma mediadora e uma debatedora. Vinte minutos para a exposição da tese central, dez para apresentação das questões norteadoras e noventa para o debate.
A seguir compartilhamos as motivações do “Rosas” para concentrar os estudos de 2026 na Teoria da Reprodução Social (TRS)
Os óbices para os estudos sobre as mulheres na História do Ocidente são de distintas ordens, parte deles vinculados ao domínio masculino, legitimado pela tradição judaico-cristã, pelo pensamento filosófico desenvolvido no mundo Greco-romano e pelo saber científico produzido a partir da modernidade iluminista. Estes campos surgiram dentro de sociedades patriarcais, onde o direito do homem à propriedade e as prerrogativas sobre os lugares de poder e decisão foram estruturados em direta relação com os modos de produção e reprodução da vida. Essa condição histórica não foi o suficiente para impedir o avanço da epistemologia feminista e o imperativo de localizar as mulheres enquanto sujeitas nas distintas formações sociais. Nesta perspectiva, o trabalho doméstico, tal qual o conhecemos no mundo atual, já foi objeto de amplo debate entre as feministas nos séculos XIX e XX, quanto ao seu caráter remunerado ou não, produtivo ou improdutivo, considerado ou não a partir da teoria do valor de Karl Marx. No século XXI, esse debate ganhou novos contornos a partir dos estudos das pesquisadoras vinculadas a Teoria da reprodução social (TRS), que têm proposto repensar os paradigmas estabelecidos. Tal baliza teórica destaca que o mito de um domínio doméstico restrito às mulheres e associado ao cuidado familiar “por amor” é um constructo moderno, pois não encontra correspondência nas sociedades que precederam a acumulação primitiva de capitais.
Entre as obras seminais que, na década de 1980, pautaram o debate sobre as assimetrias de gênero e o capital a partir de uma crítica feminista da economia política, está “O arcano da reprodução: donas de casa, prostitutas, operários e capital”. Autoras como Leopoldina Fortunati, Eleanor Leacock, Lise Vogel, entre outras, foram restritamente divulgadas, traduzidas e/ou severamente julgadas em seu rigor científico. Este fato torna incontornável a necessidade de revisitá-las e dar ampla circulação às suas ideias. Soma-se a esta premência, o imperativo de enfrentar de forma qualificada o conservadorismo da extrema-direita expresso em movimentos misóginos, como o “Redpill.”
Na centralidade das reflexões está a polêmica sobre o trabalho doméstico como criador de força de trabalho e valor; a aparente separação entre as esferas da produção e reprodução social; a divisão sexual do trabalho e a hierarquia interna ao proletariado; o assalariamento do trabalho doméstico realizado no “lar”; a reivindicação da “reprodução socializada”; a luta por serviços sociais como creche, escola e hospital; a expropriação do corpo feminino, transformado em meio de trabalho. Por fim, o feminismo como constitutivo da luta de classes se coloca entre os movimentos sociais de vanguarda no século XXI e enseja epistemologias disruptivas.
De tal modo, na academia, foi tornando-se inadiável o estudo de obras que contribuem para a formulação de novas análises sobre trabalho sociorreprodutivo e mais-valor; opressão e exploração; processo de trabalho e de valorização nas sociedades capitalistas hodiernas, profundamente marcadas pela reestruturação produtiva do capital. Nunca é demais lembrar que, historicamente, mulheres e pessoas racializadas são o alvo preferencial da superexploração resultante da acumulação ampliada e das soluções adotadas para enfrentar a queda tendencial da taxa de lucro. Resta, pois, investigar os porquês dessa condição a partir de uma síntese cada vez mais complexa entre produção e reprodução social à luz da teoria do valor marxiana. Nesta seara, localiza-se a proposta de examinar a contribuição de Leopoldina Fortunati, controversa e necessária, assim como as reflexões das “Rosas de Luxemburgo” sobre a Teoria da Reprodução Social, no sertão da Bahia.
Venha construir conosco!!
Segue o link para acesso aos textos que serão debatidos: incluir o link
MARX, K. O Capital. Crítica da economia política. Vol. 1. Tradução de Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2013, capítulos 4; 5 (A transformação do dinheiro em capital; O processo de trabalho e o processo de valorização);
MARX, K. O Capital. Crítica da economia política. Vol. 1. Tradução de Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2013, capítulos 6;7 (Capital constante e capital variável; A taxa de mais-valor)
MARX, K. O Capital. Crítica da economia política. Vol. 1. Tradução de Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2013, capítulos 10; 13.3 (O conceito de mais-valor relativo e Maquinaria e grande indústria – 3. Efeitos imediatos da produção mecanizada sobre o trabalhador)
FORTUNATI, Leopoldina. O arcano da reprodução: donas de casa, prostitutas, operários e capital. São Paulo: Boitempo, 2026.
FORTUNATI, Leopoldina. O arcano da reprodução: donas de casa, prostitutas, operários e capital. São Paulo: Boitempo, 2026.
FORTUNATI, Leopoldina. O arcano da reprodução: donas de casa, prostitutas, operários e capital. São Paulo: Boitempo, 2026.
FORTUNATI, Leopoldina. O arcano da reprodução: donas de casa, prostitutas, operários e capital. São Paulo: Boitempo, 2026.
VOGEL, Lise. Marxismo e a opressão às mulheres: rumo a uma teoria unitária. São Paulo: Expressão Popular, 2022 [1983]. Parte 2;
VOGEL, Lise. Marxismo e a opressão às mulheres: rumo a uma teoria unitária. São Paulo: Expressão Popular, 2022 [1983]. Parte 4;
BHATTACHARYA, Tithi (org.). Teoria da reprodução social. Remapear a classe, recentralizar a opressão. São Paulo: Editora Elefante, 2023 [2017]. P. 17-42; 119-153;
BHATTACHARYA, Tithi. O que é a teoria da reprodução social?. Outubro Revista, n. 32, 4 set. 2019.
ARRUZZA, Cinzia. Ligações Perigosas. Casamentos e divórcios entre marxismo e feminismo. São Paulo: Usina editorial, p. 2919, cap. 3.
FONSECA, Rhaysa Sampaio Ruas da. Teoria da Reprodução Social: apontamentos para uma perspectiva unitária das relações sociais capitalistas. Rev. Direito e Práx., Rio de Janeiro, Vol. 12, N. 01, 2020, p.379-415.
Reprodução Social e Marx
da Silva. Danielle Jardim. Olhares sobre Reprodução Social em O Capital de Marx. In: VEREZA, Renata (Org.). Gênero e Trabalho na História [livro eletrônico]. São Paulo: Usina Editorial, 2024. ePub.
SILVA, Danielle Jardim. Feminismo, Família e Reprodução social – Gênero em Marx, Engels e na Associação Internacional dos Trabalhadores. São Paulo: Usina Editorial, 2026.
Trabalho doméstico e do cuidado
FRASER, Nancy A crise do cuidado? Sobre as contradições sociorreprodutivas do capitalismo contemporâneo. In: BHATTACHARYA, Tithi (org.). Teoria da reprodução social. Remapear a classe, recentralizar a opressão. São Paulo: Editora Elefante, 2023 [2017].
MOHANDESI, Salar; TEITELMAN, Emma. Sem reservas. In: BHATTACHARYA, Tithi (org.). Teoria da reprodução social. Remapear a classe, recentralizar a opressão. São Paulo: Editora Elefante, 2023 [2017].
LIMA, Kharina Roberta Santos; RAMALHO, Claudilene da Costa Ramalho. Análises Acerca da Política Nacional do Cuidado no Brasil e a Teoria da Reprodução Social. In: Anais do 10º Encontro Internacional de Política Social e 17º Encontro Nacional de Política Social ISSN 2175-098X
Corpo, gênero e sexualidade
ARRUZZA, Cinzia. Considerações sobre gênero: reabrindo o debate sobre patriarcado e/ou capitalismo. Outubro Revista, n. 23, p. 33-58, 2015.
JAFFE, Aaron. O corpo e o gênero na Teoria da Reprodução Social. In JAFFE, Aaron. Teoria da Reprodução Social e o horizonte socialista: trabalho, poder e estratégia política. São Paulo: Usina, 2025, cap. 4
SEARS, Alan. Entrevista: La reproducción social de la sexualidad. https://elporteno.cl/entrevista-a-alan-sears-la-reproduccion-social-de-la-sexualidad/
Política de identidade e a questão racial
BANNERJI, H. Construindo a partir de Marx: reflexões sobre “raça”, gênero e classe Revista Direito e Práxis, Rio de Janeiro, v. 13, n. 3, p. 2079-2101, 2022.
MACHADO, Bárbara Araújo. Política de identidade. Gênero, raça, classe, sexualidade e a formação do movimento de mulheres negras no Brasil. São Paulo: Editora Dandara, 2024.
RUAS, Rhaysa. O lugar do gênero e da raça na reprodução capitalista: produção da vida e da morte a partir do “genocídio do negro brasileiro”. 2024. 721 f. Tese (Doutorado em Direito) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.
Saúde e Justiça reprodutiva
CORREIA, D.; SARAIVA, C.; BELTRÃO, M. Determinação social do processo saúde-doença e teoria da reprodução social: um diálogo necessário para refletir sobre as condições de vida e trabalho no capitalismo dependente. In: DUARTE, L. S.; CORREIA, D. BARRETO, A. A. M.; BORGES, R. E. S.; CAMPOS, C. M. S. (Orgs.). Estado, dependência e saúde coletiva: ensaios críticos. São Paulo: Instituto de Saúde, 2025. 402 p
MACHADO, Fernanda Catharino. Trabalho doméstico não remunerado e saúde mental das mulheres no capitalismo dependente sob a perspectiva da Teoria da Reprodução Social. Dissertação Uff/Serviço social, 2026.
Durante o ano de 2025, “O Rosas” colocou em debate o pensamento afro-latino-americano, formulado a partir das lutas anticolonialistas, considerando obras seminais e hodiernas. Na oportunidade, objetivou-se discutir como as relações étnico-raciais e de gênero são constitutivas do modo de produção capitalista e demarcam o desenvolvimento de uma práxis insurgente e um campo epistêmico não eurocêntrico. Em 2026 vamos aprofundar os estudos sobre a Teoria da Reprodução Social. Aguardem as novidades!
Data: 09 de maio de 2025
MARX, Karl. A Abraham Lincoln, presidente dos Estados Unidos da América [1865]. In: MUSTO, Marcello (org.). Trabalhadores, uni-vos! Antologia Política da I Internacional. São Paulo: Boitempo, 2015a.
LUXEMBURGO, Rosa. A luta contra a economia natural. In: A cumulação do capital. Estudo sobre a interpretação econômica do Imperialismo. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1970.
FONSECA, Rhaysa Sampaio Ruas da. Raça, gênero e marxismo mefricano: desfezar mitos (re) construir caminhos de emancipação. Germinal: marxismo e educação em debate, Salvador, v.14, n.2, p.267-284, ago. 2022. ISSN: 2175-5604.
Data: 16 de maio de 2025
DU BOIS, W. E. B. As almas da gente negra. Rio de Janeiro: Lacerda Editora, 1999.
Data: 23 de maio de 2025
FANON, Frantz. Prefácio. Introdução. A experiência vivida do Negro. In: Pele Negra, Máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008.
FANON, Frantz. Da violência. In: Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1968.
Data: 30 de maio de 2025
CÉSAIRE, A. Discurso sobre o colonialismo. Tradução: Noémia de Sousa. Paris: Éditiones Presénce Africaine, 1955; Lisboa (PT): Sá da Costa, 1978.
Data: 06 de junho de 2025
DAVIS, A. Mulheres, raça e classe. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2016.
Data: 13 de junho de 2025 (recesso 20 a 27/ 19)
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020, p. 25-64.
Data: 04 de julho de 2025
DE JESUS, Carolina Maria. Quarto de Despejo. Diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014.
Data: 11 de julho de 2025 (13 a 18 de julho – Anpuh)
ANGELOU, Maya. Eu sei por que o pássaro canta na gaiola. São Paulo: Astral cultural, 2018.
DE SOUSA, Noémia. Sangue Negro. São Paulo: Editora Kapulana, 2016.
ÔRÍ. Direção de Beatriz Nascimento e Raquel Gerber. Brasil: Estelar Produções Cinematográficas e Culturais Ltda, 1989, vídeo (131 min), colorido. Relançado em 2009, em formato digital. Disponível em: Prime Vídeo.
Data: 25 de julho de 2025
SPIVAK. G. C. Pode o subalterno falar? Traduzido por Sandra Regina G. Almeida; Marcos P. Feitosa e André P. Feitosa. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014.
Data: 01 de agosto de 2025
Mohanty, Chandra Talpadi. Sob olhos ocidentais. Rio de Janeiro: Zazie Edições, 2020.
Data: 08 de agosto de 2025 (15 é feriado)
QUIJANO, A. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, E. (org). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: CLACSO, 2005. p.118-142.
Data: 22 de agosto de 2025/ (25 a 29 – NIEP)
DUSSEL, E. 1492: O Encobrimento do Outro: a origem do “mito da modernidade”. Petrópolis: Vozes, 1993.
GROSFOGUEL, Ramón. A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo/ epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Revista Sociedade e Estado – Volume 31 nº 1 Janeiro/Abril 2016.
Data: 05 de setembro de 2025
MBEMBE, A. Crítica da Razão Negra. Ed. Antígona, Lisboa, 2017.
Data: 12 de setembro de 2025
MOURA, Clóvis. As injustiças de Clio: o negro na historiografia brasileira. Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1990.
BOTELHO, J. A fase contemporânea do imperialismo e o aprofundamento do racismo como estratégia de dominação. In: FERNANDES, L.E. (org.). Introdução ao imperialismo tardio. São Paulo: Ruptura Editorial; LavraPalavra, 2022. p. 225-247.
Data: 19 de setembro de 2025
POST, Charles. Marxismo e opressão racial: por uma teoria unificada. Revista Marx e o Marxismo, v.10, n.19, jul/dez 2022.
Diálogos literários e cinematográficos: a definir
Data: 26 de setembro de 2025
LEMEBEL, Pedro. Poco hombre. Escritos de uma bicha terceiro mundista. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 2023.
Sessão 17
Data: 03 de outubro de 2025
DAVIS, A. A liberdade é uma luta constante. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2018.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020, p. 127-150.
Data: 10 de outubro (Sessão dentro do Seminário do LEMarx)
bell hooks. Mujeres negras. Dar forma a la teoría feminista. In: Avtar Brah, Chela Sandoval, Gloria Anzaldúa…Otras inapropiables: Feminismos desde las fronteras. Organizado pelo coletivo feminista Eskalera Karakola. Madrid: Editora Traficantes de Sueños, 2004.
Kum-Kum Bhavnani y Margaret Coulso. Transformar el feminismo socialista. In: Avtar Brah, Chela Sandoval, Gloria Anzaldúa…Otras inapropiables: Feminismos desde las fronteras. Organizado pelo coletivo feminista Eskalera Karakola. Madrid: Editora Traficantes de Sueños, 2004.
Data: 17 de outubro de 2025
CARNEIRO, Sueli – Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América latina a partir de uma perspectiva de gênero. Geledés, 2013.
Data: 24 de outubro de 2025
COLLINS, P. H; BILGE, S. Interseccionalidade. São Paulo: Boitempo, 2021.
FERGUSON, Susan. “Feminismos interseccional e da reprodução social: rumo a uma ontologia integrativa”. In Cadernos Cemarx, nº 10, 2017 [2016], p. 13 -38.
31 de outubro de 2025
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação. Episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cabogó, 2019.
MIÑOSO, Yuderkys Espinosa. “Etnocentrismo y colonialidad en los feminismos latinoamericanos: complicidades y consolidación de las hegemonias feministas en el espacio transnacional”. Revista Venezolana de Estudios de la Mujer, v. 14. n. 33, p. 37-54, jul.- dez. 2009.
Data: 07 de novembro de 2025
ANZALDÚA, Gloria. La conciencia de la mestiza: rumo a uma nova consciência. Revista estudos feministas, v. 13, p. 704-719, 2005.
ANZALDÚA, Glória. Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo. Estudos feministas, ano 8, n. 230, 2020.
Data: 14 de novembro de 2025 (21 de novembro é feriado)
LUGONES MARÍA . Colonialidad y género. Tabula Rasa. Bogotá, 2008, n. 9, p. 73-101. ISSN: 1794-2489.
OYĚWÙMÍ, Oyèrónké. Conceituando o gênero: os fundamentos eurocêntricos dos conceitos feministas e o desafio das epistemologias africanas. CODESRIA Gender Series, v. 1, p. 1-8, 2004.
Data: 28 de novembro de 2025
SEGATO, Rita Laura. Gênero e colonialidade: em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico descolonial. E-cadernos CES, n. 18, 2012.
FIGUEIREDO, A. Carta de uma ex-mulata à Judith Butler. Revista Periódicus, [S. l.], v. 1, n. 3, p. 152–169, 2015.
Diálogos literários e cinematográficos: a definir
Data: 12 de dezembro de 2025
Buchi Emecheta. As alegrias da maternidade. São Paulo: Editora Dublinense, 2018.
Conceição Evaristo. Da grafia desenho de minha mãe à gênese da minha escrita. Texto apresentado na Mesa de Escritoras Afro-brasileiras, no XI Seminário Nacional Mulher e Literatura/II Seminário Internacional Mulher e Literatura, Rio de Janeiro, 2005. Publicado no livro Representações Performáticas Brasileiras: teórias, práticas e suas interfaces. Marcos Antônio Alexandre (org.). Belo Horizonte: Mazza Edições, 2007. p 16-21.
Data: 14 de agosto 2024
FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade I. A vontade de saber. Tradução de Maria Thereza da Costa Albuquerque e J. A. Guilhon Albuquerque. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1988.
Data: 23 de agosto 2024
BUTLER, Judith. Actos perfomativos e constituição de género. Um ensaio sobre fenomenologia e teoria feminista. In: MACEDO, Ana Gabriela; RAYNER, Francesca (Org.). Gênero, cultura visual e perfomance. Antologia crítica. Minho: Universidade do Minho/Húmus, 2011.
Data: 30 de agosto 2024
BUTLER, J. Corpos que importam: os limites discursivos do “sexo”. São Paulo: N-1 Edições e Crocodilo, 2019.
Data: 06 de setembro de 2024
D’EMILIO, John. Capitalism and Gay Identity. In: ABELOVE, Henry; BARALE, Michèle; HALPERIN, David Peter; The lesbian and gay studies reader. New York: Routledge, 1993, p. 467-476.
TREVISAN, João Silvério. Devassos no paraíso: a homossexualidade no Brasil, da colônia à atualidade. 4. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2018.
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WOLF, Sherry. Sexualidade e Socialismo: história, política e teoria da libertação LGBT. São Paulo: Autonomia, 2021.
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MOHANDESI, Salar; TEITELMAN, Emma. Sem reservas. In: BHATTACHARYA, Tithi (org.). Teoria da reprodução social. Remapear a classe, recentralizar a opressão. São Paulo: Editora Elefante, 2023 [2017].
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BHATTACHARYA, Tithi. Como não passar por cima da classe: reprodução social do trabalho e a classe trabalhadora global. In: BHATTACHARYA, Tithi (org.). Teoria da reprodução social. Remapear a classe, recentralizar a opressão. São Paulo: Editora Elefante, 2023 [2017].
Data: 25 de outubro de 2024
MCNALLY, David. Intersecções e dialética: reconstruções críticas na teoria da reprodução social. In: BHATTACHARYA, Tithi (org.). Teoria da reprodução social. Remapear a classe, recentralizar a opressão. São Paulo: Editora Elefante, 2023 [2017].
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FERGUNSON, Susan. Crianças, infância e capitalismo: uma perspectiva da reprodução social. In: BHATTACHARYA, Tithi (org.). Teoria da reprodução social. Remapear a classe, recentralizar a opressão. São Paulo: Editora Elefante, 2023[2017].
Data: 08 de novembro de 2024
HOPKINS, Carmen Teeple. Muito trabalho, pouco laser: reprodução social, migração e trabalho doméstico remunerado em Montreal. In: BHATTACHARYA, Tithi (org.). Teoria da reprodução social. Remapear a classe, recentralizar a opressão. São Paulo: Editora Elefante, 2023[2017].
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